Monday, March 23, 2015

[confissões] Residência alternada? Sim!

Comentei com a minha mãe, no outro dia, depois de conhecer a história de um pai a quem não foi permitida a guarda conjunta com residência alternada, como tinha tido azar com as "pessoas" que fui apanhando ao longo do processo de regulação do poder parental.

Mas, quem teve azar não fui eu. Por mais que me custe admitir! Quem teve azar foi aquele pai e aquela criança, porque só podem ser pai e filho de 15 em 15 dias, e ser pai não é isso.

Aquele pai queria tanto como a mãe poder estar com a criança. Aquele pai tinha tanto direito como a mãe a poder estar com a criança. Mais que isso tudo, aquela criança tem direito a ter um pai presente na vida dela, e de 15 em 15 dias é tão difícil.

Custa-me admitir, porque EU contínuo a querer que o meu filho possa estar todos os dias comigo. Que viva na nossa casa. Que partilhe todas as suas alegrias e tristezas, os seus medos e inseguranças, os seus desejos e vontades. Mas EU sou mãe. E ser mãe é isto! Querer estar sempre presente na vida dos nossos filhos, quer eles tenham 5 ou 50 anos. É saber se estão bem, se já chegaram a casa, o que vão jantar...

Mas ele, o meu mais que tudo, tem todo o direito a ter um pai presente na vida dele. E por mais que me custe, por mais que as coisas não sejam como EU quero desejo no outro lado, a verdade é que ele está cada vez mais crescido. As coisas não são conforme eu gostaria que fossem, e se voltarmos aos primeiros posts, em que falo da conversa com a assistente social, aquelas coisas de que eu falava na altura, a que chamei mesquinhas, são exactamente as mesmas de que me queixaria agora, mas são coisas pequenas que não mudam em nada a felicidade ou o bem estar do meu R. e já passaram 4 anos desde que eu e o pai M. nos separámos, desde que o R. tem esta vida de residência alternada. Como ele dizia hoje, é uma tartaruga. Não que ande literalmente de casa às costas, porque não anda, mas há coisas que andam sempre de um lado para o outro.

E o pai... bem, o pai tem tanto direito como eu a querer estar com ele. E esta criança que ambos criamos, tem a sorte de não ver os pais discutirem, como tantos outros que vivem com pai e mãe juntos. Esta criança tem dois pais que, por mais que discordem, conseguem sempre fazer o melhor para ela. E isso é o mais importante.



Aquele beijo,
*muah*
Ana