Monday, March 3, 2014

[read all about it] i'm a different person compared to who I was this time last year...

Viver uma separação é uma coisa dura. Tendo em conta que eu não estava à espera, tornou tudo muito mais difícil. Se virmos bem, houve cenas dignas de uma novela das onze, mas essas são as cenas que nós dois, eu e o M., talvez mais duas ou três pessoas sabem que aconteceram e não querem nunca mais lembrar-se delas. Foi difícil. Muito duro. Extremamente marcante. Mas também rejuvenescedor.

"Lisboa, Abril de 2012 

Faz hoje um ano, M. (...) Foi difícil ficar sem ti, mas a verdade é que o difícil foi ficar sem ninguém. Estava habituada a ter sempre alguém que tomasse conta de mim, que me apoiasse, alegrasse ou que fizesse as coisas acontecerem. Por isso é que a minha vida é um emaranhado de coisas sem sentido e decisões desprovidas de qualquer nexo. Hoje agradeço-te por, à um ano atrás, teres finalmente saído da minha vida. Por mais difícil que tenha sido. E foi. Bolas, onze anos não se esquecem de um dia para o outro, mesmo que não me consiga relembrar deles. Mas hoje sou eu que decido por mim. Por mim e pelo meu príncipe de olho azul, que foi apanhado no meu desta grande confusão, sem ter pedido para cá estar. Mas é ele que me mantém sã e capaz de continuar a lutar, mesmo quando todos dizem ser irreal, eu sei que nós – eu e ele – vamos lutar juntos. Ele mantendo-me forte e eu sendo forte por ele. 
Hoje, passado um ano sou dona e senhora das minhas decisões e aceito qualquer castigo que advenha dos meus erros. Mas agora sei que sou eu que os cometo. Não preciso da tua ajuda para seguir por caminhos errados. Qualquer pessoa é capaz de o fazer sozinha. E depois percebe que errou, onde, quando e porquê e aprende. Ninguém lhe põe paninhos quentes nas costas e diz o que fazer a seguir. As pessoas erram. Eu errei. Tu erraste e muito. Mas tu disseste que ia ficar tudo bem e não ficou. Mentiste. É nisso que tu és bom e é disso que te culpo. De me mentir. (...) 
Quero decidir por mim. Errar sozinha. Quero viver sem mentiras e acreditar no amor. Seguir os meus caminhos. Aqueles que, para mim, são os correctos. Porque segui a tua voz, a que aconselhava o caminho à direita ou à esquerda. E o caminho estava sempre errado. Ou pelo menos para mim, não era o caminho certo. Não te culpo por isso. Agora estou a encontrar a minha voz. Essa sim, vai-me levar longe. Não significa que não me perca nalguns cruzamentos, e vire numa ou outra esquina errada, mas vou chegar lá… Seja lá onde for. (...)"




Aquele beijo,
*muah*
Ana