Friday, February 14, 2014

[read all about it] I forgive you (almost everything), so I can heal

Os olhos encheram-se de lágrimas assim que ele entrou no elevador. Não gosto que me veja chorar. Era o inicio de mais uma semana não. Ao contrário da maioria das pessoas, e como tudo na minha vida, só anseio as sextas feiras, semana sim semana não. É o dia da "troca". O dia em que ele vai ou ele volta. 
Contínuo a chorar sempre que ele tem que ir. Não é justo. Contínua a não ser justo nesta minha cabeça dura. Se foi o M. que quis acabar tudo e sair daquilo a que chamávamos relação, se foi ele que refez a vida num ápice sem qualquer dor, se foi ele que virou as costas ao que tinha sido construído durante 11 anos, porque é que eu é que tenho que sofrer as consequências? Não é justo ele desistir e ainda sair vencedor. 
Já o perdoei de tudo o que podia perdoar. Só não lhe perdoo as semanas não! 

"(...) Mas eu perdoo-te. Há muito que já te perdoei. Perdoo-te as noites acordadas por tua causa. Perdoo-te por me teres largado de um dia para o outro, e me teres trocado por ela. Perdoo-te por me teres usado e deitado fora, como se tratasse de um par de calças que passou de moda. Perdoo-te por me teres convencido que contigo seria diferente e que podia confiar em ti. Perdoo-te por me fazeres acreditar no *para sempre*, quando o *para sempre* não existe. Perdoo-te porque quero paz, e não faz sentido viver com rancor eternamente. Mas perdoo-te acima de tudo porque me fizeste crescer, e mesmo sem saberes ou sem estares comigo, me mostraste aquilo que quero realmente para mim. (...)"



Já sabem, o texto em azul claro é parte de algo que anda à muito para ser terminado. Textos soltos que se encontram num todo.

Aquele beijo,
*muah*
Ana