Showing posts with label há dias assim. Show all posts
Showing posts with label há dias assim. Show all posts

Monday, March 27, 2017

[há dias assim] já não sofro sozinha

Desde o inicio do ano escolar que o R. anda na natação. Uma decisão minha, e por isso, sou eu que me encarrego de tudo, mesmo em semanas não. Assim, nas semanas não, vejo-o na mesma às terças e quintas feiras. Vou buscá-lo à escola, levo-o à natação, vejo a aula de longe, vou buscá-lo à piscina, enrolo-o na toalha e levo-o para os balneários onde lhe dou banho (ele toma banho sozinho, mas supervisiono). Conseguimos conversar um bocadinho, embora os diálogos em semana não corram sempre um bocadinho para o mal, mas fico a saber como correu o dia, o que fez e o que aprendeu. Parece pouco, mas é bem melhor do que antes. Como é que eu sei?

A semana passada foi semana não e não fomos à natação (por razões várias, não importantes para o caso!). Estou a morrer de saudades. Parece uma eternidade! Parecem anos! Falámos ao telefone, mas não é a mesma coisa. Sobre a escola sei imenso (privilégios especiais!) mas não o sei por ele, não posso chateá-lo com "então e o que aprendeste hoje?" ou "com quem brincaste?". 

E o pior, agora, é que não já sofro sozinha. Tem sido terrível ver o quanto o V. tem sofrido. Desde agarrar-se às fotos do irmão, a pedir 37 vezes por dia para ir para o quarto do irmão, deitar-se na almofada dele e ficar ali sossegadinho durante 3 minutos (o que para ele é uma eternidade!), querer tudo o que é do irmão e agarrar-se com unhas e dentes e se lho tirarmos chorar, mas chorar a sério com lágrimas e soluços. Se vê uma luzinha por baixo da porta do quarto (que tenho que manter fechada se não estava lá sempre) corre para lá, encosta-se à porta e bate e chama pelo mano e espera que ele lhe abra a porta! Se houve barulho na escadas corre para a porta da rua e fica à espera que alguém chegue. É desesperante.

Para melhorar tenho ido brincar para o quarto do R. com aqueles brinquedos maiores e que não se partem com tanta facilidade. Mas ele também quer os livros e os legos, e depois tenho que o tirar de lá à força e temos mais um choro.

Amanhã é dia de natação e vamos matar as saudades! (Sim, vão ser duas semanas não, porque esteve cá quase três semanas seguidas, sem ir ao pai!) Vai ser só um bocadinho pequenino, mas vai ajudar.

Odeio as semanas não! Continuo a odiá-las. Vou odiá-las para sempre.

Aquele beijo,
Ana

Saturday, February 6, 2016

[há dias assim] inveja (da boa!)

Sim! Foi isso que senti quando vi uma foto no Facebook. Eu explico já!

Quando andávamos na escola preparatória, muito provavelmente, todos tivemos aquele ou aquela colega (ou colegas) que era conotado como companhia menos boa. Sei lá, que não devíamos andar muito com ele, diziam os pais e os professores. Infelizmente para mim, tinha um fraquinho por ele e cheguei a ser expulsa da sala por causa dele, mas adiante.
Esse rapaz tinha um grupo de amigos, tal como eu! Os amigos dele eram, supostamente e tal como ele, companhias menos boas, diziam também os pais e professores.
Hoje somos amigos no Facebook, publicamos no mural um do outro 1 vez por ano, quando um de nós faz anos, e comentamos muito ocasionalmente fotos dos nossos filhos. Ele emigrou, não sei à quanto tempo nem porquê, mas não interessa para a conversa. Ele veio a Portugal de férias. Ele e os amigos da preparatória fizeram um jantar. Eram imensos. Conheci as caras da maioria, dessa época em que frequentávamos o 7º, 8º e 9º ano. Ele, que vive fora do país, conseguiu vir a Portugal e juntar-se com os amigos todos de à tantos anos (e que quanto sigo no facebook continuam amigos, não se juntam só para jantares!). Tive inveja! Da boa, porque acho fantástico que a amizade continue por tantos anos.
Vivo em Portugal, tal como a maioria dos meus colegas dessa altura. Por perto (mesmo perto) mantenho 2 pessoas dessa época. Uns outros quantos com quem ainda mantenho contacto. Mas conseguir organizar um jantar com o grupo todo é uma coisa praticamente impossível (fizemos um jantar à uns 3 anos, e éramos no máximo 10). Portanto, por aqui, fazemos jantares a 3 e mesmo esses são cada vez mais raros.



Conversa que não interessa a ninguém, eu sei. Mas pelos vistos as más companhias sabem o que é amizade a sério. E as boas... bem as boas talvez nem tanto.


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, January 25, 2016

[há dias assim] se eu podia amar mais um que outro?

Poder até podia. Mas não consigo!

Estava a ler o post da Joana Gama d'a Mãe é que sabe aqui e lembrei-me daquilo que passei na gravidez, por achar que  não ia ser capaz de dar tudo aos meus dois filhos. Achava que esta dúvida se prendia mais como facto de o R. ser filho de outro pai e, principalmente, por não estar sempre connosco. Achava que por estar só semana sim, semana não com ele, que ele sentiria que dava mais ao irmão. Achava que eu iria trai-lo por estar mais tempo com o irmão. Achava que não ia amar tanto o irmão como o amava a ele. Dúvidas que soube hoje (obrigada Joana!) não ser a única a ter.

#nofilter #eutenhodoisamores

Cheguei até a falar um bocadinho sobre a minha insegurança aqui mas convicta (sempre) de que iria conseguir dar conta do recado. Li nos comentários do post da Joana que é normal e que muitas mães passaram pelo mesmo. Li também um comentário que dizia que não há amor como o primeiro. Não sei se esta senhora (ou senhor) é mãe (ou pai) de alguma criança e fala por experiência própria. Se assim for, admiro a sinceridade. Se não, olhe não sabe do que está a falar!

Eu não amo mais o meu primeiro filho. Nem amo menos. São amores diferentes mas igualmente grandes. E hoje sei que não é nada com que me tenha que preocupar. Ambos sabem, porque lhes digo diariamente (e demonstro) o quanto os amo, o quanto são importantes na minha vida e como seria impossível para mim não os ter.

Se é verdade que passo muito mais tempo com o V. por ser bebé e depender de mim para tudo, também é verdade que o R. já tem idade para fazer outros programas e ter outras conversas comigo, o que nos aproxima imenso.

O tal comentário dizia que o segundo era o segundo! E que não iríamos preocupar-nos tanto na gravidez, ou fazer tanta pesquisa, que não sentiríamos tanta ansiedade antes das consultas, que não teríamos tempo para o namorar porque tínhamos que nos ocupar do primeiro. Provavelmente tudo verdades, não sei! Mas nenhuma verdade é absoluta. No meu caso (e eu sei que é especial), a primeira gravidez foi muito mais simples e menos ansiosa. A segunda mais difícil e com muito mais ansiedade. O parto do primeiro foi "peaners" embora provocado e depois cesariana, sem uma única dorzinha. O segundo foram várias horas de contracções que também terminaram em cesariana. O primeiro foi comigo para o quarto. O segundo ficou nos cuidados especiais, embora tenha tido alta em menos dias que o primeiro.

Sou muito (muito!) mais cuidadosa e mariquinhas com o segundo. É raro deixa-lo com alguém, e quando deixo fico sempre de coração nas mãos (embora saiba que não é mal tratado!). O R. ficava imensas vezes com os avós. O V. nasceu prematuro e talvez seja por isso. Mas não tem problema nenhum e é saudável, portanto não se justifica.

Sabem aquele ditado que diz que o primeiro filho é de vidro, segundo de borracha e o terceiro de ferro? Parece-me que caminho em situação oposta. Isto tudo para dizer que as coisas são diferentes de mãe para mãe, mas que vamos amar os nossos filhos (ou pelo menos a maioria de nós!), mesmo que não seja logo logo, mesmo que achemos que amamos mais um do que outro, mesmo que os tratemos de formas diferentes. Mas amamos e sabe-mo-lo quando observamos pequenas coisas, que só nós é que vemos.



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Friday, January 15, 2016

[há dias assim] isto é bom demais

Num mundo ideal seria sempre assim! No meu caso, não foi! Não é! Mas seria, se a separação tivesse sido diferente!



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, September 2, 2015

[há dias assim] amor de irmão

Estamos em semana não. Escrevo com o baby V. ao colo. Está impaciente. Podem dizer-me que é do calor. Podem dizer-me que são cólicas. Podem dizer-me que é das vacinas que tomou na segunda-feira. Eu acho que é do barulho. Ou melhor, da falta dele.
O R. é um mano mais velho muito querido, atencioso, sempre a dar beijos e mimos ao mano e a pedir para lhe dar colinho, mas tem cinco anos. Pedir-lhe que faça pouco barulho enquanto brinca é o mesmo que nada. Ele começa a sussurrar, mas os decibéis vão aumentando. O V. já se habituou ao barulho do mano. Não o incomoda. Não chora. Não o torna impaciente.
Hoje que o mano não está, e que a mãe tem o coração apertadinho de saudades, reinam as conversas da mãe, mas já deve estar farto da minha voz. Tentei as músicas de embalar mas só resulta se estiver ao colo. Acordado, experimentei a espreguiçadeira, mas continuou a refilar. Deixei-o ficar, mas liguei a tv nos bonecos que o R. costuma ver. Bonecos barulhentos, por sinal. O V. acalmou, ficu entretido na espreguiçadeira e pude fazer o almoço e almoçar! Nem sequer estava virado para a tv. Bastou o barulho.

A falta que o R. nos faz. Amor de manos é tão lindo.

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, August 17, 2015

[há dias assim] baby shower

Fiz um baby shower! Inicialmente a ideia agradava-me, mais por poder juntar as amigas à volta da mesa do que outra coisa qualquer. Não fiz baby shower do R. Acho que ainda não estava na moda. Perguntei às amigas e à mãe o que achavam e todas disseram que era uma óptima ideia. Uma semana antes da data marcada, embora com muitas ideias tiradas do pinterest e sugestões pedidas a amigas que já tinha feito ou participado, ainda não tinha nada preparado. Estava de 35 semanas, mais uns dias. Uma barriga enorme, um quarto vazio, nada para a cria vestir e ordens dos médicos para descansar. Mas lá preparei umas coisinhas. E quem tem amigos tem tudo, e ninguém veio de mãos a abanar portanto tivemos comida de sobra!

Ficam as sugestões, para quem como eu, nunca tinha organizado ou participado de um baby shower.

1. Miminhos para as amigas - Pulseiras com iniciais das amigas.
2. Jogo das apostas - As amigas apostaram na data em que o V ia nascer. Ganhavam um jantar.
3. Pormenores de decoração - Reaproveitamente de frascos de doce.
4. Guestbook - Cada amiga preencheu um balão com dedicatória.

1. Pormenores de decoração - Flores de papel.
2. A grávida!
3. Bolinho feito por uma amiga - Delicioso.
4. Cupcakes - Além de saborosos, dão um toque especial na mesa.

E foi assim, o nosso chá de bebé! Inspirem-se!

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Tuesday, March 17, 2015

[há dias assim] Sugestões para o Dia do Pai

Não gosto do Dia do Pai. O ano passado assumi aqui no blog e expliquei as minhas razões. Também não acho particularmente piada ao dia da mãe, dos namorados, dos avós... whatever! Acho que se forem tratados de forma especial fazem sentido. O que não faz sentido é o consumismo extremo que se gera à volta deles. No entanto... Este será o último ano em que não terei que me preocupar com o dia do Pai. O R. tem o pai dele, mas quem se preocupa com a prenda não sou eu. Em parte até sou, porque fui eu que recebi o pedido de material da escola e o enviei, mas não me cabe a mim "comprar" uma prendinha, simbólica que seja, para ele oferecer ao pai M. Para o ano a história muda de figura. A cria já cá estará, o R. grande já será o pai R. e a cria ainda não terá habilidade para fazer uma prendinha para o pai. Então, lá terá que entrar a mãe ao serviço!

Este ano, como ainda não há prendas para ninguém, fica aqui uma lista de sugestões, que será mais uma lista daquilo que o pai R. gostaria (provavelmente) de receber. Algumas fora do orçamento e cheias do mais puro consumismo, é verdade, mas é só uma lista dos desejos dele (ehehe)!

Uma PlayStation 4 novinha, já montada e pronta a jogar. Faria as delicias não só do pai, como da mãe e das crias. Apenas se tiveres vontade de passar mais tempo sozinha. 

A acompanhar a PS4, tinha que vir um jogo. Pela minha experiência, este é o jogo mais jogado entre homens e infelizmente aquele que mais odeio e no qual não consigo participar. 

O meu homem é um vaidoso. Se vos disser quantos pares de ténis, só dele, existem cá em casa, vocês percebem. Mas, se formos justas, um par de sapatos novos nunca é demais. Sei que ele adora cores berrantes, que já não são para a idade dele, mas se é para dar, que seja algo que ele adore (e que não use quando sair conosco à rua).

Umas calças da Zara que o homem anda a namorar desde que elas apareceram. Não parecem muito giras assim na foto, algo banais até. Mas o homem de banal não tem nada, e estas calças não são para qualquer homem, porque são daquelas apertadinhas e ainda por cima, meio brilhantes (mas quem pode, pode, e naquele corpinho tudo fica bem). Eu também gosto de o ver assim, aperaltado e a destacar-se da multidão! Mas se o vosso homem não for desses, umas calças que ele goste são a ideia essencial. E das quatro sugestões, talvez a menos consumista, porque umas calcinhas fazem sempre jeito!

Se ainda não prepararam nada, apressem-se! Já falta pouco!

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, March 2, 2015

[há dias assim] e este foi de choro!

Contínuo sem me entender com as partidas. Pensei que com o tempo melhorasse. Mas não. Sempre que acaba uma semana sim, lá em o choro, a tristeza, a vontade de ficar aninhada sem fazer mais nada. Esta semana não foi diferente.

Sábado à noite (fizemos a "troca" no sábado por volta das 16:00), dou por mim a chorar a ver o MasterChef Portugal. Chorei quando o senhor falou no filho com parelesia cerebral, ou naquele  outro que estava a concorrer pela segunda vez e nem assim conseguiu. Chorei quando os italianos passaram os dois e se beijaram de felicidade e quando o puto de 18 anos não conseguiu entrar, mas foi-lhe dada uma super oportunidade de em Julho tentar de outra forma. Ninguém chora a ver o Masterchef, mas eu chorei.

Depois decidi que queria ver o "Still Alice", um filme sobre uma professora de 50 anos que decobre que tem Alzheimer precoce. Óbvio que chorei. Nem vale a pena explicar porquê. Do filme falarei outro dia.

Fui para a cama, e chorei. Estás a chorar porquê, pergunta o R. grande. E eu sei lá. Por tudo! Domingo de manhã tomo o pequeno almoço de lágrima no olho. Acordei de olhos inchados e mesmo assim contínuo a chorar.

Gabo a paciência de quem me atura. Mas não consigo controlar. Será que vai melhorar com o tempo?


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, September 8, 2014

[há dias assim] The Ice Bucket Challenge

Não pensei que isto fosse acontecer, mas é verdade. Fui nomeada para o Ice Bucket Challenge. Caso não cumprisse o desafio, deveria pagar um jantar a quem me desafiou. A razão porque não o faço é simples. Já muita gente o fez e o Facebook já esta suficientemente inundado de banhos. Depois, acho que não fui desafiada pela razão certa.

Sabem aquilo que sentem quando levam com um balde de água gelada pela cabeça, mas quando não estão à espera, assim de repente, sem aviso prévio. É aquilo que se assemelha ao que sente alguém quando lhe é diagnosticada uma doença como a esclerose lateral amiotrófica, mas numa dimensão muito superior. Saber que se tem uma doença sem cura, que terá que viver com ela para o resto da vida. A ELA (esclerose lateral amiotrófica) é uma doença degenerativa e que evolui de forma progressiva até que os músculos deixem de funcionar totalmente. Um cérebro são num corpo morto. Tentem imaginar o que é.

Infelizmente, sei mais sobre isto que a maior parte das pessoas. A ELA não me era desconhecida. Não a vivi com mais proximidade porque era ainda muito jovem, mas lembro-me perfeitamente. O meu avô paterno viveu com ELA durante algum tempo. Não sei precisar quantos anos. Lembro-me de o ver deitado na cama, mas prefiro guardar na memória os momentos em que me levou a passear. Na altura, lembro-me de ter pesquisado sobre o assunto, mas lá está, era miúda e não me metia em assuntos de adultos.

Em relação ao desafio, acho que foi bem sucedido, pelo menos ao ponto de receber tantos donativos de pessoas conhecidas, que ajudou a espalhar a palavra e a dar a conhecer esta doença terrível. Como já disse, não o vou aceitar. Não iria fazer-me nada bem um banho gelado no meio da rua, para a minha própria doença. Em relação ao donativo, espero que o façam. E se não puderem fazer agora, então façam-no quando puderem. Qualquer altura é boa para ajudar os outros...



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, August 20, 2014

[há dias assim] volta...

Nunca fui a menina do papá. Não sou a menina da mamã. Era assumidamente a menina do avô. Mas isto não significa que os meus pais não gostassem de mim. Sei que sim. O meu pai dava tudo por nós. Por mim, pelo meu irmão, pela minha mãe e pelo meu filho. Foram apenas 6 meses de convivência avô-neto mas sempre que ia às compras, voltava com qualquer coisa para o neto. Fosse fraldas, leite ou roupa. Nunca deixaria que nada nos faltasse.

Hoje acordei com lágrimas nos olhos. Passaram 4 anos. Foi à quatro anos que o meu pai partiu sem autorização. Abandonou-nos sem ele próprio querer fazê-lo. Aquela maldita doença levou-o demasiado cedo. Foi à quatro anos que vivi o pior dia da minha vida. Algo para o qual nunca ninguém está preparado. Eu não estava. Tenho tantas saudades. Se eu pudesse voltar atrás, e o pudesse abraçar só mais uma vez e dizer-lhe o quanto o amo... Mas não posso e isso deixa-me triste. Acordei com lágrimas porque estas saudades estão cá todos os dias, mas hoje parece que doem mais. Magoam. Fazem-me chorar de dor. Eu só queria que ele voltasse...


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Saturday, July 26, 2014

[há dias assim] férias da criançada - parte ii

Começamos ontem semana não. Aliás, começámos ontem três semanas não. Estou de rastos, mas são as férias, e espero que o R. se divirta mais que muito. Entretanto, deixo aqui a lista de mais umas coisas que fomos fazendo durante as duas semanas que passamos juntos, só os dois, a curtir à grande e a dar comigo em louca.

#06 - deixá-los divertirem-se, porque afinal, estão de férias. Se há coisa que o R. gosta é de saltar em cima das camas, e bolas, todos sabemos como é divertido. Pois eu deixo! Ele diverte-se e eu tomo conta, não vá a coisa correr mal.


#07 - ensiná-los de forma educativa, com jogos ou desenhos. Temos um computador do Bob, o Construtor fantástico. Já tem algum tempo e foi uma oferta, mas é ali que vejo o quanto ele já aprendeu.

#08 - deixá-los ser criativos. Folhas, canetas, lápis, plasticina, tintas e pincéis. Vale tudo. No fim temos obras de arte e roupa pintada ou chão cheio de bolinhas de plasticina ou pingas de tinta. Mas eles adoram, e é óptimo para desenvolver o lado criativo.


#09 - legos! Sim, uma das melhores invenções de todos os tempos e os graúdos também adoram brincar com eles. Temos dos grandes (porque não faz muito tempo que deixou de ser um bebé) e temos dos mais pequenos, para crianças mais velhas. Adoramos! Todos cá em casa.

#10 - cozinhar. Normalmente bolos, porque podem deitar os ingredientes, não há perigo de se magoarem e podem mexer tudo e lambuzarem-se. Ele adora ajudar, e escolheu bolo de chocolate. Mas também pede muitas vezes pudins ou gelatina.

Fizemos muito mais coisas. Talvez quando ele voltar destas três semanas infernais eu traga mais novidades. Claro está, que entre cada uma destas actividades, ou enquanto as fazemos, porque sabe bem a qualquer hora, é enchê-los de mimos e beijos e abraços, cócegas e ouvi-los rir à gargalhada. Sabe tão bem.

Por hoje é tudo. Agora vou só ali deprimir-me um bocadinho...

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, July 21, 2014

[há dias assim] aquele terror dos meses de férias...

Não sei como funciona com os outros pais. Só conheço esta realidade, e esta realidade é aquela que me faz temer os meses de férias e as épocas festivas. Não por ter o miúdo em casa a atazanar-me a cabeça, mas sim por ter que dividir também este período com o pai M. Não é fácil, muitas vezes, chegarmos a um consenso, e aquilo que ambos sentimos é que ficamos sempre a perder em relação ao outro, seja porque o outro tem mais um dia, mais uma noite, mais um fim de semana... No fim, fazemos sempre aquilo que é o melhor para o R., ou pelo menos tentamos, e vamos abdicando daqueles dias que "eram nossos" para que o R. possa ter uns dias de férias melhores. A meu ver, ser pai é isto mesmo: abdicar do que é melhor para nós em prol do que é melhor para eles, os filhos.
Confesso aqui assumidamente que temo as férias grandes, as de Carnaval e as de Páscoa. Temo o Natal e o Fim de Ano. Temo o dia de anos dele, que também tem que ser dividido. Temo porque, para mim, o ideal era tê-lo sempre aqui, sem ter que o partilhar com ninguém. Mas lá está, tê-lo só para mim nunca seria o melhor para ele. Ele precisa de todos os que o rodeiam.
Optámos por manter o R. em casa nas férias. São 2 meses e qualquer coisa que não vai à escola. Porque podemos e porque queremos. Queremos sempre tê-lo perto, mesmo que às vezes tenha que pedir ao R. grande que me permita 15 minutos de silêncio sossegada e tome conta desta cria que consegue pronunciar mais vezes "mamã" em 10 minutos do que eu consigo sequer ouvir!
Estamos em semana sim. Como estivemos a semana passada. E como estivemos no início do mês. Tem sido assim, cansativo mas tão bom. Hoje foi passar o dia ao pai M. e fiquei contente de poder descansar a noite toda, mas a verdade verdadinha é que já estou cheia de saudades e a casa me parece despida e sem nada de interessante para fazer...



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Friday, July 18, 2014

[há dias assim] férias da criançada

As aulas acabaram. Já desde o inicio do mês de Julho que a maior parte do tempo do R. é passado comigo, porque contínuo em casa. Não podemos sair daqui, mas temos que nos entreter. Tenho feito uma lista de actividades que vou usando para o manter ocupado. Mantê-lo ocupado significa estarmos juntos a fazer qualquer coisa, e não deixá-lo a brincar sozinho. Seria bom que se ocupasse sem ser preciso estar sempre com ele, mas a verdade é que esses momentos são escassos e curtos. Ele é dependente da mãe o dia inteiro, apesar de ser extremamente independente algumas outras coisas. Parece mentira, mas se estiver cá mais alguém em casa, mais facilmente se distrai sozinho do que quando estamos só os dois. Preciso de ideias para mais actividades, porque ainda vamos no principio das férias. Para vocês, deixo aqui a lista do que temos feito...

#01 - pô-los as trabalhar: o R. adora ajudar-me nas tarefas da casa, mas quando digo pô-los a trabalhar é algo mais didáctico e divertido. Estas férias, entre outras coisas, reciclamos umas caixas de morangos.


#02 - jogar consola: todos os miúdos gostam disso, e para nós graúdos, também é um bom entretém. Andamos a jogar Lego Indiana Jones e divertimo-nos muito.

#03 - fazer jardinagem: rapazes gostam de terra. É um facto! O meu adorou e todos os dias quer regar. Temos batata doce plantada, hortelã e cebolinho.

#04 - levá-los ao parque: é certo e sabido que os miúdos adoram brincar no parque. Temos a sorte de só precisarmos de atravessar a estrada. De preferência, levá-los de manhã, se quiserem que de tarde estejam cansaditos e com vontade de dormir a sesta.


#05 - brincar ao faz de conta: é algo que acontece frequentemente cá em casa. Acho que faz bem, desenvolve a imaginação, é divertido e podemos ser piratas num dia e astronautas noutro. O R. adora e tem uma imaginação gigante. E além disso, acaba por aprender muito sobre cada tema que escolhe.

A lista contínua num próximo post...

Mas, no desespero, quando preciso de descansar de brincadeiras de criança ponho-o um bocadinho no computador. É a forma de o manter sossegado sem me chamar (a maior parte das vezes). Não é algo que aconteça muito, porque mesmo que o deixe lá ficar, ele depressa vai atrás de mim para onde eu estiver.

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Sunday, July 13, 2014

[há dias assim] Também eu sou viciada!

No seguimento do post da Sofia Santos no Público Life&Style repensei a minha posição enquanto mãe. Sim, é verdade. Também eu sou viciada no meu filho, e é uma droga da qual não pretendo abdicar. Claro está, tal como a Sofia diz, que com o tempo passamos a ser mais moderados na droga, ou então apenas mais controlados. Hoje, passados 52 meses de R., sou uma mãe menos galinha, mais controlada, menos obcecada, mas muito mais orgulhosa.
Não tenho qualquer dúvida que assim o será sempre. Esta coisa da maternidade corre-me nas veias. Não a experimentei por ser prática comum no meu grupo de amigos. De facto, fui a primeira a testá-la, e tenho plena certeza de que jamais deixarei de a consumir. Quero muito continuar a viver estes momentos de euforia, para já com o R. e mais tarde, quem sabe, com outros ou outras crias.
O R. provoca-me um tal número de sensações impossíveis de experimentar em qualquer outra situação. Dou por mim eufórica com pequenas coisas, ou completamente destroçada com outras desprovidas de qualquer nexo. Ser mãe é a melhor coisa do mundo. Pode é não ser para todas...




Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, July 2, 2014

[há dias assim] esta ânsia de ser o mano mais velho...

Ontem fui à FIA com o R. Na fila para comprar bilhetes ele diz: - mãe, deixa dar beijo na barriga! Envergonhada digo que não mas ele insiste que é só um. Deixo. As pessoas olham e acham fofo aquele puto giro e reguila estar a dar beijos no bebé na barriga da mãe. O problema aqui é (ainda) não haver bebé nenhum. O R. anda desejoso de uma mana para me ajudar a tomar conta.
Já lá dentro, num stand com coisas de crianças ele analisa as fraldas e fitas de chucha cor de rosa. - mãe, olha pro nosso bebé. O sr. convencido de que o bebé já existe pergunta se ele quer um mano ou uma mana. Muito prontamente o meu monstrinho responde: - duas manas e um manos.




Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, June 23, 2014

[há dias assim] saudades...

Tenho saudades de escrever. Escrevo mentalmente no banho ou na cama, nas muitas noites em que não consigo dormir. Escrevo enquanto passeio pelo facebook para ler as últimas, ou enquanto coso à mão ou à máquina (a minha última pancada). Só não me tem apetecido escrever mesmo, nem no papel nem no computador. As ideias passam, ficam perdidas lá num qualquer canto, e depois o blog fica abandonado. Há alturas na vida em que a única coisa que me apetece fazer de manhã à noite, é sentar-me de computador no colo e escrever ideias e textos, coisas sem nexo ou histórias passadas que não quero esquecer. Há alturas na vida em que não me apetece nada disso. De facto, apetece-me é esquecer... E por isso não consigo sentar-me de computador no colo.
O blog nunca ficará abandonado, meus queridos! Pode ficar um tempo sem textos. Posso não trazer nada de novo ou digno de ser lido. Mas a vontade de explodir tudo, essa volta sempre. E aqui, neste meu cantinho, poderei sempre explodir à vontade. À vontade, que não é à vontadinha, sabe-se lá quem anda por aqui a cuscar a vidinha desta pessoa.
A vidinha desta pessoa anda assim com altos e baixos como de costume... Nada de novo nesse ponto, se querem mesmo saber. A verdade é que será assim o resto da vida, e embora o resto da vida espero que seja muito tempo, não me chateio com isso. Chateio-me com as comichões, os ataques de calor ou frio e as más disposições e vómitos constantes. As dores, essas já não me chateiam. Há coisas na vida com as quais se aprende a viver...


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, June 16, 2014

[há dias assim] A boa vida...

Estive de férias! Corrijo! Eles estiveram de férias, e eu, que contínuo de baixa, pude aproveitar os dias com eles. Estamos em época de crise, e as ditas férias foram em casa. Paz para a alma e para o corpo. Namorar os dois, enchê-los de mimos e receber os mimos a dobrar. Já se acabou a boa vida! Para eles, que voltaram à vida normal, e para mim que voltei a ficar sozinha em casa. Resta-me o sol na varanda, e o silêncio.

Mas às vezes, também o silêncio sabe bem... 


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Friday, June 6, 2014

[há dias assim] e quando um filho tem duas casas?

Uma reportagem para os cépticos e para os que acham que não lutei o suficiente pelo meu filho. Sim, não é fácil. Duvido que alguém ame tanto os seus filhos como nós, pais dispostos a "abdicar" dos dias na vida de um filho para o bem estar e felicidade deles. Custa muito. As saudades são imensas. A vontade de querer voltar atrás. Mas o meu filho é feliz. Muito feliz. Basta olhar para ele.
Se voltasse atrás faria o mesmo? Não sei! Mas cada vez mais estou certa de que foi a decisão acertada. Muito porque o pai M. se tornou num pai ainda melhor. Parabéns a ele e parabéns a nós todos (companheiros incluídos) por sermos capazes de fazer o R. tão feliz.
Vejam, mas vejam mesmo! 


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, June 5, 2014

[há dias assim] Somos todos umas p*tas

A sério. A maioria de nós trabalha para um qualquer chulo que paga uma miséria pelos "serviços" que fazemos e ainda fica com os lucros quase na totalidade. Alguns de nós fazem-no por dinheiro, outros por prazer. Vendemos o corpo, o intelecto e o coração em troca de uns tostões para alimentar a família. Chegamos a casa cansados e sem forças para desfrutarmos daquilo que sobrou. A sensação de que estamos a ser chulados e roubados está em todo o lado. Basta sentar-mo-nos no sofá, nessas horas de descanso e vermos o telejornal. Todas as noticias nos "gritam" que uns estão cada vez mais ricos, e outros cada vez mais pobres. Acima dos nossos chulos, ainda temos outros c*brões a tentarem sacar-nos mais uns trocos, por "usarmos" o país deles, esse que também é o nosso país.
E todos os dias, lá vamos nós para a rua, sem vontade, levantar a saia e mostrar a perna, em troca de mais uns tostões.
Não foi esta a vida que imaginámos para nós, com toda a certeza. Ninguém sonha com isto. Não é esta a vida que queremos para os nossos filhos. Todos temos vontade de nos recusarmos a ir para a rua. Mas as contas têm que se pagar. E é assim que ficamos sempre na mesma... E ninguém faz nada para mudar isto...



Aquele beijo,
*muah*
Ana

PS - Desabafo entalado na garganta à uns tempos já... Escrito na cabeça milhões de vezes. Reescrito no papel. Perdoem-me pela linguagem. Perdoem-me se não concordam comigo. Perdoem-me por não fazer nada para mudar isto. É que eu também tenho contas para pagar. Atenção, que não é para ser levado à letra. Não! Não ando a vender o corpo.

Wednesday, June 4, 2014

[há dias assim] Dia da criança, a dia 3 de Junho...

Ontem foi dia da criança. Ou melhor, não foi dia da criança, porque esse já passou, mas foi o nosso dia da criança, porque estivemos juntos ontem, e não no dito dia. Foi dia de mimo e palhaçada. Foi dia de prendas e vontades. Foi dia de o estragar com mimos porque morria de saudades. Fazê-lo feliz é fácil. A forma com se ri mostra bem o quão feliz é. Aquela gargalhada fácil. Os olhos a brilhar por estar a receber presentes, que no fundo ele já sabia que ia receber. Mas estava feliz. Tão feliz... Estamos em semana não. O nosso dia da criança resumiu-se ao bocadinho entre sair da escola e ir para casa do pai. Foi curto, muito curto para poder dar todos os beijos e abraços que me apetecia. Mas fez-me feliz vê-lo feliz. Entre muitos livros e dois brinquedos (Playmobil, porque estamos a construir um grande zoo cheio de diferentes animais) ainda jantamos fora, no restaurante favorito, ou seja MacDonalds, e ainda trouxemos mais um livro para casa. Guardamos segredos, e conversamos. Fizemos palhaçadas e contou-me como foi o seu passeio da escola. Discordamos e levantei o sobrolho e a voz também. Mas tudo faz parte. Feliz dia das crianças. Por o dia das crianças é todos os dias. Um bocadinho cliché, mas a mais pura das verdades. 



Aquele beijo,
*muah*
Ana

PS - Se algum de vocês quiser comprar Playmobil através da loja online (que é mais barata e tem mais coisas) falem comigo e dividimos os portes. Os portes são standard independentemente da compra, portanto ficava bastante mais barato a todos!