Saturday, January 9, 2016

[este ano é que vai ser] eu bem disse

Só para vos dizer que as mães terem sempre razão. Quando anunciei orgulhosamente à minha mãe que tinha começado a comedir-me (sim, porque não consigo deixar de comer!) no que comia e a fazer exercício ela respondeu "porque é que não esperaste para começar depois dos teus anos?". Claro, teria sido muito mais fácil até porque faço ano hoje (ou fiz ontem que já passa da meia noite!). Era só esperar para começar no domingo. Mas não! Não esperei. E agora estou o 2 dia de pseudo dieta e já me desgracei e não fiz os exercicios porque me doiam os abdominais e hoje tinha imenso que fazer.

Mas ontem (ou antes de ontem) fui forte e ainda consegui ouvir um "eh lá corajosa" do homem cá de casa. Jantei sopinha e uns muffins de espinafres, dois mais propriamente. Quando me apeteceu um doce comi um quadrado de chocholate preto. Fui para a cama cheia de fome e enchi-me de água mas resisti.

Para que conste ainda resta salame da passagem de ano e não o fui comer, portanto contínuo a fazer um esforço.

Prometo que domingo volto ao regime de menos comida, comida da boa que não faz tanto mal, e aos exercícios, que embora fraquinhos me deixaram os abdominais e os glúteos doridos.

E hoje, no dia dos meus anos, não podia estar mais feliz, porque inicia-se uma semana sim (ou melhor duas, que andamos em experiências para ver se resulta melhor 15 dias em cada lado - vamos testar!). Assim, almocei com os três homens cá de casa, e ao jantar juntei o outro homem da minha vida a estes três e a minha mãe. Amanhã ainda se festeja com a avó e os amigos. Não gosto de fazer anos, mas concordo que a vida é para ser celebrada, e por isso vamos lá festejar mais um ano!

Deixo-vos com fotos dos deliciosos muffins (que já não é a primeira vez que faço porque são deliciosos).

Receita adaptada daqui.
Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, January 7, 2016

[este ano é que vai ser] a modos que morri aos 32

Algures no mundo (na Austrália por exemplo) já tenho 32 anos. Digo isto porque o meu querido amigo George (que por acaso é australiano) já me deu os parabéns. Tenho 32 e morri! Não literalmente, óbvio, pois não poderia estar a escrever. Mas morri de cansaço e suor!

Serve o presente apenas para vos informar que contínuo a levar muito a sério esta história de ficar em forma, saudável e perder peso (e ficar boazona!). Passaram menos de 24 horas, eu sei! Mas já consegui atingir marcos marcantes (passando a redundância). Não comi pão à refeição e a metade que ele (o R grande) colocou próxima de mim em modo de "vamos lá ver se resistes" voltou para dentro do saco do pão. Não petisquei à noite como faço sempre e em vez disso bebi um cházinho (eu sei! eu? chá!). Não bebi à refeição, não ando a petiscar coisas que não devo (apesar de ter fome, enxarquei-me em água).  Mas, mais importante que tudo isso, fiz exercício. Mais precisamente 2 treinos de fitness que existem no youtube e que geralmente me cansavam só de olhar. Mas fiz o nível de beginners, treino de braços e treino de pernas. Coisa pouca é verdade, mas é melhor que estar alampada no sofá a escrever-vos.

Pronto, está contado! Não se riam. Estou a levar isto muito a sério! Quando sentir o corpo dorido, digo-vos se vou continuar ou não!

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, January 6, 2016

[este ano é que vai ser] primeira resolução de 2016

Faltam menos de 2 dias para fazer 32 anos.

2015 e os 31 foram um bom ano – basta dizer que foi o ano em que nasceu o meu mais novo, e quem me conhece sabe o quanto amo ser mãe e o quanto pensava em ter filhos.

Para 2016, além de cuidar dos meus, que está inerente à condição de mãe, filha, mulher, neta e amiga, quero cuidar mais de mim. Não é segredo para ninguém que a minha garganta é um farrapo, as minhas costas já passaram a garantia, o meu pescoço é um tijolo e o meu peso ultrapassou os limites do desejável.

Este ano será o ano em que vou ficar em forma. Não, isto não é uma promessa a vocês, aquelas 3 pessoas que me leem. Não é uma daquelas resoluções que fazemos todos os anos “este ano é que é, vou ficar boazona!”. Não! É uma carta a mim, para que sirva de motivação, para me lembrar que eu quero mesmo isto. E se tem que começar por algum lado, que seja com a promessa a mim mesma de que vou tentar.

Espero daqui a um ano, em vésperas de fazer 33, dizer-vos que estou feliz, saudável, e com menos uns quilogramas (Bem sei que devemos ter uma meta a atingir! Eu tenho! Só não a estou a partilhar já, aqui!)



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, September 2, 2015

[há dias assim] amor de irmão

Estamos em semana não. Escrevo com o baby V. ao colo. Está impaciente. Podem dizer-me que é do calor. Podem dizer-me que são cólicas. Podem dizer-me que é das vacinas que tomou na segunda-feira. Eu acho que é do barulho. Ou melhor, da falta dele.
O R. é um mano mais velho muito querido, atencioso, sempre a dar beijos e mimos ao mano e a pedir para lhe dar colinho, mas tem cinco anos. Pedir-lhe que faça pouco barulho enquanto brinca é o mesmo que nada. Ele começa a sussurrar, mas os decibéis vão aumentando. O V. já se habituou ao barulho do mano. Não o incomoda. Não chora. Não o torna impaciente.
Hoje que o mano não está, e que a mãe tem o coração apertadinho de saudades, reinam as conversas da mãe, mas já deve estar farto da minha voz. Tentei as músicas de embalar mas só resulta se estiver ao colo. Acordado, experimentei a espreguiçadeira, mas continuou a refilar. Deixei-o ficar, mas liguei a tv nos bonecos que o R. costuma ver. Bonecos barulhentos, por sinal. O V. acalmou, ficu entretido na espreguiçadeira e pude fazer o almoço e almoçar! Nem sequer estava virado para a tv. Bastou o barulho.

A falta que o R. nos faz. Amor de manos é tão lindo.

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, August 19, 2015

[read all about it] a reter...

Hoje trago-vos um texto inspirador. Um texto de uma mãe divorciada, a Kiki. Um texto fantástico que li aqui num blog igualmente fantástico! 

"Os filhos são nossos. Porque saíram de nós. Não da nossa barriga, mas de nós. Daquilo que construímos. E embora tenham nascido de um amor que já não existe, esse amor acaba por existir para sempre. Neles. Porque foi de amor que eles foram feitos. Da carne com carne, do beijo com beijo. 
Terão sempre um pouco dele, terão sempre um pouco de nós. Nem que seja o mau feitio do pai ou o jeito fantástico para dançar da mãe. (Cada um que puxe a brasa à sua sardinha como quiser.)
Numa separação, acaba-se o casal, acaba-se aquele núcleo familiar. Mas os filhos levam até à eternidade aquilo que um dia existiu. E por isso serão sempre nossos. Tão meus. Tão dele. E só por isso merecem todo o nosso respeito e toda a nossa consideração.
Eu entendo o coração de uma mãe que sofre por ter de deixar um filho ir para o pai. Seja para férias, seja para fins-de-semana. Entendo o amor visceral que faz uma mãe sofrer por ter de deixar o filho ir. As saudades dilacerantes. Também a mim me custou tanto, doeu por dentro. As primeiras noites que eles dormiram longe de mim. As primeiras noites que não rezámos juntos o anjo da guarda, que não pus a almofada na posição que eles gostam, que não lhes dei aquele beijo igual a todas as noites desde que nasceram. Juro que entendo. Mas um pai ama tanto um filho como uma mãe. Eles são tão nossos quanto deles. E um pai (ou mãe) não pode ser privado desse privilégio. Nem os filhos! De os deitar na cama à noite e de se deitarem com o pai, de lhes dar aquele abraço quentinho e de receberem aquele abraço quentinho. De os ver acordar no dia seguinte e de se enrolarem no sofá com o leite e os desenhos na televisão. Porque quando uma mãe priva o pai de o fazer, não está só a privar o pai. Está também a privar o filho.
Com o tempo apercebemo-nos que é tão importante para eles o tempo que passam do lado de lá, como é o tempo que passamos nós sozinhas sem eles. Porque temos um privilégio que as mães casadas não têm. Tempo! Tempo para dormir, tempo para sair, tempo para namorar, tempo para ler, tempo para ir ao ginásio. Nem que seja para arrumar a casa sem tropeçar nos brinquedos que acabámos de arrumar 5 minutos antes. Tempo para não fazer nada! Tempo! Aquele tempo que tanto reclamávamos que não existia. E por isso, temos de ver o copo meio cheio.
É importante! É muito importante que nunca nos esqueçamos disto. Quando um dia tivermos vontade de lhes (ao ex) mostrar que estamos zangadas, tristes, frustradas, não nos esqueçamos! Os filhos são feitos do nosso amor. Que mesmo que já não exista em nós, existe neles. Que não saíram só da nossa barriga. Saíram de nós! E são tão nossos, quanto deles.
E nós recebemo-los de volta preenchidas, realizadas, relaxadas e descansadas e eles voltam para nós felizes e completos! Completos porque têm tempo de pai e tempo de mãe. Porque recebem amor de pai e amor de mãe. (Mesmo que tenham comido ovos com salsichas o fim‑de‑semana inteiro! São ovos feitos com tanto amor como a carne assada com esparregado feitos por nós!) E assim estaremos a criar adultos fortes, felizes e justos.
Os filhos são nossos! Meus e dele! Porque saíram de nós."

A reter.



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, August 17, 2015

[há dias assim] baby shower

Fiz um baby shower! Inicialmente a ideia agradava-me, mais por poder juntar as amigas à volta da mesa do que outra coisa qualquer. Não fiz baby shower do R. Acho que ainda não estava na moda. Perguntei às amigas e à mãe o que achavam e todas disseram que era uma óptima ideia. Uma semana antes da data marcada, embora com muitas ideias tiradas do pinterest e sugestões pedidas a amigas que já tinha feito ou participado, ainda não tinha nada preparado. Estava de 35 semanas, mais uns dias. Uma barriga enorme, um quarto vazio, nada para a cria vestir e ordens dos médicos para descansar. Mas lá preparei umas coisinhas. E quem tem amigos tem tudo, e ninguém veio de mãos a abanar portanto tivemos comida de sobra!

Ficam as sugestões, para quem como eu, nunca tinha organizado ou participado de um baby shower.

1. Miminhos para as amigas - Pulseiras com iniciais das amigas.
2. Jogo das apostas - As amigas apostaram na data em que o V ia nascer. Ganhavam um jantar.
3. Pormenores de decoração - Reaproveitamente de frascos de doce.
4. Guestbook - Cada amiga preencheu um balão com dedicatória.

1. Pormenores de decoração - Flores de papel.
2. A grávida!
3. Bolinho feito por uma amiga - Delicioso.
4. Cupcakes - Além de saborosos, dão um toque especial na mesa.

E foi assim, o nosso chá de bebé! Inspirem-se!

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, August 12, 2015

[se eu fosse uma mãe cheia de estilo] as nossas escolhas

O R. já tem os seus gostos e as suas manias. Embora ainda vista aquilo que eu quero, já gosta de opinar quando vamos às compras. Se fossemos ambos escolher um outfit para passear seria algo deste género. Na esquerda, com t-shirt (de decote em V e com bolso, que são as que ele mais gosta!) e calções, ténis e um chapéu, seriam as escolhas do R. Os ténis seriam sem atacadores provavelmente, dada a dificuldade que ainda tem em aperta-los. À direita, as minhas escolhas - calções e camisa (porque adoro vê-lo de camisa) e umas alpercatas. Os suspensórios adoro, mas dificilmente conseguiria colocá-los ao R.


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Saturday, August 8, 2015

[baby V] demasiado cedo...

Ainda não vos disse, mas o baby V. decidiu vir antes de tempo. Estava previsto para finais de Julho, 23 ou 24 era a data provável. E sim, todos sabemos que eles se podem antecipar, mas nunca pensei que acontecesse como aconteceu.

Às 35 semanas + 2 dias dei um chá de bebé. Ao mesmo tempo, tentava decorar o quarto do Vicente. A mala não estava pronta. Não tinha as mudas necessárias para a criança levar para o hospital. Faltavam coisas necessárias à mãe também. Mas organizei o meu chá de bebé, pintámos o quarto, fiz a comidinha para o lanche, cosi os cortinados do quarto, ...
Na semana seguinte voltei a acalmar. Já os médicos me tinham mandado "parar" à umas semanas atrás, mas não liguei. A verdade é que só depois do chá de bebé resolvi repousar mais. Mas a vida tem destas coisas. Provavelmente no dia mais calmo de toda a gravidez, um sábado, o dia em que dormi de manhã até tarde, sem ter o baby R. em casa, o dia em que dormitei depois de almoço, e que só saí de casa para beber um granizado (estava um calor infernal) e ir buscar a minha sogra à estação de comboios (no lugar de pendura, ou seja, sem trabalho nenhum para mim). Neste dia, enquanto jantava, sentada na minha cozinha, as águas rebentaram. Sem qualquer aviso. Sem eu sequer ter a certeza de que era isso mesmo que estava a acontecer.
Digo-vos que parecia uma cena de filme, porque inicialmente eu não tinha a certeza de que não teria sido só a minha bexiga. Mas isso foi só o aviso. Foi já na casa de banho que um pequeno lado nasceu aos meus pés. Aí já não havia dúvidas.
Vou poupar-vos aos pormenores, porque a história seria longa... Mas fui para o hospital, estive 36 horas com a bolda rebentada, com contracções de 5 em 5 minutos, com 2 induções falhadas, e acabei por fazer cesariana na segunda feira, dia 29 de Junho e às 10:21 o baby V, nasceu com 2,940 kg e 44 cm, de 36 semanas e 4 dias. Demasiado cedo!
O resto... bem, o resto fica para outro dia.


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, August 6, 2015

And... are we back?

Andei desaparecida. Não deixei de ter semanas sim, semanas não. A diferença é que agora as semanas não, não são tão calmas como antes. O Vicente já nasceu, e o sossego é coisa que não conhecemos aqui por casa, mas conto tudo noutro dia.
Hoje estou aqui para vos incentivar a voltar, e para me incentivar a escrever novamente. Entre o fim de gravidez com muito para fazer, o nascimento do Vicente e o primeiro mês de vida, pilhas e pilhas de roupa para passar, um computador avariado mais de um mês e as férias do R. grande, não tem sobrado tempo para nada. Não prometo posts diários. Não prometo sequer posts semanais. Prometo que virei sempre que conseguir.
Sigo muitos blogs de mães com pinta, mães que falam da vida delas e dos filhos, das modas que seguem e dos produtos que usam. Nunca tive intenção de ser assim. Não vos vou contar todas as peripécias que vivo com os meus três homens. Essas são nossas, que contamos à família ou nas reuniões de amigos. Mas vou contar-vos aquilo que eu teria curiosidade de ler se o blog não fosse meu. Porém, o blog contínua a ser o sítio onde "desabafo" este meu estado semanal. Não é por ter tido outro filho que as semanas sem o R. são mais fáceis. Não são. Até porque ele se revelou um excelente ajudante. 
Continuem por aí, se tiverem curiosidade em ler mais... 


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, March 26, 2015

[objects of desire] aiii o A N E L

Não sei à quanto tempo o ando a namorar... É lindo. É da Pandora. Já o experimentei em todas as lojas e já sabemos qual a medida. O homem já o tentou comprar mais do que uma vez desde o Natal até hoje. Não, ele não disse que tentou! Eu vi mesmo. Mas o raio do anel está esgotadissimo em todas as lojas oficiais, no número de Cinderela que os meus dedos vestem. Resta-nos continuar a perguntar de vez em quando se o dito aparece... Mas que quero, quero!

Quero <3




Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, March 25, 2015

[se eu fosse uma mãe cheia de estilo] era assim que o meu puto ia andar nos meses de inverno

Agora que a questão do rosa e dos folhos, laços e tules foi ultrapassada, a vontade é de ir às compras e pegar em tudo o que é roupa de menino. Dos 0m aos 6anos, tudo é válido! Tanto para um como para outro, há coisas girissímas, e eu bem sei que vem aí o calor e o puto vai nascer no Verão, mas no Verão anda-se quase nu, certo? Eu já andei foi a espreitar roupas assim mais quentinhas - se calhar porque ainda não temos sol lá fora! Não sou daquelas mães que usa tudo muito azul, muito bebé, muito fofinho. Gosto deles vestidos à homenzinhos! Acho que firam girissímos. Alguns conjuntos que gostei de ver. Digam-me o que acham! 



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, March 23, 2015

[confissões] Residência alternada? Sim!

Comentei com a minha mãe, no outro dia, depois de conhecer a história de um pai a quem não foi permitida a guarda conjunta com residência alternada, como tinha tido azar com as "pessoas" que fui apanhando ao longo do processo de regulação do poder parental.

Mas, quem teve azar não fui eu. Por mais que me custe admitir! Quem teve azar foi aquele pai e aquela criança, porque só podem ser pai e filho de 15 em 15 dias, e ser pai não é isso.

Aquele pai queria tanto como a mãe poder estar com a criança. Aquele pai tinha tanto direito como a mãe a poder estar com a criança. Mais que isso tudo, aquela criança tem direito a ter um pai presente na vida dela, e de 15 em 15 dias é tão difícil.

Custa-me admitir, porque EU contínuo a querer que o meu filho possa estar todos os dias comigo. Que viva na nossa casa. Que partilhe todas as suas alegrias e tristezas, os seus medos e inseguranças, os seus desejos e vontades. Mas EU sou mãe. E ser mãe é isto! Querer estar sempre presente na vida dos nossos filhos, quer eles tenham 5 ou 50 anos. É saber se estão bem, se já chegaram a casa, o que vão jantar...

Mas ele, o meu mais que tudo, tem todo o direito a ter um pai presente na vida dele. E por mais que me custe, por mais que as coisas não sejam como EU quero desejo no outro lado, a verdade é que ele está cada vez mais crescido. As coisas não são conforme eu gostaria que fossem, e se voltarmos aos primeiros posts, em que falo da conversa com a assistente social, aquelas coisas de que eu falava na altura, a que chamei mesquinhas, são exactamente as mesmas de que me queixaria agora, mas são coisas pequenas que não mudam em nada a felicidade ou o bem estar do meu R. e já passaram 4 anos desde que eu e o pai M. nos separámos, desde que o R. tem esta vida de residência alternada. Como ele dizia hoje, é uma tartaruga. Não que ande literalmente de casa às costas, porque não anda, mas há coisas que andam sempre de um lado para o outro.

E o pai... bem, o pai tem tanto direito como eu a querer estar com ele. E esta criança que ambos criamos, tem a sorte de não ver os pais discutirem, como tantos outros que vivem com pai e mãe juntos. Esta criança tem dois pais que, por mais que discordem, conseguem sempre fazer o melhor para ela. E isso é o mais importante.



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Friday, March 20, 2015

... tipo, e eu? parte iii

[continuação deste post]

Sou de fases. De manias. Tanto me apetece pintar durante uma semana seguida sem pensar em mais nada, como na semana seguinte não consigo olhar para os pincéis. Ando numa fase em que não me apetece nada. Deve ser da gravidez. Se seguem o blog, já sabem que estou grávida de um menino. Outro. Ainda não tem nome, e pra já é apenas o "bebé". Somos três a dar palpites, o que torna difícil a escolha. Disse-vos que tinha uma loja, chamada STORIN, mas neste momento está em stand-by. É que realmente a vontade é nenhuma, desde que começaram os enjoos e as más disposições. Sim, estou de quase 22 semanas, e contínuo mal disposta quase todos os dias. As hormonas também têm levado a melhor, e volta e meia ou choro (muito, por nada) ou ando rabugenta e nem eu tenho paciência para mim mesma. Coitados dos que me aturam. No outro dia respondi mal à minha avó, e à noite chorei baba e ranho por ter sido má! Mas é isto, há que dar o desconto, porque estou grávida, certo? Isto de estar grávida também tem as suas vantagens. Já vos disse que adoro roupa, só não adoro andar às compras. Mas agora, parece que me sinto bem com qualquer trapinho. 
Tenho saudades do meu pequeno, o meu príncipe, o meu rei, o meu mais que tudo. Estamos em semana não, e não está a ser fácil. As estúpidas das hormonas ainda agravam mais esta saudade louca. Ando preocupada com ele. Vai ter dois irmãos (ou um irmão e uma irmã) precisamente ao mesmo tempo. Parece que o pai M. teve a mesma ideia que nós, e a diferença é uma coisa de dias. Por mais que diga que está feliz e que quer um mano, acredito que não seja fácil lidar com tudo. Para mim não está a ser. A ideia de poder não ter tempo para dar atenção aos dois preocupa-me. Deixa-me ansiosa. Será que sou capaz? Espero Sei que sim. Não quero negligenciar nenhum dos dois. Principalmente, não quero que  o R. sinta diferença entre ele e o "bebé" que aí vem. Espero poder contar com todos à minha volta para que isso não aconteça. E esqueçam lá a história de andar sempre a lembrar ao rapaz de que vai ser o mano mais velho, e que depois não pode fazer barulho, e que a mãe não vai ter tempo nem paciência para lhe cantar todas as noites por causa do bebé. A mãe vai tentar continuar a fazer tudo por ele como fez até hoje. E fará o mesmo pelo "bebé". E o barulho? A cria pequena habitua-se. Não vamos viver tempos de silêncio, em que o único que pode fazer barulho é a cria quando tem fome. Não! Vamos continuar a ter tempo para brincar e cantar e divertir-mo-nos. E depois, quando estiverem os dois na cama, a mãe vai cair pro lado sem forças, e o R. grande é que vai ter que a aturar. Mais uma vez, coitados dos que me aturam. E é isto... É o que espero conseguir fazer. Não é tarefa fácil, mas acredito que por amor conseguimos tudo, e amo muito estes dois (o R. e o projecto).

[to be continued...]




Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, March 18, 2015

[se eu fosse uma mãe cheia de estilo] na praia

Quarta feira é dia da beleza. Ou do estilo. Ou apenas de divagações sobre moda! Não me parece que seja esta a opção que vá escolher para os dias de sol, lá mais para o verão, quando a minha barriguita estiver gigante. Nunca fui muito dada a fatos de banho (nem a praia, o que se percebe pelo meu tom de pele). Mas genuinamente adoro ver uma grávida de fato de banho, e deixo-vos alguns exemplos que adoro. 



* Fatos de Banho! Quase todos de prender ao pescoço, porque é mais a minha cena. Os dois primeiros e o último são da MotherCare, e o branco e preto com um padrão florido da Aqua Maternity. Gosto mesmo de todos, e acho que ficam lindos com a barriguita. Veremos se vou ou não pender para os usar. Não sei como me ficariam. Se souberem de sítios com fatos de banho para grávidas, onde possa experimentar, digam! Fico à espera das sugestões!


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Tuesday, March 17, 2015

[há dias assim] Sugestões para o Dia do Pai

Não gosto do Dia do Pai. O ano passado assumi aqui no blog e expliquei as minhas razões. Também não acho particularmente piada ao dia da mãe, dos namorados, dos avós... whatever! Acho que se forem tratados de forma especial fazem sentido. O que não faz sentido é o consumismo extremo que se gera à volta deles. No entanto... Este será o último ano em que não terei que me preocupar com o dia do Pai. O R. tem o pai dele, mas quem se preocupa com a prenda não sou eu. Em parte até sou, porque fui eu que recebi o pedido de material da escola e o enviei, mas não me cabe a mim "comprar" uma prendinha, simbólica que seja, para ele oferecer ao pai M. Para o ano a história muda de figura. A cria já cá estará, o R. grande já será o pai R. e a cria ainda não terá habilidade para fazer uma prendinha para o pai. Então, lá terá que entrar a mãe ao serviço!

Este ano, como ainda não há prendas para ninguém, fica aqui uma lista de sugestões, que será mais uma lista daquilo que o pai R. gostaria (provavelmente) de receber. Algumas fora do orçamento e cheias do mais puro consumismo, é verdade, mas é só uma lista dos desejos dele (ehehe)!

Uma PlayStation 4 novinha, já montada e pronta a jogar. Faria as delicias não só do pai, como da mãe e das crias. Apenas se tiveres vontade de passar mais tempo sozinha. 

A acompanhar a PS4, tinha que vir um jogo. Pela minha experiência, este é o jogo mais jogado entre homens e infelizmente aquele que mais odeio e no qual não consigo participar. 

O meu homem é um vaidoso. Se vos disser quantos pares de ténis, só dele, existem cá em casa, vocês percebem. Mas, se formos justas, um par de sapatos novos nunca é demais. Sei que ele adora cores berrantes, que já não são para a idade dele, mas se é para dar, que seja algo que ele adore (e que não use quando sair conosco à rua).

Umas calças da Zara que o homem anda a namorar desde que elas apareceram. Não parecem muito giras assim na foto, algo banais até. Mas o homem de banal não tem nada, e estas calças não são para qualquer homem, porque são daquelas apertadinhas e ainda por cima, meio brilhantes (mas quem pode, pode, e naquele corpinho tudo fica bem). Eu também gosto de o ver assim, aperaltado e a destacar-se da multidão! Mas se o vosso homem não for desses, umas calças que ele goste são a ideia essencial. E das quatro sugestões, talvez a menos consumista, porque umas calcinhas fazem sempre jeito!

Se ainda não prepararam nada, apressem-se! Já falta pouco!

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Saturday, March 14, 2015

[não me sai da cabeça] Frozen - Vem fazer bonecos de Neve

Mais uma das nossas músicas. Passamos a vida a cantá-la. Eu e ele, o meu reizinho. Sabe-a de cor. Adora o filme e já o vimos milhentas vezes. No outro fiz-lhe uma surpresa e pus na pen as músicas que ele tanto gosta e levei para o carro quando o fui buscar à escola. Cantámos com o som super alto, e ficamos a cantar à porta de casa, já parados até a música acabar. Adoramos! E hoje que ele não está, não me sai da cabeça. Vem fazer bonecos de neve, do filme Frozen da Disney. 

"Vem fazer bonecos de neve // Na bicicleta passear // A tua companhia quero ter // Até com quadros na parede vou falar"



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, March 12, 2015

[objects of desire] A mala da mãe... ou da criança!

Ainda não sabíamos se era menino ou menina, já sabíamos que tínhamos que comprar uma mala para carregar a casa atrás. A do R. é do R. e é grande e pesada demais para eu conseguir carregar com ela e com um ovo e mais um filho na outra mão. Além disso, usamo-la para viagens, onde consigo levar a roupa dele, e os produtos de higiene. Agora, que vem aí mais uma cria, existe a necessidade de outra mal, e desta vez quero uma mais pequena e mais leve. Não quero nada bebezocas, porque quem a vai carregar serei eu ou o pai. Já me apaixonei e o pai também gostou.

A mala é da Pasito a Pasito. É cinzenta. Não é muito grande e dá para usar na mão, no braço ou a tiracolo. Quase que se confunde com uma mala de senhora, e eu gosto muito!

Quero <3




Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, March 11, 2015

[se eu fosse uma mãe cheia de estilo] esta seria uma das minhas primeiras compras

Não é que não tenha um sentido fashion apurado, até tenho (risos) mas o que me falta é altura. E poder de compras. Depois também tenho a mais uns quilos que problematizam a questão. Mas se pudesse vestir qualquer trapinho que fosse, sem olhar ao peso, tamanho das ancas (ou do rabo gigante), altura de criança ou ao crescimento acentuado do valor do visa, estas seriam as minhas escolhas. Se eu fosse uma mãe cheia de estilo, uma nova rubrica, que tanto pode pender para o lado mais "mummy" (e pode ser mummy com ou sem barriga, tanto faz, depende do meu mood diário) como para os pequenitos. Sim, porque se há coisa que gosto é de comprar roupa ao meu filho (mesmo quando ele não precisa assim tanto). Agora com mais um a caminho, haja carteira (a do homem, claro) que aguente!


* Saias compridas! Primeiro, porque adoro saias. Depois, porque acho que as grávidas ficam o máximo e é super confortável. Infelizmente, este ano parece que as lojas não têm muita coisa destas. Encontrei uma na Blanco, que além de grande não tinha um padrão muito bonito (para mim, hey opiniões) e além disso, era demasiado plisada. Sendo eu um metro e meio de gente com ancas assim larguitas (e estou a ser tão simpática comigo mesmo), as pregas na cintura não me ficavam bem. Se souberem de sítios com saias compridas, giras mas giras, digam que cometo a loucura!


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, March 9, 2015

[confissões] "ah e tal vamos ter um rapaz" e agora?


É tudo muito giro, isto do "ah e tal vamos ter um rapaz". E de repente, passados uns dias e depois de teres assimilado que é realmente mais um pilas, dás-te conta duma data de coisas, que não tinhas pensado antes, quando interior e secretamente desejavas uma rapazolas:

1. Lá se vai a mobília cor de rosa e verde água que tinhas idealizado! Sim, tu querias um rapaz, mas imaginavas o quarto com rosa bebé, muitas flores e borboletas.

2. Sábado à noite, e eles estão os dois (o R. grande e o R. pequeno) agarrados à playstation a jogar jogos de boxe ou karate ou lá o que é aquilo, com gritinhos do tipo 2ya", "toma", "vai buscar", e "o campeonato é meu". Daqui a uns tempos, serão três a dar gritinhos, e um deles, o que ficar de fora vai dar gritinhos do tipo "vá, agora é a minha vez"! Vamos ter belos serões!

3. Bye bye roupas pindéricas que tínhamos planeado adquirir secretamente numa visita casual à Zara. Nada de laçarotes, saias de tule ou collants com brilhantes! Ou como diria a minha mãe "lá se vão os lacinhos"!

4. Dias de futebol. Não que eu não goste. Gosto! Mas gosto de ver o meu clube, e o clube dos outros, ohpá tenho mais que fazer, tipo adormecer enrolada na manta. Não me parece possível que com três homens em casa, seja possível abdicar dos jogos de futebol. Ao menos ficam entretidos e não chateiam!

5. Ainda não é desta que vamos poder comprar Pinypons. Nem Barbies.

6. Se já passávamos 2 horas na parte dos carros, motas e bicicletas sempre que íamos ao Toys'r'us, agora teremos, muito provavelmente que duplicar esse tempo, porque ambos vão querer experimentar todos os veículos em exposição.



Se podia continuar? Podia. Mas não vale a pena. As vantagens de ter um menino são muitas, e são ainda mais. A cor do quarto já tem solução; serões de fim de semana, se calhar, ponho uns fones nos ouvidos ou vou passear com as amigas; a roupa de bebé rapaz é giríssima e como ainda tenho alguma poupam-se uns trocos; nas noites de futebol agarro-me ao blog (ou à manta e durmo); em vez de Pinypons, continuamos a saga dos Legos e se calhar, para bem da carteira, passamos a ir menos vezes ao Toys'r'us.

Estou mega feliz, e nem isto me desanima. Mas que tive alguns momentos (durante a noite) a digerir a história da mobília, isso estive :)


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Friday, March 6, 2015

[o melhor do meu dia] and then, there were 4


Sim, é verdade. Algures para o fim de Julho, passaremos a ser 4 cá em casa, e não podíamos estar mais felizes.

De 20 semanas, por ser mãe de segunda viagem ou porque esta cria é mais calma que o R., só agora senti os primeiros movimentos. Sentia-me preocupada por não sentir. Do R. senti tudo logo desde muito cedo. Se calhar a diferença é agora já saber distinguir movimentos da cria de gases. Não sei, mas a verdade é que todas as dúvidas e angustias foram hoje dissipadas. A cria está bem, a mãe já consegue passar um dia sem enjoar, e o médico confirmou aquilo que, contra tudo e todos, a mãe já previa. É um RAPAZ.


Se queria uma menina? Queria um bebé. Sei que, por já ter um rapaz, haveria uma preferência da maioria da família para uma menina. Desde o principio que acho que é menino. Nunca assumi a preferência, porque o que queria era um bebé saudável e ficaria feliz se viesse uma menina. Mas o meu coração andava vestido de azul.

Serei a princesa da casa, com os meus três homens. Além dum melhor amigo, que já tenho no R, vou ganhar outro melhor amigo, outro protector, outro príncipe. Se tiver que tentar mais uma vez (não estou já a pensar nisso, mas quem me conhece sabe que sempre quis mais filhos), aí sim vou assumor uma preferência rosa. Mas por agora, estou estupidamente feliz.

O R. pequeno queria muito um bebé. Queria uma mana, mas achava que era um rapaz. Mãe e filho eram os únicos com esse "feeling". Acertámos. Está feliz por ser menino, e já disse que quer que durma no quarto dele. Até hoje, dizia que o bebé ia dormir no quarto ao lado. Ver a ecografia em directo, com o médico a explicar, talvez tenha tornado mais real a coisa, apesar de confessar que não conseguiu perceber nada.

O R. grande, esse, está feliz com um rapaz. Ficaria feliz com uma menina. Confessa que queria uma menina, para ser menina do papá, porque os meninos são sempre mais próximos da mãe. Eram os ciúmites a funcionar, mas passou-lhe assim que viu a pilinha da cria.

Estou feliz! E hoje começa uma semana sim, o que me deixa ainda muito mais feliz!

Aquele beijo,
*muah*
Ana