Wednesday, August 19, 2015

[read all about it] a reter...

Hoje trago-vos um texto inspirador. Um texto de uma mãe divorciada, a Kiki. Um texto fantástico que li aqui num blog igualmente fantástico! 

"Os filhos são nossos. Porque saíram de nós. Não da nossa barriga, mas de nós. Daquilo que construímos. E embora tenham nascido de um amor que já não existe, esse amor acaba por existir para sempre. Neles. Porque foi de amor que eles foram feitos. Da carne com carne, do beijo com beijo. 
Terão sempre um pouco dele, terão sempre um pouco de nós. Nem que seja o mau feitio do pai ou o jeito fantástico para dançar da mãe. (Cada um que puxe a brasa à sua sardinha como quiser.)
Numa separação, acaba-se o casal, acaba-se aquele núcleo familiar. Mas os filhos levam até à eternidade aquilo que um dia existiu. E por isso serão sempre nossos. Tão meus. Tão dele. E só por isso merecem todo o nosso respeito e toda a nossa consideração.
Eu entendo o coração de uma mãe que sofre por ter de deixar um filho ir para o pai. Seja para férias, seja para fins-de-semana. Entendo o amor visceral que faz uma mãe sofrer por ter de deixar o filho ir. As saudades dilacerantes. Também a mim me custou tanto, doeu por dentro. As primeiras noites que eles dormiram longe de mim. As primeiras noites que não rezámos juntos o anjo da guarda, que não pus a almofada na posição que eles gostam, que não lhes dei aquele beijo igual a todas as noites desde que nasceram. Juro que entendo. Mas um pai ama tanto um filho como uma mãe. Eles são tão nossos quanto deles. E um pai (ou mãe) não pode ser privado desse privilégio. Nem os filhos! De os deitar na cama à noite e de se deitarem com o pai, de lhes dar aquele abraço quentinho e de receberem aquele abraço quentinho. De os ver acordar no dia seguinte e de se enrolarem no sofá com o leite e os desenhos na televisão. Porque quando uma mãe priva o pai de o fazer, não está só a privar o pai. Está também a privar o filho.
Com o tempo apercebemo-nos que é tão importante para eles o tempo que passam do lado de lá, como é o tempo que passamos nós sozinhas sem eles. Porque temos um privilégio que as mães casadas não têm. Tempo! Tempo para dormir, tempo para sair, tempo para namorar, tempo para ler, tempo para ir ao ginásio. Nem que seja para arrumar a casa sem tropeçar nos brinquedos que acabámos de arrumar 5 minutos antes. Tempo para não fazer nada! Tempo! Aquele tempo que tanto reclamávamos que não existia. E por isso, temos de ver o copo meio cheio.
É importante! É muito importante que nunca nos esqueçamos disto. Quando um dia tivermos vontade de lhes (ao ex) mostrar que estamos zangadas, tristes, frustradas, não nos esqueçamos! Os filhos são feitos do nosso amor. Que mesmo que já não exista em nós, existe neles. Que não saíram só da nossa barriga. Saíram de nós! E são tão nossos, quanto deles.
E nós recebemo-los de volta preenchidas, realizadas, relaxadas e descansadas e eles voltam para nós felizes e completos! Completos porque têm tempo de pai e tempo de mãe. Porque recebem amor de pai e amor de mãe. (Mesmo que tenham comido ovos com salsichas o fim‑de‑semana inteiro! São ovos feitos com tanto amor como a carne assada com esparregado feitos por nós!) E assim estaremos a criar adultos fortes, felizes e justos.
Os filhos são nossos! Meus e dele! Porque saíram de nós."

A reter.



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, August 17, 2015

[há dias assim] baby shower

Fiz um baby shower! Inicialmente a ideia agradava-me, mais por poder juntar as amigas à volta da mesa do que outra coisa qualquer. Não fiz baby shower do R. Acho que ainda não estava na moda. Perguntei às amigas e à mãe o que achavam e todas disseram que era uma óptima ideia. Uma semana antes da data marcada, embora com muitas ideias tiradas do pinterest e sugestões pedidas a amigas que já tinha feito ou participado, ainda não tinha nada preparado. Estava de 35 semanas, mais uns dias. Uma barriga enorme, um quarto vazio, nada para a cria vestir e ordens dos médicos para descansar. Mas lá preparei umas coisinhas. E quem tem amigos tem tudo, e ninguém veio de mãos a abanar portanto tivemos comida de sobra!

Ficam as sugestões, para quem como eu, nunca tinha organizado ou participado de um baby shower.

1. Miminhos para as amigas - Pulseiras com iniciais das amigas.
2. Jogo das apostas - As amigas apostaram na data em que o V ia nascer. Ganhavam um jantar.
3. Pormenores de decoração - Reaproveitamente de frascos de doce.
4. Guestbook - Cada amiga preencheu um balão com dedicatória.

1. Pormenores de decoração - Flores de papel.
2. A grávida!
3. Bolinho feito por uma amiga - Delicioso.
4. Cupcakes - Além de saborosos, dão um toque especial na mesa.

E foi assim, o nosso chá de bebé! Inspirem-se!

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, August 12, 2015

[se eu fosse uma mãe cheia de estilo] as nossas escolhas

O R. já tem os seus gostos e as suas manias. Embora ainda vista aquilo que eu quero, já gosta de opinar quando vamos às compras. Se fossemos ambos escolher um outfit para passear seria algo deste género. Na esquerda, com t-shirt (de decote em V e com bolso, que são as que ele mais gosta!) e calções, ténis e um chapéu, seriam as escolhas do R. Os ténis seriam sem atacadores provavelmente, dada a dificuldade que ainda tem em aperta-los. À direita, as minhas escolhas - calções e camisa (porque adoro vê-lo de camisa) e umas alpercatas. Os suspensórios adoro, mas dificilmente conseguiria colocá-los ao R.


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Saturday, August 8, 2015

[baby V] demasiado cedo...

Ainda não vos disse, mas o baby V. decidiu vir antes de tempo. Estava previsto para finais de Julho, 23 ou 24 era a data provável. E sim, todos sabemos que eles se podem antecipar, mas nunca pensei que acontecesse como aconteceu.

Às 35 semanas + 2 dias dei um chá de bebé. Ao mesmo tempo, tentava decorar o quarto do Vicente. A mala não estava pronta. Não tinha as mudas necessárias para a criança levar para o hospital. Faltavam coisas necessárias à mãe também. Mas organizei o meu chá de bebé, pintámos o quarto, fiz a comidinha para o lanche, cosi os cortinados do quarto, ...
Na semana seguinte voltei a acalmar. Já os médicos me tinham mandado "parar" à umas semanas atrás, mas não liguei. A verdade é que só depois do chá de bebé resolvi repousar mais. Mas a vida tem destas coisas. Provavelmente no dia mais calmo de toda a gravidez, um sábado, o dia em que dormi de manhã até tarde, sem ter o baby R. em casa, o dia em que dormitei depois de almoço, e que só saí de casa para beber um granizado (estava um calor infernal) e ir buscar a minha sogra à estação de comboios (no lugar de pendura, ou seja, sem trabalho nenhum para mim). Neste dia, enquanto jantava, sentada na minha cozinha, as águas rebentaram. Sem qualquer aviso. Sem eu sequer ter a certeza de que era isso mesmo que estava a acontecer.
Digo-vos que parecia uma cena de filme, porque inicialmente eu não tinha a certeza de que não teria sido só a minha bexiga. Mas isso foi só o aviso. Foi já na casa de banho que um pequeno lado nasceu aos meus pés. Aí já não havia dúvidas.
Vou poupar-vos aos pormenores, porque a história seria longa... Mas fui para o hospital, estive 36 horas com a bolda rebentada, com contracções de 5 em 5 minutos, com 2 induções falhadas, e acabei por fazer cesariana na segunda feira, dia 29 de Junho e às 10:21 o baby V, nasceu com 2,940 kg e 44 cm, de 36 semanas e 4 dias. Demasiado cedo!
O resto... bem, o resto fica para outro dia.


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, August 6, 2015

And... are we back?

Andei desaparecida. Não deixei de ter semanas sim, semanas não. A diferença é que agora as semanas não, não são tão calmas como antes. O Vicente já nasceu, e o sossego é coisa que não conhecemos aqui por casa, mas conto tudo noutro dia.
Hoje estou aqui para vos incentivar a voltar, e para me incentivar a escrever novamente. Entre o fim de gravidez com muito para fazer, o nascimento do Vicente e o primeiro mês de vida, pilhas e pilhas de roupa para passar, um computador avariado mais de um mês e as férias do R. grande, não tem sobrado tempo para nada. Não prometo posts diários. Não prometo sequer posts semanais. Prometo que virei sempre que conseguir.
Sigo muitos blogs de mães com pinta, mães que falam da vida delas e dos filhos, das modas que seguem e dos produtos que usam. Nunca tive intenção de ser assim. Não vos vou contar todas as peripécias que vivo com os meus três homens. Essas são nossas, que contamos à família ou nas reuniões de amigos. Mas vou contar-vos aquilo que eu teria curiosidade de ler se o blog não fosse meu. Porém, o blog contínua a ser o sítio onde "desabafo" este meu estado semanal. Não é por ter tido outro filho que as semanas sem o R. são mais fáceis. Não são. Até porque ele se revelou um excelente ajudante. 
Continuem por aí, se tiverem curiosidade em ler mais... 


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, March 26, 2015

[objects of desire] aiii o A N E L

Não sei à quanto tempo o ando a namorar... É lindo. É da Pandora. Já o experimentei em todas as lojas e já sabemos qual a medida. O homem já o tentou comprar mais do que uma vez desde o Natal até hoje. Não, ele não disse que tentou! Eu vi mesmo. Mas o raio do anel está esgotadissimo em todas as lojas oficiais, no número de Cinderela que os meus dedos vestem. Resta-nos continuar a perguntar de vez em quando se o dito aparece... Mas que quero, quero!

Quero <3




Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, March 25, 2015

[se eu fosse uma mãe cheia de estilo] era assim que o meu puto ia andar nos meses de inverno

Agora que a questão do rosa e dos folhos, laços e tules foi ultrapassada, a vontade é de ir às compras e pegar em tudo o que é roupa de menino. Dos 0m aos 6anos, tudo é válido! Tanto para um como para outro, há coisas girissímas, e eu bem sei que vem aí o calor e o puto vai nascer no Verão, mas no Verão anda-se quase nu, certo? Eu já andei foi a espreitar roupas assim mais quentinhas - se calhar porque ainda não temos sol lá fora! Não sou daquelas mães que usa tudo muito azul, muito bebé, muito fofinho. Gosto deles vestidos à homenzinhos! Acho que firam girissímos. Alguns conjuntos que gostei de ver. Digam-me o que acham! 



Aquele beijo,
*muah*
Ana