Wednesday, March 11, 2015

[se eu fosse uma mãe cheia de estilo] esta seria uma das minhas primeiras compras

Não é que não tenha um sentido fashion apurado, até tenho (risos) mas o que me falta é altura. E poder de compras. Depois também tenho a mais uns quilos que problematizam a questão. Mas se pudesse vestir qualquer trapinho que fosse, sem olhar ao peso, tamanho das ancas (ou do rabo gigante), altura de criança ou ao crescimento acentuado do valor do visa, estas seriam as minhas escolhas. Se eu fosse uma mãe cheia de estilo, uma nova rubrica, que tanto pode pender para o lado mais "mummy" (e pode ser mummy com ou sem barriga, tanto faz, depende do meu mood diário) como para os pequenitos. Sim, porque se há coisa que gosto é de comprar roupa ao meu filho (mesmo quando ele não precisa assim tanto). Agora com mais um a caminho, haja carteira (a do homem, claro) que aguente!


* Saias compridas! Primeiro, porque adoro saias. Depois, porque acho que as grávidas ficam o máximo e é super confortável. Infelizmente, este ano parece que as lojas não têm muita coisa destas. Encontrei uma na Blanco, que além de grande não tinha um padrão muito bonito (para mim, hey opiniões) e além disso, era demasiado plisada. Sendo eu um metro e meio de gente com ancas assim larguitas (e estou a ser tão simpática comigo mesmo), as pregas na cintura não me ficavam bem. Se souberem de sítios com saias compridas, giras mas giras, digam que cometo a loucura!


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, March 9, 2015

[confissões] "ah e tal vamos ter um rapaz" e agora?


É tudo muito giro, isto do "ah e tal vamos ter um rapaz". E de repente, passados uns dias e depois de teres assimilado que é realmente mais um pilas, dás-te conta duma data de coisas, que não tinhas pensado antes, quando interior e secretamente desejavas uma rapazolas:

1. Lá se vai a mobília cor de rosa e verde água que tinhas idealizado! Sim, tu querias um rapaz, mas imaginavas o quarto com rosa bebé, muitas flores e borboletas.

2. Sábado à noite, e eles estão os dois (o R. grande e o R. pequeno) agarrados à playstation a jogar jogos de boxe ou karate ou lá o que é aquilo, com gritinhos do tipo 2ya", "toma", "vai buscar", e "o campeonato é meu". Daqui a uns tempos, serão três a dar gritinhos, e um deles, o que ficar de fora vai dar gritinhos do tipo "vá, agora é a minha vez"! Vamos ter belos serões!

3. Bye bye roupas pindéricas que tínhamos planeado adquirir secretamente numa visita casual à Zara. Nada de laçarotes, saias de tule ou collants com brilhantes! Ou como diria a minha mãe "lá se vão os lacinhos"!

4. Dias de futebol. Não que eu não goste. Gosto! Mas gosto de ver o meu clube, e o clube dos outros, ohpá tenho mais que fazer, tipo adormecer enrolada na manta. Não me parece possível que com três homens em casa, seja possível abdicar dos jogos de futebol. Ao menos ficam entretidos e não chateiam!

5. Ainda não é desta que vamos poder comprar Pinypons. Nem Barbies.

6. Se já passávamos 2 horas na parte dos carros, motas e bicicletas sempre que íamos ao Toys'r'us, agora teremos, muito provavelmente que duplicar esse tempo, porque ambos vão querer experimentar todos os veículos em exposição.



Se podia continuar? Podia. Mas não vale a pena. As vantagens de ter um menino são muitas, e são ainda mais. A cor do quarto já tem solução; serões de fim de semana, se calhar, ponho uns fones nos ouvidos ou vou passear com as amigas; a roupa de bebé rapaz é giríssima e como ainda tenho alguma poupam-se uns trocos; nas noites de futebol agarro-me ao blog (ou à manta e durmo); em vez de Pinypons, continuamos a saga dos Legos e se calhar, para bem da carteira, passamos a ir menos vezes ao Toys'r'us.

Estou mega feliz, e nem isto me desanima. Mas que tive alguns momentos (durante a noite) a digerir a história da mobília, isso estive :)


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Friday, March 6, 2015

[o melhor do meu dia] and then, there were 4


Sim, é verdade. Algures para o fim de Julho, passaremos a ser 4 cá em casa, e não podíamos estar mais felizes.

De 20 semanas, por ser mãe de segunda viagem ou porque esta cria é mais calma que o R., só agora senti os primeiros movimentos. Sentia-me preocupada por não sentir. Do R. senti tudo logo desde muito cedo. Se calhar a diferença é agora já saber distinguir movimentos da cria de gases. Não sei, mas a verdade é que todas as dúvidas e angustias foram hoje dissipadas. A cria está bem, a mãe já consegue passar um dia sem enjoar, e o médico confirmou aquilo que, contra tudo e todos, a mãe já previa. É um RAPAZ.


Se queria uma menina? Queria um bebé. Sei que, por já ter um rapaz, haveria uma preferência da maioria da família para uma menina. Desde o principio que acho que é menino. Nunca assumi a preferência, porque o que queria era um bebé saudável e ficaria feliz se viesse uma menina. Mas o meu coração andava vestido de azul.

Serei a princesa da casa, com os meus três homens. Além dum melhor amigo, que já tenho no R, vou ganhar outro melhor amigo, outro protector, outro príncipe. Se tiver que tentar mais uma vez (não estou já a pensar nisso, mas quem me conhece sabe que sempre quis mais filhos), aí sim vou assumor uma preferência rosa. Mas por agora, estou estupidamente feliz.

O R. pequeno queria muito um bebé. Queria uma mana, mas achava que era um rapaz. Mãe e filho eram os únicos com esse "feeling". Acertámos. Está feliz por ser menino, e já disse que quer que durma no quarto dele. Até hoje, dizia que o bebé ia dormir no quarto ao lado. Ver a ecografia em directo, com o médico a explicar, talvez tenha tornado mais real a coisa, apesar de confessar que não conseguiu perceber nada.

O R. grande, esse, está feliz com um rapaz. Ficaria feliz com uma menina. Confessa que queria uma menina, para ser menina do papá, porque os meninos são sempre mais próximos da mãe. Eram os ciúmites a funcionar, mas passou-lhe assim que viu a pilinha da cria.

Estou feliz! E hoje começa uma semana sim, o que me deixa ainda muito mais feliz!

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, March 2, 2015

[há dias assim] e este foi de choro!

Contínuo sem me entender com as partidas. Pensei que com o tempo melhorasse. Mas não. Sempre que acaba uma semana sim, lá em o choro, a tristeza, a vontade de ficar aninhada sem fazer mais nada. Esta semana não foi diferente.

Sábado à noite (fizemos a "troca" no sábado por volta das 16:00), dou por mim a chorar a ver o MasterChef Portugal. Chorei quando o senhor falou no filho com parelesia cerebral, ou naquele  outro que estava a concorrer pela segunda vez e nem assim conseguiu. Chorei quando os italianos passaram os dois e se beijaram de felicidade e quando o puto de 18 anos não conseguiu entrar, mas foi-lhe dada uma super oportunidade de em Julho tentar de outra forma. Ninguém chora a ver o Masterchef, mas eu chorei.

Depois decidi que queria ver o "Still Alice", um filme sobre uma professora de 50 anos que decobre que tem Alzheimer precoce. Óbvio que chorei. Nem vale a pena explicar porquê. Do filme falarei outro dia.

Fui para a cama, e chorei. Estás a chorar porquê, pergunta o R. grande. E eu sei lá. Por tudo! Domingo de manhã tomo o pequeno almoço de lágrima no olho. Acordei de olhos inchados e mesmo assim contínuo a chorar.

Gabo a paciência de quem me atura. Mas não consigo controlar. Será que vai melhorar com o tempo?


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, February 25, 2015

O regresso?

Bem sei que estive ausente. Muitas coisas se passaram e a vontade de estar em frente a um computador era nula. Não que neste momento seja imensa, mas por motivos profissionais, assim terá que ser, e por isso, vou comprometer-me também a voltar a escrever. Eu adoro escrever. Tenho-o feito mentalmente, e seria fantástico poder passar todas as ideias para o computador, sem perder o tempo que perco. É que a maioria das minhas ideias para posts surgem quando estou no quentinho dos lençóis e cobertores. Ideal seria pensar e aparecer tudo escrito, como que por magia. Mas como assim não é, vou tentar regressar aos poucos, com temas interessantes e posts sentidos. Vou tentar escrever pelo menos uma vez por semana, inicialmente, e com o tempo aumentar a frequência da escrita.

Existem muitas coisas que contar, sentimentos para partilhar, opiniões que contínuo a defender com todas as forças, e desabafos necessários de uma mãe que contínua a viver semana sim, semana não. Tal como acabei o último post que aqui escrevi no blog, esta mãe nunca se habituará às semanas não!

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Tuesday, September 30, 2014

[confissões] Cheirar a ti

Confesso, e não me interpretem mal, mas de vez em quando, em semana não, lavo o cabelo com o champoo do R. só para sentir o cheiro dele em mim. Ai as saudades.

Esta mãe nunca se habituará às semanas não!

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, September 8, 2014

[há dias assim] The Ice Bucket Challenge

Não pensei que isto fosse acontecer, mas é verdade. Fui nomeada para o Ice Bucket Challenge. Caso não cumprisse o desafio, deveria pagar um jantar a quem me desafiou. A razão porque não o faço é simples. Já muita gente o fez e o Facebook já esta suficientemente inundado de banhos. Depois, acho que não fui desafiada pela razão certa.

Sabem aquilo que sentem quando levam com um balde de água gelada pela cabeça, mas quando não estão à espera, assim de repente, sem aviso prévio. É aquilo que se assemelha ao que sente alguém quando lhe é diagnosticada uma doença como a esclerose lateral amiotrófica, mas numa dimensão muito superior. Saber que se tem uma doença sem cura, que terá que viver com ela para o resto da vida. A ELA (esclerose lateral amiotrófica) é uma doença degenerativa e que evolui de forma progressiva até que os músculos deixem de funcionar totalmente. Um cérebro são num corpo morto. Tentem imaginar o que é.

Infelizmente, sei mais sobre isto que a maior parte das pessoas. A ELA não me era desconhecida. Não a vivi com mais proximidade porque era ainda muito jovem, mas lembro-me perfeitamente. O meu avô paterno viveu com ELA durante algum tempo. Não sei precisar quantos anos. Lembro-me de o ver deitado na cama, mas prefiro guardar na memória os momentos em que me levou a passear. Na altura, lembro-me de ter pesquisado sobre o assunto, mas lá está, era miúda e não me metia em assuntos de adultos.

Em relação ao desafio, acho que foi bem sucedido, pelo menos ao ponto de receber tantos donativos de pessoas conhecidas, que ajudou a espalhar a palavra e a dar a conhecer esta doença terrível. Como já disse, não o vou aceitar. Não iria fazer-me nada bem um banho gelado no meio da rua, para a minha própria doença. Em relação ao donativo, espero que o façam. E se não puderem fazer agora, então façam-no quando puderem. Qualquer altura é boa para ajudar os outros...



Aquele beijo,
*muah*
Ana