Monday, March 2, 2015

[há dias assim] e este foi de choro!

Contínuo sem me entender com as partidas. Pensei que com o tempo melhorasse. Mas não. Sempre que acaba uma semana sim, lá em o choro, a tristeza, a vontade de ficar aninhada sem fazer mais nada. Esta semana não foi diferente.

Sábado à noite (fizemos a "troca" no sábado por volta das 16:00), dou por mim a chorar a ver o MasterChef Portugal. Chorei quando o senhor falou no filho com parelesia cerebral, ou naquele  outro que estava a concorrer pela segunda vez e nem assim conseguiu. Chorei quando os italianos passaram os dois e se beijaram de felicidade e quando o puto de 18 anos não conseguiu entrar, mas foi-lhe dada uma super oportunidade de em Julho tentar de outra forma. Ninguém chora a ver o Masterchef, mas eu chorei.

Depois decidi que queria ver o "Still Alice", um filme sobre uma professora de 50 anos que decobre que tem Alzheimer precoce. Óbvio que chorei. Nem vale a pena explicar porquê. Do filme falarei outro dia.

Fui para a cama, e chorei. Estás a chorar porquê, pergunta o R. grande. E eu sei lá. Por tudo! Domingo de manhã tomo o pequeno almoço de lágrima no olho. Acordei de olhos inchados e mesmo assim contínuo a chorar.

Gabo a paciência de quem me atura. Mas não consigo controlar. Será que vai melhorar com o tempo?


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, February 25, 2015

O regresso?

Bem sei que estive ausente. Muitas coisas se passaram e a vontade de estar em frente a um computador era nula. Não que neste momento seja imensa, mas por motivos profissionais, assim terá que ser, e por isso, vou comprometer-me também a voltar a escrever. Eu adoro escrever. Tenho-o feito mentalmente, e seria fantástico poder passar todas as ideias para o computador, sem perder o tempo que perco. É que a maioria das minhas ideias para posts surgem quando estou no quentinho dos lençóis e cobertores. Ideal seria pensar e aparecer tudo escrito, como que por magia. Mas como assim não é, vou tentar regressar aos poucos, com temas interessantes e posts sentidos. Vou tentar escrever pelo menos uma vez por semana, inicialmente, e com o tempo aumentar a frequência da escrita.

Existem muitas coisas que contar, sentimentos para partilhar, opiniões que contínuo a defender com todas as forças, e desabafos necessários de uma mãe que contínua a viver semana sim, semana não. Tal como acabei o último post que aqui escrevi no blog, esta mãe nunca se habituará às semanas não!

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Tuesday, September 30, 2014

[confissões] Cheirar a ti

Confesso, e não me interpretem mal, mas de vez em quando, em semana não, lavo o cabelo com o champoo do R. só para sentir o cheiro dele em mim. Ai as saudades.

Esta mãe nunca se habituará às semanas não!

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, September 8, 2014

[há dias assim] The Ice Bucket Challenge

Não pensei que isto fosse acontecer, mas é verdade. Fui nomeada para o Ice Bucket Challenge. Caso não cumprisse o desafio, deveria pagar um jantar a quem me desafiou. A razão porque não o faço é simples. Já muita gente o fez e o Facebook já esta suficientemente inundado de banhos. Depois, acho que não fui desafiada pela razão certa.

Sabem aquilo que sentem quando levam com um balde de água gelada pela cabeça, mas quando não estão à espera, assim de repente, sem aviso prévio. É aquilo que se assemelha ao que sente alguém quando lhe é diagnosticada uma doença como a esclerose lateral amiotrófica, mas numa dimensão muito superior. Saber que se tem uma doença sem cura, que terá que viver com ela para o resto da vida. A ELA (esclerose lateral amiotrófica) é uma doença degenerativa e que evolui de forma progressiva até que os músculos deixem de funcionar totalmente. Um cérebro são num corpo morto. Tentem imaginar o que é.

Infelizmente, sei mais sobre isto que a maior parte das pessoas. A ELA não me era desconhecida. Não a vivi com mais proximidade porque era ainda muito jovem, mas lembro-me perfeitamente. O meu avô paterno viveu com ELA durante algum tempo. Não sei precisar quantos anos. Lembro-me de o ver deitado na cama, mas prefiro guardar na memória os momentos em que me levou a passear. Na altura, lembro-me de ter pesquisado sobre o assunto, mas lá está, era miúda e não me metia em assuntos de adultos.

Em relação ao desafio, acho que foi bem sucedido, pelo menos ao ponto de receber tantos donativos de pessoas conhecidas, que ajudou a espalhar a palavra e a dar a conhecer esta doença terrível. Como já disse, não o vou aceitar. Não iria fazer-me nada bem um banho gelado no meio da rua, para a minha própria doença. Em relação ao donativo, espero que o façam. E se não puderem fazer agora, então façam-no quando puderem. Qualquer altura é boa para ajudar os outros...



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, September 4, 2014

[objects of desire] Ellie Saab

Isto é muito mais que um objecto de desejo. Isto é sem dúvida nenhuma o meu sonho de consumo. Sou fã de Ellie Saab à muitos anos. Adoro cada peça que cria. Tem qualquer coisa de brilhante, delicado, absolutamente adorável. Como fanática de oda e de design de moda, este é o estilista que mais venero actualmente. O meu sonho de consumo é um dia poder escolher um vestido que seja dos muitos já criados por Ellie. Em baixo, alguns dos absolutamente fantásticos vestidos, sendo que o primeiro seria a minha primeira escolha.

Quero <3




Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, August 20, 2014

[há dias assim] volta...

Nunca fui a menina do papá. Não sou a menina da mamã. Era assumidamente a menina do avô. Mas isto não significa que os meus pais não gostassem de mim. Sei que sim. O meu pai dava tudo por nós. Por mim, pelo meu irmão, pela minha mãe e pelo meu filho. Foram apenas 6 meses de convivência avô-neto mas sempre que ia às compras, voltava com qualquer coisa para o neto. Fosse fraldas, leite ou roupa. Nunca deixaria que nada nos faltasse.

Hoje acordei com lágrimas nos olhos. Passaram 4 anos. Foi à quatro anos que o meu pai partiu sem autorização. Abandonou-nos sem ele próprio querer fazê-lo. Aquela maldita doença levou-o demasiado cedo. Foi à quatro anos que vivi o pior dia da minha vida. Algo para o qual nunca ninguém está preparado. Eu não estava. Tenho tantas saudades. Se eu pudesse voltar atrás, e o pudesse abraçar só mais uma vez e dizer-lhe o quanto o amo... Mas não posso e isso deixa-me triste. Acordei com lágrimas porque estas saudades estão cá todos os dias, mas hoje parece que doem mais. Magoam. Fazem-me chorar de dor. Eu só queria que ele voltasse...


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Saturday, July 26, 2014

[há dias assim] férias da criançada - parte ii

Começamos ontem semana não. Aliás, começámos ontem três semanas não. Estou de rastos, mas são as férias, e espero que o R. se divirta mais que muito. Entretanto, deixo aqui a lista de mais umas coisas que fomos fazendo durante as duas semanas que passamos juntos, só os dois, a curtir à grande e a dar comigo em louca.

#06 - deixá-los divertirem-se, porque afinal, estão de férias. Se há coisa que o R. gosta é de saltar em cima das camas, e bolas, todos sabemos como é divertido. Pois eu deixo! Ele diverte-se e eu tomo conta, não vá a coisa correr mal.


#07 - ensiná-los de forma educativa, com jogos ou desenhos. Temos um computador do Bob, o Construtor fantástico. Já tem algum tempo e foi uma oferta, mas é ali que vejo o quanto ele já aprendeu.

#08 - deixá-los ser criativos. Folhas, canetas, lápis, plasticina, tintas e pincéis. Vale tudo. No fim temos obras de arte e roupa pintada ou chão cheio de bolinhas de plasticina ou pingas de tinta. Mas eles adoram, e é óptimo para desenvolver o lado criativo.


#09 - legos! Sim, uma das melhores invenções de todos os tempos e os graúdos também adoram brincar com eles. Temos dos grandes (porque não faz muito tempo que deixou de ser um bebé) e temos dos mais pequenos, para crianças mais velhas. Adoramos! Todos cá em casa.

#10 - cozinhar. Normalmente bolos, porque podem deitar os ingredientes, não há perigo de se magoarem e podem mexer tudo e lambuzarem-se. Ele adora ajudar, e escolheu bolo de chocolate. Mas também pede muitas vezes pudins ou gelatina.

Fizemos muito mais coisas. Talvez quando ele voltar destas três semanas infernais eu traga mais novidades. Claro está, que entre cada uma destas actividades, ou enquanto as fazemos, porque sabe bem a qualquer hora, é enchê-los de mimos e beijos e abraços, cócegas e ouvi-los rir à gargalhada. Sabe tão bem.

Por hoje é tudo. Agora vou só ali deprimir-me um bocadinho...

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, July 21, 2014

[há dias assim] aquele terror dos meses de férias...

Não sei como funciona com os outros pais. Só conheço esta realidade, e esta realidade é aquela que me faz temer os meses de férias e as épocas festivas. Não por ter o miúdo em casa a atazanar-me a cabeça, mas sim por ter que dividir também este período com o pai M. Não é fácil, muitas vezes, chegarmos a um consenso, e aquilo que ambos sentimos é que ficamos sempre a perder em relação ao outro, seja porque o outro tem mais um dia, mais uma noite, mais um fim de semana... No fim, fazemos sempre aquilo que é o melhor para o R., ou pelo menos tentamos, e vamos abdicando daqueles dias que "eram nossos" para que o R. possa ter uns dias de férias melhores. A meu ver, ser pai é isto mesmo: abdicar do que é melhor para nós em prol do que é melhor para eles, os filhos.
Confesso aqui assumidamente que temo as férias grandes, as de Carnaval e as de Páscoa. Temo o Natal e o Fim de Ano. Temo o dia de anos dele, que também tem que ser dividido. Temo porque, para mim, o ideal era tê-lo sempre aqui, sem ter que o partilhar com ninguém. Mas lá está, tê-lo só para mim nunca seria o melhor para ele. Ele precisa de todos os que o rodeiam.
Optámos por manter o R. em casa nas férias. São 2 meses e qualquer coisa que não vai à escola. Porque podemos e porque queremos. Queremos sempre tê-lo perto, mesmo que às vezes tenha que pedir ao R. grande que me permita 15 minutos de silêncio sossegada e tome conta desta cria que consegue pronunciar mais vezes "mamã" em 10 minutos do que eu consigo sequer ouvir!
Estamos em semana sim. Como estivemos a semana passada. E como estivemos no início do mês. Tem sido assim, cansativo mas tão bom. Hoje foi passar o dia ao pai M. e fiquei contente de poder descansar a noite toda, mas a verdade verdadinha é que já estou cheia de saudades e a casa me parece despida e sem nada de interessante para fazer...



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Friday, July 18, 2014

[há dias assim] férias da criançada

As aulas acabaram. Já desde o inicio do mês de Julho que a maior parte do tempo do R. é passado comigo, porque contínuo em casa. Não podemos sair daqui, mas temos que nos entreter. Tenho feito uma lista de actividades que vou usando para o manter ocupado. Mantê-lo ocupado significa estarmos juntos a fazer qualquer coisa, e não deixá-lo a brincar sozinho. Seria bom que se ocupasse sem ser preciso estar sempre com ele, mas a verdade é que esses momentos são escassos e curtos. Ele é dependente da mãe o dia inteiro, apesar de ser extremamente independente algumas outras coisas. Parece mentira, mas se estiver cá mais alguém em casa, mais facilmente se distrai sozinho do que quando estamos só os dois. Preciso de ideias para mais actividades, porque ainda vamos no principio das férias. Para vocês, deixo aqui a lista do que temos feito...

#01 - pô-los as trabalhar: o R. adora ajudar-me nas tarefas da casa, mas quando digo pô-los a trabalhar é algo mais didáctico e divertido. Estas férias, entre outras coisas, reciclamos umas caixas de morangos.


#02 - jogar consola: todos os miúdos gostam disso, e para nós graúdos, também é um bom entretém. Andamos a jogar Lego Indiana Jones e divertimo-nos muito.

#03 - fazer jardinagem: rapazes gostam de terra. É um facto! O meu adorou e todos os dias quer regar. Temos batata doce plantada, hortelã e cebolinho.

#04 - levá-los ao parque: é certo e sabido que os miúdos adoram brincar no parque. Temos a sorte de só precisarmos de atravessar a estrada. De preferência, levá-los de manhã, se quiserem que de tarde estejam cansaditos e com vontade de dormir a sesta.


#05 - brincar ao faz de conta: é algo que acontece frequentemente cá em casa. Acho que faz bem, desenvolve a imaginação, é divertido e podemos ser piratas num dia e astronautas noutro. O R. adora e tem uma imaginação gigante. E além disso, acaba por aprender muito sobre cada tema que escolhe.

A lista contínua num próximo post...

Mas, no desespero, quando preciso de descansar de brincadeiras de criança ponho-o um bocadinho no computador. É a forma de o manter sossegado sem me chamar (a maior parte das vezes). Não é algo que aconteça muito, porque mesmo que o deixe lá ficar, ele depressa vai atrás de mim para onde eu estiver.

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Tuesday, July 15, 2014

[objects of desire] Linhas de Ponto Cruz DMC

Sabem que adoro tudo o que seja manualidades, certo? Lá está! Desde pequena, pequenina, que aprendi a fazer ponto cruz! Fiz uns quantos quadros e ficava até de madrugada a contar quadradinhos. A minha mãe tem ainda um quadro na sala feito por mim. Depois deixei-me disso, e à pouco tempo voltei a morrer de amores pelos gráficos de ponto cruz. A.M.A.V.A ter todas as cores possíveis de linhas de ponto cruz. Normalmente prefiro as DMC, e ando de volta de gráficos engraçados para fazer para o meu pequeno R. que terá uma surpresa em breve. Pudesse eu perder-me neste mundo, e garanto-vos que eram noites e noites de ponto cruz.

Quero <3




Aquele beijo,
*muah*
Ana

Sunday, July 13, 2014

[há dias assim] Também eu sou viciada!

No seguimento do post da Sofia Santos no Público Life&Style repensei a minha posição enquanto mãe. Sim, é verdade. Também eu sou viciada no meu filho, e é uma droga da qual não pretendo abdicar. Claro está, tal como a Sofia diz, que com o tempo passamos a ser mais moderados na droga, ou então apenas mais controlados. Hoje, passados 52 meses de R., sou uma mãe menos galinha, mais controlada, menos obcecada, mas muito mais orgulhosa.
Não tenho qualquer dúvida que assim o será sempre. Esta coisa da maternidade corre-me nas veias. Não a experimentei por ser prática comum no meu grupo de amigos. De facto, fui a primeira a testá-la, e tenho plena certeza de que jamais deixarei de a consumir. Quero muito continuar a viver estes momentos de euforia, para já com o R. e mais tarde, quem sabe, com outros ou outras crias.
O R. provoca-me um tal número de sensações impossíveis de experimentar em qualquer outra situação. Dou por mim eufórica com pequenas coisas, ou completamente destroçada com outras desprovidas de qualquer nexo. Ser mãe é a melhor coisa do mundo. Pode é não ser para todas...




Aquele beijo,
*muah*
Ana

Friday, July 11, 2014

[não me sai da cabeça] Enrique Iglesias & Gente de Zona & Descemer & Mickael Carreira - Bailando

Vai ser a música do verão! Pelo menos do meu! Adoro. Tudo começou pelo meu excelentíssimo marido que é fã de Enrique e me "apresentou" a dita música. O videoclip é viciante e só nos faz querer abanar as ancas. Perfeita para o verão, para as noites quentes, para dançar e seduzir, para ser seduzido. Depois, bem depois juntas-lhe o meu puto-fetiche actual aka Mickael Carreira, e pronto. Não quero mais nada e não me sai da cabeça. Enrique Iglesias & Gente de Zona & Descemer & Mickael Carreira - Bailando. 

"Yo quiero estar contigo, vivir contigo // Bailar contigo, tener contigo // Una noche loca (una noche loca) // ay besar tu boca (y besar tu boca)"



Para a versão do meu Mickaelzinho, embora sem videoclip, espreitem aqui.

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, July 2, 2014

[há dias assim] esta ânsia de ser o mano mais velho...

Ontem fui à FIA com o R. Na fila para comprar bilhetes ele diz: - mãe, deixa dar beijo na barriga! Envergonhada digo que não mas ele insiste que é só um. Deixo. As pessoas olham e acham fofo aquele puto giro e reguila estar a dar beijos no bebé na barriga da mãe. O problema aqui é (ainda) não haver bebé nenhum. O R. anda desejoso de uma mana para me ajudar a tomar conta.
Já lá dentro, num stand com coisas de crianças ele analisa as fraldas e fitas de chucha cor de rosa. - mãe, olha pro nosso bebé. O sr. convencido de que o bebé já existe pergunta se ele quer um mano ou uma mana. Muito prontamente o meu monstrinho responde: - duas manas e um manos.




Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, June 26, 2014

[não me sai da cabeça] André Sardet - Adivinha o quanto eu gosto de ti

Esta é a nossa música. Assim o é desde à muito tempo para cá. Desde que nasceste talvez, ou um bocadinho mais tarde. Sê-lo-à todas as noites antes de dormir. Sê-lo-à para todo o sempre. Porque gosto de ti, desde aqui até à lua. E tu sabes isso. E também sabes cantar para mim, com a tua voz doce de menino pequeno. E quando as saudades batem ainda mais forte, dou por mim a cantarolar porque é assim que te sinto ainda mais perto. Não me sai da cabeça e adoro demais. André Sardet - Adivinha o quanto eu gosto de ti.

"Gosto de ti desde aqui até à lua // Gosto de ti desde a lua até aqui // Gosto de ti simplesmente porque gosto // E é tão bom viver assim"



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Tuesday, June 24, 2014

[objects of desire] Bancada de Trabalho

Já à dias partilhei no meu facebook que noutra vida devo ter sido mecânica, mestre de obras ou costureira. Ou as três. Desde sempre que ambiciono uma garagem ao estilo americano, cheia de bancadas de trabalho e ferramentas de todos os tipos, preparada para quaisquer bricolage que me apeteça experimentar. Sou o género de pessoa que quando olha para um móvel (ou uma peça de roupa, ou um qualquer bolo) em vez de pensar "aii quem me dera ter isto" diz alto e bom som "hum isto não deve ser difícil de fazer". Por isso, preciso muito de uma bancada destas e quando fui à Brico Depôt que abriu recentemente em Loures, perdi-me de amores por uma bancada azul (igual ou muito parecida a esta), perfeita para todo o tipo de ferramentas! Está na minha wish list, e já encontrei umas estantes a condizer, perfeitas para a organização da garagem.

Quero <3




Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, June 23, 2014

[há dias assim] saudades...

Tenho saudades de escrever. Escrevo mentalmente no banho ou na cama, nas muitas noites em que não consigo dormir. Escrevo enquanto passeio pelo facebook para ler as últimas, ou enquanto coso à mão ou à máquina (a minha última pancada). Só não me tem apetecido escrever mesmo, nem no papel nem no computador. As ideias passam, ficam perdidas lá num qualquer canto, e depois o blog fica abandonado. Há alturas na vida em que a única coisa que me apetece fazer de manhã à noite, é sentar-me de computador no colo e escrever ideias e textos, coisas sem nexo ou histórias passadas que não quero esquecer. Há alturas na vida em que não me apetece nada disso. De facto, apetece-me é esquecer... E por isso não consigo sentar-me de computador no colo.
O blog nunca ficará abandonado, meus queridos! Pode ficar um tempo sem textos. Posso não trazer nada de novo ou digno de ser lido. Mas a vontade de explodir tudo, essa volta sempre. E aqui, neste meu cantinho, poderei sempre explodir à vontade. À vontade, que não é à vontadinha, sabe-se lá quem anda por aqui a cuscar a vidinha desta pessoa.
A vidinha desta pessoa anda assim com altos e baixos como de costume... Nada de novo nesse ponto, se querem mesmo saber. A verdade é que será assim o resto da vida, e embora o resto da vida espero que seja muito tempo, não me chateio com isso. Chateio-me com as comichões, os ataques de calor ou frio e as más disposições e vómitos constantes. As dores, essas já não me chateiam. Há coisas na vida com as quais se aprende a viver...


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, June 16, 2014

E hoje gritamos a uma só voz PORTUGAL!

Desculpem aqueles que não esperam ler sobre futebol no blog de uma mãe... Mas esta mãe já foi muito viciada em futebol. Em desporto no geral. Mas depois deixou-se disso! Tenta nunca deixar passar um jogo do Sporting e da Selecção. E neste mundial, vou estar com eles, a torcer muito para que tudo corra bem.

É que o futebol move montanhas, derruba barreiras e faz as pessoas felizes! Tal como o amor e a música, o futebol é uma língua universal! 'Bora lá gritar pela nossa selecção, que está na hora de começar a festa!


Aquele beijo,
*muah*
Ana

[há dias assim] A boa vida...

Estive de férias! Corrijo! Eles estiveram de férias, e eu, que contínuo de baixa, pude aproveitar os dias com eles. Estamos em época de crise, e as ditas férias foram em casa. Paz para a alma e para o corpo. Namorar os dois, enchê-los de mimos e receber os mimos a dobrar. Já se acabou a boa vida! Para eles, que voltaram à vida normal, e para mim que voltei a ficar sozinha em casa. Resta-me o sol na varanda, e o silêncio.

Mas às vezes, também o silêncio sabe bem... 


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Friday, June 6, 2014

[há dias assim] e quando um filho tem duas casas?

Uma reportagem para os cépticos e para os que acham que não lutei o suficiente pelo meu filho. Sim, não é fácil. Duvido que alguém ame tanto os seus filhos como nós, pais dispostos a "abdicar" dos dias na vida de um filho para o bem estar e felicidade deles. Custa muito. As saudades são imensas. A vontade de querer voltar atrás. Mas o meu filho é feliz. Muito feliz. Basta olhar para ele.
Se voltasse atrás faria o mesmo? Não sei! Mas cada vez mais estou certa de que foi a decisão acertada. Muito porque o pai M. se tornou num pai ainda melhor. Parabéns a ele e parabéns a nós todos (companheiros incluídos) por sermos capazes de fazer o R. tão feliz.
Vejam, mas vejam mesmo! 


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, June 5, 2014

[há dias assim] Somos todos umas p*tas

A sério. A maioria de nós trabalha para um qualquer chulo que paga uma miséria pelos "serviços" que fazemos e ainda fica com os lucros quase na totalidade. Alguns de nós fazem-no por dinheiro, outros por prazer. Vendemos o corpo, o intelecto e o coração em troca de uns tostões para alimentar a família. Chegamos a casa cansados e sem forças para desfrutarmos daquilo que sobrou. A sensação de que estamos a ser chulados e roubados está em todo o lado. Basta sentar-mo-nos no sofá, nessas horas de descanso e vermos o telejornal. Todas as noticias nos "gritam" que uns estão cada vez mais ricos, e outros cada vez mais pobres. Acima dos nossos chulos, ainda temos outros c*brões a tentarem sacar-nos mais uns trocos, por "usarmos" o país deles, esse que também é o nosso país.
E todos os dias, lá vamos nós para a rua, sem vontade, levantar a saia e mostrar a perna, em troca de mais uns tostões.
Não foi esta a vida que imaginámos para nós, com toda a certeza. Ninguém sonha com isto. Não é esta a vida que queremos para os nossos filhos. Todos temos vontade de nos recusarmos a ir para a rua. Mas as contas têm que se pagar. E é assim que ficamos sempre na mesma... E ninguém faz nada para mudar isto...



Aquele beijo,
*muah*
Ana

PS - Desabafo entalado na garganta à uns tempos já... Escrito na cabeça milhões de vezes. Reescrito no papel. Perdoem-me pela linguagem. Perdoem-me se não concordam comigo. Perdoem-me por não fazer nada para mudar isto. É que eu também tenho contas para pagar. Atenção, que não é para ser levado à letra. Não! Não ando a vender o corpo.