Wednesday, February 25, 2015

O regresso?

Bem sei que estive ausente. Muitas coisas se passaram e a vontade de estar em frente a um computador era nula. Não que neste momento seja imensa, mas por motivos profissionais, assim terá que ser, e por isso, vou comprometer-me também a voltar a escrever. Eu adoro escrever. Tenho-o feito mentalmente, e seria fantástico poder passar todas as ideias para o computador, sem perder o tempo que perco. É que a maioria das minhas ideias para posts surgem quando estou no quentinho dos lençóis e cobertores. Ideal seria pensar e aparecer tudo escrito, como que por magia. Mas como assim não é, vou tentar regressar aos poucos, com temas interessantes e posts sentidos. Vou tentar escrever pelo menos uma vez por semana, inicialmente, e com o tempo aumentar a frequência da escrita.

Existem muitas coisas que contar, sentimentos para partilhar, opiniões que contínuo a defender com todas as forças, e desabafos necessários de uma mãe que contínua a viver semana sim, semana não. Tal como acabei o último post que aqui escrevi no blog, esta mãe nunca se habituará às semanas não!

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Tuesday, September 30, 2014

[confissões] Cheirar a ti

Confesso, e não me interpretem mal, mas de vez em quando, em semana não, lavo o cabelo com o champoo do R. só para sentir o cheiro dele em mim. Ai as saudades.

Esta mãe nunca se habituará às semanas não!

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, September 8, 2014

[há dias assim] The Ice Bucket Challenge

Não pensei que isto fosse acontecer, mas é verdade. Fui nomeada para o Ice Bucket Challenge. Caso não cumprisse o desafio, deveria pagar um jantar a quem me desafiou. A razão porque não o faço é simples. Já muita gente o fez e o Facebook já esta suficientemente inundado de banhos. Depois, acho que não fui desafiada pela razão certa.

Sabem aquilo que sentem quando levam com um balde de água gelada pela cabeça, mas quando não estão à espera, assim de repente, sem aviso prévio. É aquilo que se assemelha ao que sente alguém quando lhe é diagnosticada uma doença como a esclerose lateral amiotrófica, mas numa dimensão muito superior. Saber que se tem uma doença sem cura, que terá que viver com ela para o resto da vida. A ELA (esclerose lateral amiotrófica) é uma doença degenerativa e que evolui de forma progressiva até que os músculos deixem de funcionar totalmente. Um cérebro são num corpo morto. Tentem imaginar o que é.

Infelizmente, sei mais sobre isto que a maior parte das pessoas. A ELA não me era desconhecida. Não a vivi com mais proximidade porque era ainda muito jovem, mas lembro-me perfeitamente. O meu avô paterno viveu com ELA durante algum tempo. Não sei precisar quantos anos. Lembro-me de o ver deitado na cama, mas prefiro guardar na memória os momentos em que me levou a passear. Na altura, lembro-me de ter pesquisado sobre o assunto, mas lá está, era miúda e não me metia em assuntos de adultos.

Em relação ao desafio, acho que foi bem sucedido, pelo menos ao ponto de receber tantos donativos de pessoas conhecidas, que ajudou a espalhar a palavra e a dar a conhecer esta doença terrível. Como já disse, não o vou aceitar. Não iria fazer-me nada bem um banho gelado no meio da rua, para a minha própria doença. Em relação ao donativo, espero que o façam. E se não puderem fazer agora, então façam-no quando puderem. Qualquer altura é boa para ajudar os outros...



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, September 4, 2014

[objects of desire] Ellie Saab

Isto é muito mais que um objecto de desejo. Isto é sem dúvida nenhuma o meu sonho de consumo. Sou fã de Ellie Saab à muitos anos. Adoro cada peça que cria. Tem qualquer coisa de brilhante, delicado, absolutamente adorável. Como fanática de oda e de design de moda, este é o estilista que mais venero actualmente. O meu sonho de consumo é um dia poder escolher um vestido que seja dos muitos já criados por Ellie. Em baixo, alguns dos absolutamente fantásticos vestidos, sendo que o primeiro seria a minha primeira escolha.

Quero <3




Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, August 20, 2014

[há dias assim] volta...

Nunca fui a menina do papá. Não sou a menina da mamã. Era assumidamente a menina do avô. Mas isto não significa que os meus pais não gostassem de mim. Sei que sim. O meu pai dava tudo por nós. Por mim, pelo meu irmão, pela minha mãe e pelo meu filho. Foram apenas 6 meses de convivência avô-neto mas sempre que ia às compras, voltava com qualquer coisa para o neto. Fosse fraldas, leite ou roupa. Nunca deixaria que nada nos faltasse.

Hoje acordei com lágrimas nos olhos. Passaram 4 anos. Foi à quatro anos que o meu pai partiu sem autorização. Abandonou-nos sem ele próprio querer fazê-lo. Aquela maldita doença levou-o demasiado cedo. Foi à quatro anos que vivi o pior dia da minha vida. Algo para o qual nunca ninguém está preparado. Eu não estava. Tenho tantas saudades. Se eu pudesse voltar atrás, e o pudesse abraçar só mais uma vez e dizer-lhe o quanto o amo... Mas não posso e isso deixa-me triste. Acordei com lágrimas porque estas saudades estão cá todos os dias, mas hoje parece que doem mais. Magoam. Fazem-me chorar de dor. Eu só queria que ele voltasse...


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Saturday, July 26, 2014

[há dias assim] férias da criançada - parte ii

Começamos ontem semana não. Aliás, começámos ontem três semanas não. Estou de rastos, mas são as férias, e espero que o R. se divirta mais que muito. Entretanto, deixo aqui a lista de mais umas coisas que fomos fazendo durante as duas semanas que passamos juntos, só os dois, a curtir à grande e a dar comigo em louca.

#06 - deixá-los divertirem-se, porque afinal, estão de férias. Se há coisa que o R. gosta é de saltar em cima das camas, e bolas, todos sabemos como é divertido. Pois eu deixo! Ele diverte-se e eu tomo conta, não vá a coisa correr mal.


#07 - ensiná-los de forma educativa, com jogos ou desenhos. Temos um computador do Bob, o Construtor fantástico. Já tem algum tempo e foi uma oferta, mas é ali que vejo o quanto ele já aprendeu.

#08 - deixá-los ser criativos. Folhas, canetas, lápis, plasticina, tintas e pincéis. Vale tudo. No fim temos obras de arte e roupa pintada ou chão cheio de bolinhas de plasticina ou pingas de tinta. Mas eles adoram, e é óptimo para desenvolver o lado criativo.


#09 - legos! Sim, uma das melhores invenções de todos os tempos e os graúdos também adoram brincar com eles. Temos dos grandes (porque não faz muito tempo que deixou de ser um bebé) e temos dos mais pequenos, para crianças mais velhas. Adoramos! Todos cá em casa.

#10 - cozinhar. Normalmente bolos, porque podem deitar os ingredientes, não há perigo de se magoarem e podem mexer tudo e lambuzarem-se. Ele adora ajudar, e escolheu bolo de chocolate. Mas também pede muitas vezes pudins ou gelatina.

Fizemos muito mais coisas. Talvez quando ele voltar destas três semanas infernais eu traga mais novidades. Claro está, que entre cada uma destas actividades, ou enquanto as fazemos, porque sabe bem a qualquer hora, é enchê-los de mimos e beijos e abraços, cócegas e ouvi-los rir à gargalhada. Sabe tão bem.

Por hoje é tudo. Agora vou só ali deprimir-me um bocadinho...

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, July 21, 2014

[há dias assim] aquele terror dos meses de férias...

Não sei como funciona com os outros pais. Só conheço esta realidade, e esta realidade é aquela que me faz temer os meses de férias e as épocas festivas. Não por ter o miúdo em casa a atazanar-me a cabeça, mas sim por ter que dividir também este período com o pai M. Não é fácil, muitas vezes, chegarmos a um consenso, e aquilo que ambos sentimos é que ficamos sempre a perder em relação ao outro, seja porque o outro tem mais um dia, mais uma noite, mais um fim de semana... No fim, fazemos sempre aquilo que é o melhor para o R., ou pelo menos tentamos, e vamos abdicando daqueles dias que "eram nossos" para que o R. possa ter uns dias de férias melhores. A meu ver, ser pai é isto mesmo: abdicar do que é melhor para nós em prol do que é melhor para eles, os filhos.
Confesso aqui assumidamente que temo as férias grandes, as de Carnaval e as de Páscoa. Temo o Natal e o Fim de Ano. Temo o dia de anos dele, que também tem que ser dividido. Temo porque, para mim, o ideal era tê-lo sempre aqui, sem ter que o partilhar com ninguém. Mas lá está, tê-lo só para mim nunca seria o melhor para ele. Ele precisa de todos os que o rodeiam.
Optámos por manter o R. em casa nas férias. São 2 meses e qualquer coisa que não vai à escola. Porque podemos e porque queremos. Queremos sempre tê-lo perto, mesmo que às vezes tenha que pedir ao R. grande que me permita 15 minutos de silêncio sossegada e tome conta desta cria que consegue pronunciar mais vezes "mamã" em 10 minutos do que eu consigo sequer ouvir!
Estamos em semana sim. Como estivemos a semana passada. E como estivemos no início do mês. Tem sido assim, cansativo mas tão bom. Hoje foi passar o dia ao pai M. e fiquei contente de poder descansar a noite toda, mas a verdade verdadinha é que já estou cheia de saudades e a casa me parece despida e sem nada de interessante para fazer...



Aquele beijo,
*muah*
Ana