Friday, May 23, 2014

[há dias assim] e a saga contínua...

Estou novamente em casa. O mesmo de sempre, e do qual falarei apenas a seu devido tempo. O diferente é que estou acompanhada. Eu e o príncipe R. estamos em casa a tratar as nossas maleitas. Está xoxo, mas sem febre. Não quer comer e está a ser difícil manter-lhe alguma coisa na barriga. A criança não é fã de papa, mas é a única coisa que estou a conseguir que coma (contrariado) e que não saia logo de seguida. Neste momento tem mais energia. Fizemos uma sesta prolongada e reconfortante agarrados um ao outro. Como eu é bom senti-lo assim tão perto. Vamos ver como corre o resto do dia, embora lá se espere um fim de semana em casa para recuperar totalmente.



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, May 22, 2014

[não me sai da cabeça] Agir - Eu quero

Gosto de música portuguesa. Gosto deste tipo de música. E fica no ouvido. E gosto das músicas dele. Não sou fã à muito tempo, mas sou fã! E hoje, fico-me por aqui! Não me sai da cabeça e adoro demais. Agir - Eu quero.

"Eu dou voltas e voltas // E eu não percebo // Como é que ela não nota // Que ela é tudo o que eu quero"



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Sunday, May 18, 2014

[há dias assim] não, não fugi!

Pois não. Eu não fugi! Também não desisti de escrever, nem perdi a inspiração. Foi-se foi o tempo livre. Voltei ao trabalho (mais ou menos). Estamos em semana não, mas por aqui há sempre que fazer. Seja como for, tenho muito para escrever, e só espero esta semana conseguir por no blog aquilo que me tem andado a passar na cabeça. Ah, e espero trazer-vos novidades em breve... Logo verão.




Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, April 28, 2014

[há dias assim] hoje farias anos...

Sem muito para dizer, relembro só este post. Diz muita coisa. Fica muito ainda por dizer. Mas a semana, o dia, o mês, estão a ser demasiado cansativos. O meu pai hoje faria anos... É isso apenas! Perdoem-me por não escrever, mas nem para escrever tenho vontade.


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Sunday, April 20, 2014

[cartas ao meu filho] a primeira Páscoa sem ti

"Foi este ano a primeira vez que passei a Páscoa sem ti. Não que dê importância à Páscoa (e desculpem-ma se isto possa chocar alguém), mas é a primeira vez que realmente me está a dizer alguma coisa. É que quando estamos juntos, é só mais um dia que estamos juntos. Mas quando não estamos, custa tanto. Viajei sem ti para um sítio que sei que gostarias de viajar comigo. Escondi de ti que vinha para não te deixar triste. Disse a todos que perguntaram por ti que estavas com o pai M. de olhos tristes e cabeça em baixo. Faço para que ninguém note que estou triste. Apoio-me no R. grande e dou a ele os mimos que estão sempre guardados para ti. Estou sentada no sofá de olhos quase a chorar de saudades. Mas é assim que tem que ser, porque o pai M. também te quer ter com ele, e temos que te "dividir". Faz-me confusão dizer isto. Dividir-te! Fazer a troca. Como se fosses um objecto, uma coisa. Não gosto. Não gosto mesmo nada. Custa-me tanto sair de Lisboa sem ti. Fica sempre uma parte de mim em casa, no "nosso" cantinho. Sei que me faz bem e que te faz bem. Sei que preciso de descanso, de relaxar. Mas sei que me sinto tão melhor quando aqui estás. Fica um beijinho para ti, cheio de amor, carinho e saudades. Preciso do teu abraço brevemente. Boa Páscoa, príncipe."



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, April 16, 2014

[há dias assim] de coração apertado

Estou de coração apertado, a desejar com todas as minhas forças que tudo corra bem a uma amiga querida. Uma amiga que não conheço a fundo, mas que me apoia e tem apoiado sempre. Uma amiga que comigo partilha uma doença, e por isso sabe o que sinto diariamente. Uma amiga que comigo partilha uma vida cheia de muitos altos e baixos (mais baixos que altos) mas que continua com um sorriso. Uma amiga que a vida resolveu colocar-me à frente e que eu estou feliz por isso. É nas adversidades que se reconhecem os amigos. Estou de coração apertado porque sei que ela também o está. 

Um beijinho cheio de força e um xi-coração apertadinho, para ti minha querida Nélia.


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Tuesday, April 15, 2014

[há dias assim] viver com fibromialgia

Hoje deveria estar acompanhada. Continuam as férias da Páscoa, mas deixei-o a divertir-se na casa do pai. Sei que também gosta. E eu cá estou, com as minhas mazelas, que parece que apertam mais quando a saudade aumenta.

Quando me começaram a falar na possibilidade de ter fibromialgia, comecei a pesquisar e realmente muita coisa se encaixava. Coisas que tenho desde sempre e que nunca tiveram uma explicação muito certa, mas que passaram a fazer sentido. Sei que muitos não estão familiarizados com a doença, e não percebem como é que as pessoas parecem bem, mas dizem estar doentes. Infelizmente, ouvi muitas vezes "que me fazia de doente", porque não percebiam ou não queriam perceber. Muitas vezes perguntam-me como estou e até já falei disso aqui no blog.

O que acontece é que um fibromiálgico sofre várias perturbações que se manifestam devido a anormalidades bioquimicas e metabólicas que envolvem o sistema nervoso central, neuroendócrino e musculo-esquelético e causam forte impacto na rotina do paciente. O que é que isto significa? Significa que os fibromiálgicos, além dos sintomas comuns de dor, fadiga e sono não reparador, infelizmente, têm dezenas de outras indisposições ao mesmo tempo, e que nada têm a ver umas com outras.

Posso dar-vos um exemplo que me acontece com frequência:
As dores, tenho-as sempre, mesmo medicada. São dores nos pulsos, nas costas, no pescoço ou nos tornozelos.
A dificuldade em dormir (ou descansar durante o sono) é frequente, quase diária, havendo um ou outro dia que finalmente consigo mesmo descansar. Mas com rotinas alteradas, dando-me sono de manhã ou de tarde, e à noite, sempre sem vontade de dormir (e não, não durmo a sesta).
Depois tenho outros sintomas, por exemplo, sensações frequentes de frio ou calor, ou seja, tanto estou a tremer de frio tapada com 20 (exagero) mantas, como me estou a destapar e a tirar as mantas e as meias e os casacos e a soprar de calor, num espaço de 10 minutos. 
A sensação de boca seca (e no meu caso, estupidamente agravado a garganta seca) provocando dificuldade em falar muitas vezes, e rouquidão. Em situações de stress, esta dificuldade aumenta, devendo andar sempre munida de uma garrafa de água.
A sensação de queimadura ou a dor apenas ao toque. Muitas vezes, basta a roupa "roçar" num determinado ponto onde me sinto a queimar e dói. Dói muito, como se estivesse mesmo a arder naquele sitio em especifico.

E depois há tantas outras coisas... Como já disse, vou falar aqui desta doença porque embora seja mais comum do que pensamos, ainda não há muita informação. Quem sabe, não chego a alguém que esteja a passar pelas mesmas dificuldades. Atenção que andei (e ando) mais de 2 anos em médicos, em especialidades diferentes, em exames e análises, terapias e fisioterapias, até chegar a uma conclusão. A esta conclusão de que a doença que tenho não se manifesta em qualquer análise ou exame. É um diagnóstico feito por exclusão das outras doenças. Não é um diagnóstico fácil, e foi preciso andar de médico em médico até realmente chegar à doença.



Aquele beijo,
*muah*
Ana