Friday, March 28, 2014

[há dias assim] é assim a vida!

As pessoas surpreendem-nos. Outras desiludem-nos. É assim a vida! Desiludida, mas também muito surpreendida! O saldo acaba por ser positivo no fim do dia...

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, March 27, 2014

[há dias assim] ... uma estrelinha que brilha!

Hoje, uma estrelinha faria anos se estivesse junto de nós. Estaria muito velhinha. Mesmo muito velhinha! A minha bisavó era uma velhota cheia de genica. Sem medos! Forte! Mãe de 3 filhos, sozinha! Ficou sem a mais nova cedo demais. Recuperou. Viveu tudo o que tinha para viver. Aproveitou mais que a maioria das pessoas. Viajou. Conheceu pessoas e lugares. Deu-nos cabo da cabeça. Era independente. Fazia o que queria. Era a minha bisavó favorita (as outras que me desculpem). A minha avó Ângela era um exemplo de mulher! Lembro-me muito dela. Aprendi imenso. A bordar. E a estender massa para rissóis ou azevias. A minha bisavó fazia isso tudo e muito mais. Tinha mau feitio. Acho que somos parecidas! Acho que também herdei dela muita coisa. Não sei quantos anos faria, mas sei que seriam muitos. E esta estrelinha hoje brilha com mais força. Que todos consigamos ser feliz como ela era, e chegar onde ela chegou, com a saúde e discernimento que teve quase até ao fim da sua vida.




Aquele beijo,
*muah*
Ana

Tuesday, March 25, 2014

[há dias assim] it takes a big heart to help shape little minds

Sempre disseram que o meu irmão era igual ao meu pai. Sempre disseram que eu, pelo contrário, era mais parecida com a minha mãe. Se fisicamente não podemos negar as semelhanças, cada vez mais acho que o meu irmão está a ficar igual à minha mãe, e eu, cada vez mais acho que tenho um bocadinho do meu pai em mim. O meu coração tornou-se maior, e o do meu irmão mais rancoroso. 




Deixava-me triste ser só assemelhada à minha mãe. Ela é a melhor do mundo, mas também o meu pai era o melhor do mundo. E o meu irmão sempre foi "igual ao pai". Queria ter algo que me aproximasse dele também. Descobri que afinal tenho uma coisa que me aproxima mesmo dele. O coração.

Espero que ninguém se chateie com o que acabei de dizer! E é tudo, por hoje...

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, March 24, 2014

[read all about it] De mansinho, ele foi entrando para ficar

Às vezes dou por mim a ler coisas escritas à algum tempo. Sempre gostei de escrever, mas depois de me separar, principalmente em semanas não, gatafunhava folhas e mais folhas. Quando adoeci e fiquei em casa escrevia ainda mais. 
No outro dia encontrei um texto sobre o R. grande, escrito um ano antes de começarmos a namorar. Não gosto muito de falar sobre ele aqui. Ele é meu! Sim, o sentimento de posse existe! É meu e só meu, como dizia o anúncio. Não o quero partilhar com ninguém, e falar sobre ele e sobre como ele é especial é partilhar aquelas coisas só nossas. Também não gosto de falar das coisas que faz que me fazem saltar a tampa. Primeiro, porque o R. grande raramente me faz saltar tampa, e mesmo quando ela poderia saltar, eu estou a aprender a controla-la, pois saltava com demasiada facilidade. 
Não foi fácil conquistar-me. Estava demasiado zangada com o sexo masculino e dizia frequentemente que não iria ter mais relacionamentos. Mas ele foi conquistando aos poucos. Eu deixei-o entrar na minha vida e na minha casa porque ele já fazia parte da vida do R. pequeno antes de me separar. Se assim não fosse, dificilmente teria entrado cá em casa. Mas entrou, e ajudou-me muitas vezes a tratar o R. pequeno e a fazer coisas que normalmente os homens fazem, tipo trocar lâmpadas ou pendurar candeeiros e cortinados.  De mansinho, muito de mansinho, ele conquistou o coração da mãe leoa.

"Lisboa, Agosto de 2011 

(...) Às vezes encosto-me à ombreira da porta e fico a vê-los. Assim que ele chega, o Rodrigo corre para o quarto, senta-se na base do escorrega e aponta para a prateleira demasiado alto para lhe chegar. Quer que o R. lhe leia mais uma vez o livro da família ou o livro do pirata, sentado no chão ao lado dele. Um ritual que se tem repetido sempre que o R. nos visita. Enquanto me deleito com a história que conta sobre as fotos coladas no livro da família, e em como ele arranja sempre uma piada nova sobre as mesmas, observo o carinho com que ele olha para o meu filho. É puro amor. Eu sei. Debato-me sobre deixa-lo ou não fazer parte da nossa vida, da minha e da do meu filho, mas apercebo-me que já faz. O Rodrigo gosta dele e dificilmente o esquecerá, ficando ele comigo ou não. (...)"


Castelo de Almourol


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Friday, March 21, 2014

[pequenas coisas...] Dia Mundial da Síndrome de Down

"Que tipo de vida o meu filho vai ter?" foi a pergunta feita por uma futura mãe, grávida de uma criança com Síndrome de Down. A resposta é absolutamente deliciosa e vale mesmo a pena ver. Dia 21 de Março celebra-se o Dia Mundial da Síndrome de Down ... Porque todos temos o direito de ser felizes.



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, March 19, 2014

[há dias assim] Sorrir... sempre!

E passo só para dizer que ontem começou mais uma semana não. Não fosse o sol que se faz ver e diria que não iria ser uma semana nada boa. Desde a semana passada que, entre dores de cabeça, dores dos pulsos e tornozelos, e valentes más disposições, não me sobre grande inspiração para escrever... Resta esperar que o sol fique e o resto passe rápido!

A cabeça continua a fervilhar de ideias. Veremos no que dá. Seja pintura ou escrita, ou quem sabe algo diferente, prometo que algo irá surgir. 

E embora nem tudo seja como desejamos, o importante é manter o sorriso! Sorriam, aproveitem as coisas boas da vida e sejam felizes :)



Ah e amanhã é o dia da Felicidade <3

Aquele beijo,
*muah*
Ana

[há dias assim] dia do pai

Hoje é dia do Pai. 

Posso-vos garantir que grande parte das publicações hoje, no facebook ou blogs ou seja onde for, serão para desejar um feliz dia aos pais. Este post, será em tudo semelhante a muitos outros posts, porque sei que não estou sozinha. 

Eu não gosto deste dia. Tenho um pai, mas não o posso abraçar. Ele partiu para outro lugar, e agora já não volta. Acredito que seja um lugar melhor e que ele esteja confortável, mas também não o quero visitar ainda. Posso dizer-lhe que o amo, mas não usam telefones lá no céu e não irei ter qualquer resposta.

Também já não tenho avôs, e o pai do meu filho também não me "pertence". Portanto, para mim, este dia é um dia triste. Quero voltar a ter um dia do pai feliz, tornando o homem que me atura diariamente em pai de uma qualquer cria, mas para isso ainda faltará algum tempo... Até lá, vou continuar a não gostar deste dia, porque queria muito poder abraçar o meu pai e não posso.

O meu pai partiu em 2010. Perdi o meu rei para aquela estúpida doença, e em 3 semanas o meu mundo desabou. É que o meu pai era um pai fantástico. Já aqui disse mas repito, não conheci ninguém com um coração como o dele. Era daquelas pessoas que dava sempre qualquer coisa a quem estava a pedir, e não sabia dizer que não. Lembro-me do meu pai divertido, com uma gargalhada típica e irritante, mas que nos fazia rir também. Era sério e responsável e foi com ele que aprendi as noções do certo e errado, do justo e injusto. Tornei-me responsável e trabalhadora graças a ele. Lembro-me quando lhe dava para dançar ou cantar e morríamos de riso lá em casa. Não aguentava bem a bebida, e um copinho a mais e tínhamos dança de certeza. Era a pessoa que eu mais queria que se orgulhasse de mim. Era o meu maior apoio e ajudou-me sempre que precisei. Não foram poucas as vezes...

Quando o meu pai partiu chorei muito. Ainda choro. Ainda me faz muita falta. Queria que ele me tivesse visto feliz, mas ainda bem que não esteve cá quando o meu mundo voltou a tremer. Teria sofrido ainda mais do que eu. Queria que me tivesse levado ao altar, porque sei que iria sentir-se inchado de orgulho. Queria que visse o neto crescer. Queria tanto mas tanto que visse o neto crescer. Porque ele adorava o R. e iria adorar ainda mais. Porque era um excelente pai e ainda melhor avô. Porque iria ser alguém que o R. iria admirar. Faço questão que o R. saiba quem era o avô. E ele sabe. Reconhece-o nas fotos e sabe que está no céu. E fala como se se lembrasse mesmo. Mas só tinha 6 meses...




Hoje não tenho a quem dar um presente do "dia do pai". Nunca mais terei, mas o meu pai deixou-me tudo o que tenho e tudo o que sou, que era tudo o que ele me podia deixar. 

Amo-te papi, onde quer que estejas.

Aquele beijo,
*muah*
Ana