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Às vezes dou por mim a ler coisas escritas à algum tempo. Sempre gostei de escrever, mas depois de me separar, principalmente em semanas não, gatafunhava folhas e mais folhas. Quando adoeci e fiquei em casa escrevia ainda mais.
No outro dia encontrei um texto sobre o R. grande, escrito um ano antes de começarmos a namorar. Não gosto muito de falar sobre ele aqui. Ele é meu! Sim, o sentimento de posse existe! É meu e só meu, como dizia o anúncio. Não o quero partilhar com ninguém, e falar sobre ele e sobre como ele é especial é partilhar aquelas coisas só nossas. Também não gosto de falar das coisas que faz que me fazem saltar a tampa. Primeiro, porque o R. grande raramente me faz saltar tampa, e mesmo quando ela poderia saltar, eu estou a aprender a controla-la, pois saltava com demasiada facilidade.
Não foi fácil conquistar-me. Estava demasiado zangada com o sexo masculino e dizia frequentemente que não iria ter mais relacionamentos. Mas ele foi conquistando aos poucos. Eu deixei-o entrar na minha vida e na minha casa porque ele já fazia parte da vida do R. pequeno antes de me separar. Se assim não fosse, dificilmente teria entrado cá em casa. Mas entrou, e ajudou-me muitas vezes a tratar o R. pequeno e a fazer coisas que normalmente os homens fazem, tipo trocar lâmpadas ou pendurar candeeiros e cortinados. De mansinho, muito de mansinho, ele conquistou o coração da mãe leoa.
"Lisboa, Agosto de 2011
(...) Às vezes encosto-me à ombreira da porta e fico a vê-los. Assim que ele chega, o Rodrigo corre para o quarto, senta-se na base do escorrega e aponta para a prateleira demasiado alto para lhe chegar. Quer que o R. lhe leia mais uma vez o livro da família ou o livro do pirata, sentado no chão ao lado dele. Um ritual que se tem repetido sempre que o R. nos visita. Enquanto me deleito com a história que conta sobre as fotos coladas no livro da família, e em como ele arranja sempre uma piada nova sobre as mesmas, observo o carinho com que ele olha para o meu filho. É puro amor. Eu sei. Debato-me sobre deixa-lo ou não fazer parte da nossa vida, da minha e da do meu filho, mas apercebo-me que já faz. O Rodrigo gosta dele e dificilmente o esquecerá, ficando ele comigo ou não. (...)"
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| Castelo de Almourol |
Aquele beijo,
"Que tipo de vida o meu filho vai ter?" foi a pergunta feita por uma futura mãe, grávida de uma criança com Síndrome de Down. A resposta é absolutamente deliciosa e vale mesmo a pena ver.
Dia 21 de Março celebra-se o Dia Mundial da Síndrome de Down ... Porque todos temos o direito de ser felizes.
Aquele beijo,
E passo só para dizer que ontem começou mais uma semana não. Não fosse o sol que se faz ver e diria que não iria ser uma semana nada boa. Desde a semana passada que, entre dores de cabeça, dores dos pulsos e tornozelos, e valentes más disposições, não me sobre grande inspiração para escrever... Resta esperar que o sol fique e o resto passe rápido!
A cabeça continua a fervilhar de ideias. Veremos no que dá. Seja pintura ou escrita, ou quem sabe algo diferente, prometo que algo irá surgir.
E embora nem tudo seja como desejamos, o importante é manter o sorriso! Sorriam, aproveitem as coisas boas da vida e sejam felizes :)
Ah e amanhã é o dia da Felicidade <3
Aquele beijo,
Hoje é dia do Pai.
Posso-vos garantir que grande parte das publicações hoje, no facebook ou blogs ou seja onde for, serão para desejar um feliz dia aos pais. Este post, será em tudo semelhante a muitos outros posts, porque sei que não estou sozinha.
Eu já não gosto deste dia. Tenho um pai, mas não o posso abraçar. Ele partiu para outro lugar, e agora já não volta. Acredito que seja um lugar melhor e que ele esteja confortável, mas também não o quero visitar ainda. Posso dizer-lhe que o amo, mas não usam telefones lá no céu e não irei ter qualquer resposta.
Também já não tenho avôs, e o pai do meu filho também não me "pertence". Portanto, para mim, este dia é um dia triste. Quero voltar a ter um dia do pai feliz, tornando o homem que me atura diariamente em pai de uma qualquer cria, mas para isso ainda faltará algum tempo... Até lá, vou continuar a não gostar deste dia, porque queria muito poder abraçar o meu pai e não posso.
O meu pai partiu em 2010. Perdi o meu rei para aquela estúpida doença, e em 3 semanas o meu mundo desabou. É que o meu pai era um pai fantástico. Já aqui disse mas repito, não conheci ninguém com um coração como o dele. Era daquelas pessoas que dava sempre qualquer coisa a quem estava a pedir, e não sabia dizer que não. Lembro-me do meu pai divertido, com uma gargalhada típica e irritante, mas que nos fazia rir também. Era sério e responsável e foi com ele que aprendi as noções do certo e errado, do justo e injusto. Tornei-me responsável e trabalhadora graças a ele. Lembro-me quando lhe dava para dançar ou cantar e morríamos de riso lá em casa. Não aguentava bem a bebida, e um copinho a mais e tínhamos dança de certeza. Era a pessoa que eu mais queria que se orgulhasse de mim. Era o meu maior apoio e ajudou-me sempre que precisei. Não foram poucas as vezes...
Quando o meu pai partiu chorei muito. Ainda choro. Ainda me faz muita falta. Queria que ele me tivesse visto feliz, mas ainda bem que não esteve cá quando o meu mundo voltou a tremer. Teria sofrido ainda mais do que eu. Queria que me tivesse levado ao altar, porque sei que iria sentir-se inchado de orgulho. Queria que visse o neto crescer. Queria tanto mas tanto que visse o neto crescer. Porque ele adorava o R. e iria adorar ainda mais. Porque era um excelente pai e ainda melhor avô. Porque iria ser alguém que o R. iria admirar. Faço questão que o R. saiba quem era o avô. E ele sabe. Reconhece-o nas fotos e sabe que está no céu. E fala como se se lembrasse mesmo. Mas só tinha 6 meses...
Hoje não tenho a quem dar um presente do "dia do pai". Nunca mais terei, mas o meu pai deixou-me tudo o que tenho e tudo o que sou, que era tudo o que ele me podia deixar.
Amo-te papi, onde quer que estejas.
Aquele beijo,
Não consegui conter umas lágrimas que me escorreram pela cara. O video já deve ter percorrido o Mundo, e todos já o viram de certeza. Mas isto sim, é amizade! Mais que isso, é amor. É o que os amigos fazem para não nos sentirmos sós. Um grupo de mulheres verdadeiramente corajosas juntas para ajudar a mais corajosa de todas elas a travar uma batalha difícil. Impossível ficar indiferente.
Aquele beijo,
Porque a magia da Disney será sempre a magia da Disney. Estou indecisa em relação à versão que mais gosto, visto que originalmente a musica é cantada por Idina Menzel, no seu papel de Elsa. E depois temos a versão da Demi que foi lançada como single da banda sonora do Filme Frozen. Idina tem uma voz fantástica, mas Demi tem qualquer coisa de princesa (ou rainha neste caso). Seja qual for a versão, a música é linda e ganhou o óscar de Melhor Canção Original este ano. Fiquem com a Demi e a Elsa! Não me sai da cabeça e adoro demais. Demi Lovate - Let it go.
"Let it go // Let it go"
Aquele beijo,
Ontem pediram-me para descrever o meu filho. Logo eu, que tenho o melhor filho do Mundo, teria com certeza, muito para falar sobre ele. Mas não tive! Para além de um "é envergonhado, brincalhão e muito carinhoso", faltaram-me as palavras. Ser comunicadora é o meu trabalho, no entanto sempre me saí melhor na escrita.
Sabem aquelas pessoas que dizem tudo da boca para fora? Sou assim, se me derem um papel e uma caneta. Sou assim, se me puserem um computador à frente. Sai tudo do coração para as letras. Mas expressá-lo oralmente não é para mim. Nunca foi. A emoção impede-me sempre de falar das coisas, boas ou más. E depois os olhos enchem-se de lágrimas, e às tantas estou a chorar à frente de uma qualquer desconhecida que só queria que descrevesses a criança com quem vivo à 4 anos, sem eu saber porquê. Muito possivelmente não causei boa impressão. A ideia de mulher forte e independente que teimo em querer transmitir, ficou certamente à quem do esperado.
Mas eu sei descrever o meu filho. Sei, porque sou eu quem o conhece melhor. Sei o quanto gosta de puré, e como adora morangos. Sei que é sensível e amoroso. Sei que é tão crescido quanto é bebé. Sei que gosta de coca-cola, mas que sabe que não lha dou. Sei que não gosta de comida verde, mas adora a sopa da mãe. Sei que não adormece a ver televisão. Sei que todos os dias me pede que lhe cante. Sei que gosta de massagens. Sei que é inteligente e curioso. Sei que gosta de fazer contas e exercícios. Sei que não gosta de falar do que o magoa. Sei que gosta de todas as pessoas, sem excepções e fica desiludido se achar que não gostam dele. Sei que é um rapaz, e que está na fase das lutas. Sei que chama "cara de sanita" aos colegas, e sei que me prometeu que não voltava a fazê-lo. Sei que dorme com vários peluches à volta dele, incluindo o Flint. Sei que tem ciúmes do R. grande. Sei que o que mais gosta de fazer é estar comigo. Sei que tem cócegas. Sei que dá as melhores gargalhadas que alguma vez ouvi. Sei que é fácil pô-lo a rir. Sei que a cor favorita dele é o laranja. Sei que gosta de ter visitas. Sei tanto sobre o meu filho... e não soube dizer nada.
Terei dado muito provavelmente uma ideia errada! A ideia de que não o conheço! Mas há coisas que não se explicam. Sentem-se. E o que eu sinto por esta criatura é tão grande que não cabe em palavras. Se um "amo-te" todos os dias é pouco, como é que poderia explicar quem ele é em meia dúzia de palavras?
Aquele beijo,