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Não consegui conter umas lágrimas que me escorreram pela cara. O video já deve ter percorrido o Mundo, e todos já o viram de certeza. Mas isto sim, é amizade! Mais que isso, é amor. É o que os amigos fazem para não nos sentirmos sós. Um grupo de mulheres verdadeiramente corajosas juntas para ajudar a mais corajosa de todas elas a travar uma batalha difícil. Impossível ficar indiferente.
Aquele beijo,
Porque a magia da Disney será sempre a magia da Disney. Estou indecisa em relação à versão que mais gosto, visto que originalmente a musica é cantada por Idina Menzel, no seu papel de Elsa. E depois temos a versão da Demi que foi lançada como single da banda sonora do Filme Frozen. Idina tem uma voz fantástica, mas Demi tem qualquer coisa de princesa (ou rainha neste caso). Seja qual for a versão, a música é linda e ganhou o óscar de Melhor Canção Original este ano. Fiquem com a Demi e a Elsa! Não me sai da cabeça e adoro demais. Demi Lovate - Let it go.
"Let it go // Let it go"
Aquele beijo,
Ontem pediram-me para descrever o meu filho. Logo eu, que tenho o melhor filho do Mundo, teria com certeza, muito para falar sobre ele. Mas não tive! Para além de um "é envergonhado, brincalhão e muito carinhoso", faltaram-me as palavras. Ser comunicadora é o meu trabalho, no entanto sempre me saí melhor na escrita.
Sabem aquelas pessoas que dizem tudo da boca para fora? Sou assim, se me derem um papel e uma caneta. Sou assim, se me puserem um computador à frente. Sai tudo do coração para as letras. Mas expressá-lo oralmente não é para mim. Nunca foi. A emoção impede-me sempre de falar das coisas, boas ou más. E depois os olhos enchem-se de lágrimas, e às tantas estou a chorar à frente de uma qualquer desconhecida que só queria que descrevesses a criança com quem vivo à 4 anos, sem eu saber porquê. Muito possivelmente não causei boa impressão. A ideia de mulher forte e independente que teimo em querer transmitir, ficou certamente à quem do esperado.
Mas eu sei descrever o meu filho. Sei, porque sou eu quem o conhece melhor. Sei o quanto gosta de puré, e como adora morangos. Sei que é sensível e amoroso. Sei que é tão crescido quanto é bebé. Sei que gosta de coca-cola, mas que sabe que não lha dou. Sei que não gosta de comida verde, mas adora a sopa da mãe. Sei que não adormece a ver televisão. Sei que todos os dias me pede que lhe cante. Sei que gosta de massagens. Sei que é inteligente e curioso. Sei que gosta de fazer contas e exercícios. Sei que não gosta de falar do que o magoa. Sei que gosta de todas as pessoas, sem excepções e fica desiludido se achar que não gostam dele. Sei que é um rapaz, e que está na fase das lutas. Sei que chama "cara de sanita" aos colegas, e sei que me prometeu que não voltava a fazê-lo. Sei que dorme com vários peluches à volta dele, incluindo o Flint. Sei que tem ciúmes do R. grande. Sei que o que mais gosta de fazer é estar comigo. Sei que tem cócegas. Sei que dá as melhores gargalhadas que alguma vez ouvi. Sei que é fácil pô-lo a rir. Sei que a cor favorita dele é o laranja. Sei que gosta de ter visitas. Sei tanto sobre o meu filho... e não soube dizer nada.
Terei dado muito provavelmente uma ideia errada! A ideia de que não o conheço! Mas há coisas que não se explicam. Sentem-se. E o que eu sinto por esta criatura é tão grande que não cabe em palavras. Se um "amo-te" todos os dias é pouco, como é que poderia explicar quem ele é em meia dúzia de palavras?
Aquele beijo,
Estou sentada na varanda. O sol está quente. Semana sim, e no entanto apetecia-me fugir daqui. Já tenho os olhos inchados de tanto chorar de culpa. Tenho a certeza de que se ele estivesse aqui comigo, se lhe confidenciasse aquilo que sinto e ele já tivesse idade suficiente para entender, que me diria que me desculpava. Porque é assim que ele é, um ser cheio de amor e carinho, um coração gigante, maior que ele próprio.
"Há alturas em que nos apetece fugir para outro mundo! Hoje apetecia-me. Para longe. Não de ti, mas dos outros. Querem obrigar-me a dizer que o que quero para nós é que continue tudo como está? Não me parece racional da parte de ninguém pedir a uma mãe que diga isso. Mesmo que o que eu queira seja o melhor para ti, não conseguirei nunca verbalizá-lo da maneira que querem que o faça. Seria o mesmo que dizer "estou bem quando não estás" ou "estou bem quando não sei de ti".
Eu quero saber de ti todos os dias, todos os momentos. Quero saber o que comeste ao almoço na escola. Quero perguntar-te o que aprendeste e com quem brincaste. Quero ver-te desenhar e descobrir que a cada dia desenhas melhor. Quero poder obrigar-te a ir para a cama contrariado. Quero poder dar-te um beijo de boa noite todos os dias. Aquilo que me pedem é que aceite que não vou estar lá sempre. Que não te vou desejar bons sonhos todas as noites, nem bons dias todas as manhãs. E se já tive que o aceitar, porque acontece semana sim, semana não, será impossível conseguir dizê-lo dessa forma.
Hoje, meu filho, tive que tomar uma decisão. Fui obrigada a isso. Ainda não a revelei a ninguém, mas tenho a certeza que todos perceberam que tive que aceitar isto, da semana sim semana não. Tomei esta decisão consciente de que seria este o desfecho, quer eu quisesse quer não. Tomei-a com a certeza de que seria o desfecho que melhor serviria para ti. Tomei-a por achar que era isto que tu irias querer, se pudesses ser tu a decidir.
Dizem-me que tens muita sorte por teres os pais que tens. Eu sei disso! Tens um pai e uma mãe, um R. e uma tia. Tens um mano e tens avós, e bisavós. Primos e primas com fartura. E os teus pais dão-se bem. Não vivem juntos, mas não discutem nem falam mal um do outro. Eu sei que tens sorte por teres tantas pessoas que gostam de ti. Também me dizem-me que as crianças se adaptam melhor que os adultos e que, se calhar, sou eu que não aceito bem "isto". Até poderia ser verdade, mas a verdade não é essa. A verdade é que eu não sei o que é melhor para ti. Mas também sei que não é alguém que não te conhece de lado nenhum que vai saber. Debato-me todos os dias com esta dúvida. Tira-me o sono de noite, e dá-me dores de cabeça de dia. Esforço-me para que não o percebas. Mas, afinal, o que é melhor para ti? Gostava tanto de ter certezas. Mas a única certeza que tenho é que quero que sejas feliz. És feliz, meu filho?
Perdoa, meu amor, todas as minhas dúvidas. Perdoa-me por não estar lá sempre. Por não te ter conseguido dar uma vida "normal". Por ter aceite naquele dia, do qual não me consigo lembrar, esta vida. Mas perdoa-me! Porque eu não me consigo perdoar."
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| yes, you are! |
Aquele beijo,
Semana sim! Começou mais tarde, por causa duns ajustes que fizemos. Domingo depois de almoço o meu piolho volta para casa. Cheio de energia e saudade de tudo o que lhe pertence: o quarto, os brinquedos e a mãe. "Já tinhas saudades, não tinhas?" diz o R. grande quando o pequeno me chama pela nonagésima vez. Sim, tinha saudades até de quando ele se torna tão chato e me chama de 2 em 2 minutos. Tinha saudades de não conseguir ir à casa de banho sozinha, sem alguém me chamar. Tinha saudades de acordar a meio da noite 20 vezes e ir tapa-lo ou ver se está bem. Tinha saudades de correr atrás dele quando ele foge para não ir para a cama. Tinha tantas saudades...
Fomos ao parque. Estivemos lá um bocado, depois fomos a outro parque e estivemos lá mais um bocado. É o que dá termos 2 parques ao pé de casa. De mão dada, os dois a conversar pelo caminho. O tempo estava bom, sem sol mas sem frio nem chuva. Fartamos-nos de brincar. Juro que às vezes penso no que as pessoas pensam de mim, assim. Mas a imaginação desta criança leva-me com ela para o mundo da fantasia. Ele disse que eu era a Cinderela, e eu gostei que mais uma vez me comparasse a uma princesa. Ele ia-me salvar, e em pleno parque, com mais mães, pais e crianças, eu fingi que tinha perdido um sapato e precisava de ajuda para o encontrar. O importante é divertirmo-nos, certo?
Gosto dos fins de semana de sol na companhia dele. Confesso que odeio parques! Demasiadas mães/pais à minha volta. Vou, porque o R. adora e porque lhe faz bem. Mas gostava de ter ideias para mais saídas nestes dias de sol. Iremos com certeza à praia um dia destes, apanhar conchas e pedras, e sol na cara! O parque continuará a ser opção. Mas se tiverem mais sugestões, eu aceito-as! Vá, ajudem esta mãe que quer passar dias de sol divertidos com a sua cria.
Fico à espera das sugestões.
Aquele beijo,
Estamos em semana não. O R. passou a segunda feira comigo e fomos passear, mas ao fim do dia o pai veio buscá-lo. Pensei que esta semana seria mais fácil a separação porque são menos dias, mas bolas, dói na mesma. E dói tanto. Cada vez mais o R. é o meu melhor amigo e companheiro. Tomámos um pequeno almoço fantástico juntos. Ele gosta de tomar o pequeno almoço a ver bonecos ou agarrado ao computador, e eu costumo deixar porque me dá tempo de arrumar tudo o resto, mas hoje requisitei a companhia dele e foi bastante divertido. Depois ajudou-me a arrumar a cozinha e pediu-me que brincasse um bocadinho aos piratas. Cedi. Atrasá-mo-nos para o almoço, mas valeu a pena. A mesma vontade de chorar que tenho às sextas feiras, quando ele foi embora ao fim do dia.
Tenho-me mantido ocupada (não fosse a mãe e o mano estarem em casa) e isso faz com que o tempo passe mais depressa. Também me mantém com melhor humor e consigo sorrir. Mas hoje (era quarta feira, mas não publiquei o post como pretendia) acordei com uma maldita dor de cabeça que me tirou todo o bom humor que ainda existisse.
Tenho estas dores de cabeça desde os meus 18 anos. Sofri bastante nessa altura, pois não estava habituada a lidar com a dor. Na quarta feira, nem o quarto escuro e o silêncio funcionavam. Pensei que fosse falta de hidratos de carbono, e fui até à cozinha. Comi e bebi café, que normalmente também ajuda. Tomei mais um comprimido... Dos 14 comprimidos que tomo diariamente, nenhum me tira as malditas dores de cabeça. Já estava a desesperar por esta altura, pois tinha usado quase todos os meus trunfos contra a maldita! Enfiei-me debaixo da água a ferver. A companhia da água e do gás devem achar-me uma óptima cliente, pois o duche quente tem sido o meu melhor amigo ultimamente. Tomei um banho longo, com a água a cair ora nas costas ora na cabeça... Tinha um encontro importante ao qual não ia faltar. Melhorei um pouco, o que me deixou capaz de almoçar com uma amiga e lanchar com outra. Mas de regresso a casa, parece que tudo se complicou.
Ando pouco inspirada para escrever, até para me sentar ao computador, por causa das dores de cabeça. Como o sol se fez ver, decidi pegar no caderno e escrever sentada na varanda. O sol faz-me bem! Quer dizer, faz a todas as pessoas, mas a mim em particular, alimenta-me a alma. Sinto-me tão mais feliz quando está sol... Talvez porque tenho menos dores e fico menos rabugenta. Mas sim, o sol faz-me bem. Ando mortinha para que chegue definitivamente o bom tempo. Já não aguento ver botas à frente! Quero calçar chinelos de enfiar no dedo... Sol, não te atrevas a voltar a abandonar-nos! Precisamos de ti.
Eu também prometo voltar com muitas linhas para vocês lerem. O caderno tem muita coisa escrevinhada. Coisas antigas. Coisas novas. Coisas que não interessam. E coisas que ao reler me fizeram sorrir.
Aquele beijo,
... adoro mesmo! Se vou às compras é para onde os meus olhos saltam logo. Quando era miúda a minha mãe proibiu-me de comprar saias, dizendo que elas ficavam no armário e eu não as usava. Quando saí de casa, comprei algumas. Agora é o R. grande que me proíbe de as comprar sob o mesmo pretexto. Eles têm alguma razão! Tenho várias saias no roupeiro, qual delas a mais bonita, mas a verdade é que se foram usadas 2 vezes cada uma, estou a exagerar. Algumas nunca saíram à rua. Acho que uma ainda tem a etiqueta. A culpa não é minha! A sério que não! A culpa é do meu rabo! Dizem que é sina de família - ter um rabo grande ou ficar careca! Como sou gaja, herdei o rabo gigante! Eu ainda tenho fé de as usar, e por isso, contínuam no roupeiro, talvez como motivação para tentar (odeio a palavra tentar! tentar não é fazer! tentar é sabotar a acção mesmo antes de a ter experimentado - palavras da sábia Magda) diminuir o rabo. Aqui fica uma espécie de wish list. Uma de cada, por favor!
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| #skirts I want |