Friday, February 28, 2014

[há dias assim] Papa Medos - parte ii

Se leram este post, sabem do que falo. 

Não sei se foi ou não do Flint estar ao lado dele, mas a verdade é que as noites desta semana foram todas muito calmas, sem que me chamasse um bilião de vezes (só me chamou uma vez por noite, ainda eu estava a pé, e sempre para pedir ou xixi ou água) e sem ranger os dentes ou falar alto a sonhar como fazia quase sempre. 

Não sei se o medo do escuro e dos monstros foi ou não ultrapassado, mas a verdade é que esta semana ele não falou em monstros, e embora continue relutante em entrar em quartos escuros, já não demonstra o pânico que demonstrava.

Vou acreditar que a minha ideia teve um resultado positivo, mesmo sem termos efectuado o dito ritual de colocar um papel dentro da boca do Papa Medos. Talvez a ideia do boneco comer o medo dele tenha resultado. E eu estou feliz por ter comprado o Flint!

Imagem tirado do Facebook Português Oficial

Para quem desconhece, aconselho a visita ao Facebook dos Sorgenfresser, pois existem vários bonecos, cada uma mais original que o outro. Vejam também o video de apresentação! Muito giro!

Aquele beijo,
*muah*
Ana

[o melhor do meu dia] piratinha

Aqui em casa andamos numa de piratas. O R. acha-lhes mesmo piada. É a brincadeira favorita ultimamente - ele gosta do role-play e eu alinho com ele sempre que posso. Então pomos palas nos olhos e pegamos nas espadas, subimos para cima da cama, que é o nosso barco pirata e divertimos-nos a seguir as pistas dos mapas para encontrar-mos os tesouros. Escondi tão bem um dos tesouros, que me esqueci de onde ele está. 
Claro está, que depois duma festa de anos pirata, vem mesmo a calhar ser Carnaval. O R. escolheu a sua máscara, e ai de mim (ou do pai M.) comprarmos um fato sem o rapaz ver. Suponho que já saibam de que se mascarou... 



Não que eu tenha ficado extremamente satisfeita com a escolha, mas há coisas em que ele pode decidir o que quer, e esta era uma delas. Adorei vê-lo feliz com a roupa e todos os acessórios. Decidiu o que levar para a escola e o que devia deixar em casa por haver probabilidade de perder ou estragar. Tem 4 anos, mas garanto-vos que tomou as decisões certas - deixando as moedas do tesouro e outros apetrechos mais pequenos em casa, o que prova que se falarmos e explicarmos as coisas como elas são, no dia em que eles têm que decidir o que fazer, eles saberão decidir o "correcto"!

Aquele beijo,
*muah*
Ana

[o melhor do meu dia] saber perdoar

Confirmas realmente que mudaste depois da gravidez (além do óbvio), quando percebes que és capaz de perdoar e assumir as falhas para que também tu possas ser perdoada. Agora és crescida, adulta, responsável e sensível. És capaz de conversas sobre as coisas. Recebi uma mensagem que me fez chorar. De felicidade, leia-se. Na verdade, não sabia se essa mensagem alguma vez chegaria, e fiquei muito feliz por ter chegado. Obrigada pela mensagem. Foi o melhor do meu dia.


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, February 27, 2014

... tipo, e eu?

Hoje dei-me conta de que já vos falei do meu filho, da minha mãe, do meu pai, do meu irmão, do meu ex e dos meus (ex) amigos. Mas nunca me apresentei convenientemente.

Olá! Eu sou a Ana, a nível profissional e mais sério, e Carina para os amigos e familiares. Tenho 30 anos, mas se olharem para mim vão-me dar muito menos. Vivo num palacete com três quartos e duas casas de banho. Tem quatro varandas e bate-lhe o sol todo o dia. No mês passado descobri-lhe a primeira mancha de humidade e chorei. Foi aqui que investi todo o meu dinheiro e toda a minha força.

Tenho um filho, que vive semana sim, semana não comigo, mas isso vocês já sabem. Foi essa divisão de semanas e estado de espírito que deu origem a este blog. Tenho uma estrutura familiar muito pequena, mas bate aos pontos qualquer outra. Tenho a minha rainha e o meu irmão, de quem já vos falei. A minha avó, duplamente rainha. E o meu filho. Tenho um namorado. O melhor do mundo. Dizem-me que não devo falar bem dele, porque todas o vão querer, mas ele é mesmo o melhor. O R. grande trata-me com muito mimo, ajuda-me em tudo o que preciso. É o meu melhor amigo, o meu namorado, meu cúmplice e meu amante. Cantamos a mesma canção, e se isso não acontecesse, esta relação não existiria. Chama-me louca, mas eu tenho cá para mim que o louco é ele. Senão, porque razão ainda estaria aqui comigo? Tenho tios e tias, primos e primas, mas é nestes cinco seres que encontro tudo o que preciso. Tenho uma cunhada, namorada do meu irmão, que é provavelmente a miuda mais fofa que já conheci. Juntar-me ao R. grande fez com que ganhasse uma família numerosa. Eles são mesmo muitos, e eu adoro isso. Não entendo quem fala mal das sogras. A minha tem um coração maior que o Mundo. E tenho mais uma cunhada, que conheço à tanto tempo e no entanto, nunca a tinha conhecido. Depois temos a família que nós escolhemos - os amigos. Tenho duas irmãs com quem não partilho qualquer laço de sangue, amigas de sempre e para sempre. Com elas ganhei cunhados e um sobrinho. Afinal, tenho uma família gigante e nunca tinha pensado nisso.

Tenho formação superior. Dois cursos que ficaram a meio. Não penso acabá-los para grande desgosto da minha avó. Falta-me pouco em ambos, mas de que me vão servir se não penso vir a trabalhar na área? Acredito que devemos fazer o que gostamos. Fazer o que não gostamos mata-nos um bocadinho todos os dias, e eu não quero morrer nova. Trabalho num call center. Não tenho vergonha nenhuma. Prefiro isso a trabalhar em informática (os meus dois cursos). Para quem pensa que é fácil trabalhar num call center desengane-se. É stressante e dá-nos cabo da marmita. Tanto, que já não existem pessoas sãs naquele centro de atendimento. Conheci pessoas fantásticas. Fiz amigos para a vida. Também conheci pessoas que preferia nunca ter conhecido, mas agora que já está, olha, paciência! Não estou a trabalhar neste momento. Tenho um problema. Perco a voz constantemente. Mas a sério mesmo, durante semanas ou meses. Tenho saudades das pessoas (algumas, o "gang" essencialmente) mas tenho sempre medo de voltar. Ficar sem voz é complicado!  

[to be continued...]


Eu, algures durante o ano passado, num dos muitos passeios só para não estar em casa.

Bolas, podia ficar aqui horas a falar de mim. Parece narcisista, mas sempre me preocupei mais com os outros. Costumo ouvir mais do que falar. Raramente desabafo com alguém, seja o que for. Hoje apeteceu-me apresentar-me. Se gostaste, então continua a ler-me! Há um botão qualquer no blog que serve para me seguires. Se não gostaste, desculpa. Não costumo escrever tanto, mas se chegaste até aqui, garanto-te que aguentas os outros posts. 

Como tenho mesmo muito para contar sobre mim, vou continuar esta série. Ficam com a primeira parte hoje... amanhã quem sabe conto-vos o resto! Este post devia ter iniciado o blog, e se calhar vem tarde demais. Mas nunca é tarde para conhecer-mos alguém novo, pois não?


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, February 26, 2014

[há dias assim] parabéns, meu irmão

Sei que provavelmente este post nunca será lido pelo meu irmão. Talvez até seja melhor assim. Não é que nos entendamos mal, mas não nos damos propriamente bem. Já nos demos pior, é verdade. Também nunca nos demos tão bem como agora. Deve ser da idade.

Faz 22 anos que vivi um dos dias mais felizes da minha vida. Se eu quisesse numerar acontecimentos ficaria provavelmente em segundo lugar no ranking, porque nada se compara ao nascimento de um filho. Eu queria mesmo muito um irmão. A sério! Era só o que eu mais queria, e acho que já tinha perdido a esperança. Tinha 7 anos quando os meus pais me contaram que, finalmente, eu ia ter o que eu mais queria. Eu não me importava de ter que mudar para um quarto mais pequeno. Não queria saber se ia deixar de poder dormir na cama dos pais. Nunca me importei em ter menos coisas porque agora era tudo a dividir por dois. Nad disso me preocupava.

O meu irmão nasceu, e (a minha mãe vai-me dar um raspanete, outra vez) por mais estúpido que seja, só me lembro da minha vida a partir dos 8 anos. Era Carnaval e eu mascarei-me de palhaço. A minha mãe estava na maternidade, e o Diogo nasceu ao fim do dia, numa 5ª feira. Não o pude ver nesse dia, e o meu pai foi feito louco para a maternidade e bateu com o carro. Pediu-me para não contar a ninguém como tinha sido! Fiquei em casa dos meus avós, e na 6ª feira tive que ir para a escola vestida de palhaço, mas o que eu queria era ir ver o meu irmão. Talvez por isso, odeie tanto o Carnaval. Lembro-me de ir à maternidade vestida com a minha máscara estúpida de palhaça, e de ter sido assim que o meu irmão me viu pela primeira vez. E peguei nele e fiquei mesmo feliz! Lembro-me de tudo, claro como água, como se tivesse sido ontem. A partir daí, ajudei a minha mãe a tomar conta dele, mudei-lhe fraldas e dei biberãos. Dava-lhe banho e tratava-o como um filho - e já aí, o instinto maternal...

Não me lembro da ultima vez que o meu irmão me deu um beijo. Tem o hábito estúpido e ridiculo de me dar a cabeça ou a testa. E pronto, eu dou um beijo e não recebo nada em troca. Odeia demonstrações de afecto, em público ou privado, ele não gosta mesmo. Não gosta de mensagens fofinhas (ou textos longos como este que escrevo neste momento). Só me liga se precisar de mim. E eu digo-lhe "desenmerda-te" mas acabo sempre por lhe fazer tudo. É filhinho da mamã e da maninha. Fazemos-lhe mesmo tudo! Não é que ele não saiba fazer, mas ele é daqueles que acha que "se podem fazer por mim, porque me hei-de cansar?".   O meu irmão é o meu orgulho. Acho que nunca lhe disse isto. Disse-lhe uma vez para ter juizo e aprender com os meus erros. Ele levou isso à letra, e hoje é um homenzinho que já me conduz, quase a acabar um curso nada fácil, responsável com tudo o que diz respeito a escola e trabalho, não fuma, pouco bebe (porque não aguenta muito LOL). Não dá nem nunca nos deu problemas. Não partilha aquilo que sente. Passa-se da cabeça com frequência (embora esteja muito mais calmo). É provavelmente a pessoa mais insensível que conheço. Mas é também a pessoa que mais sentida fica se lhe fazem ou dizem alguma coisa que não gosta. Acha que devemos falar cara a cara e não escrever ou expor em público o que sentimos. Não é capaz de perdoar quem magoa os seus (pelo menos não perdoa que me magoou a mim). Não diz que gosta de mim. Mas é o melhor tio que o Mundo poderia dar ao meu filho. O meu irmão é forte e determinado. É especial. Também a ele, a vida foi madrasta e levou o pai demasiado cedo. É duro perder o nosso melhor amigo. É igual ao pai. Igualzinho! É a melhor prenda que os meus pais me deram.

Gostava que esta pudesse ser a minha prenda para ti, mas já sabes o que a mummy pensa disso...


Parabéns, meu irmão! Contínua a deixar-me orgulhosa! Amo-te e amar-te-ei sempre. E vou expô-lo publicamente sempre que me apetecer. Embora fraquinha e mais sensível, ainda sou a mais velha!


Aquele beijo,
*muah*
Ana

[o melhor do meu dia] são as pessoas

[post atrasado porque estava à espera das fotos...]

Neste caso, o melhor do meu dia do R. são as pessoas...

O R. fez anos. 4 anos! No dia de anos jantámos juntos, mas estávamos em semana não, e por isso dormiu em casa do pai. Não era o ideal, mas se virmos bem as coisas, a semana sim começou na 6feira e tinha o sábado para lhe fazer uma festa especial. E assim foi!

Só eu sei o quanto me custou financeira e fisicamente. Financeiramente, porque estou de baixa e obviamente, nos dias de hoje, montar uma festa fica fora de qualquer orçamento. Fisicamente, porque estou de baixa, e obviamente, para poupar, quase tudo me saiu do corpo. Comidinha e decoração da mamã, feita com amor e carinho. 

Depois da festa, no dia seguinte, perguntei ao R. se tinha gostado da festa. Ele disse que sim. Depois perguntei o que tinha gostado mais. Ele respondeu "os primos, o Miguel e o Sebas".
Este puto é mesmo meu filho. Não importa onde, como ou porquê, o que interessa é com quem. E são as pessoas que nos fazem felizes.
Para quem se pergunta quem são "os primos, o Miguel e o Sebas", são as crianças que estiveram na festa. Os primos, o Miguel que já é da casa, e o Sebas (ou seja, Sebastião ou seja, filho do pai do R.). Sim, eu saberia que este dia ia chegar - ter o filho do M. cá em casa! Não pensei que seria tão cedo, pois o puto só tem 2 anos. Mas assim foi. No dia especial do meu R. o irmão veio com ele para o fazer feliz. E acho que ambos se divertiram. Esta coisa de ser mãe está-me no sangue e tratei-o como se fosse meu filho... 

Obrigada às mais de vinte pessoas que estiveram presentes por tornarem o dia do meu filho especial! Temos pena que não tenham vindo todos os convidados. Chegaríamos facilmente aos quarenta. Talvez para o ano. Obrigada ao R. grande por ser ainda mais alucinado que eu, por permitir que eu cometa alguns excessos no que diz respeito ao R. pequeno.

Mesa da Festa
Aquele beijo,
*muah*
Ana

Tuesday, February 25, 2014

[há dias assim] acerca dos amigos

[post demasiado longo e pessoal]

Quando um casal se separa, acontece muito mais do que a separação dessas duas pessoas. Primeiro temos a questão dos filhos, claro. Depois, temos a questão dos bens comuns. Deixando de lado as coisas legais, existe muito mais que isso... Por norma, os casais partilham amigos, sítios onde gostam de ir jantar ou beber café, fotografias de viagens que fizeram juntos... E tudo isto é tão mais complicado. As fotografias apagam-se das redes sociais porque já não fazem sentido, os sítios mudam-se para não se cruzarem, e os amigos?

Sei que uma (ex) amiga não está muito bem. Gostava de falar com ela, de lhe dar um ombro como muitas vezes ela fez antes de me separar. Mas quando eu e o M. nos separámos, além de me partir o coração, de me tirar o meu filho semana sim, semana não, de me fazer deixar de acreditar no amor e no "para sempre" (obrigada R. grande por me fazeres acreditar outra vez), levou-me também os amigos.
Suponho que eles achem que a culpa foi minha e que eu me afastei. A questão é que eu não tenho que partilhar o mesmo espaço com "a outra" (desculpa M., mas é assim que a irei tratar para todo o sempre). Disseram-me que eu tinha que aprender a socializar com ela! Alto lá! Não tenho que socializar com ela porra nenhuma!  Eventualmente, o meu filho irá pedir-me que tal aconteça e logo verei o que lhe respondo. Dou-me bem com o M. porque tenho que dar. É o pai do meu filho e irá fazer parte da minha vida até ao fim dos meus dias. Até tomo conta do filho dela, porque a criança não tem culpa nenhuma! Mas dela, a única coisa que tenho que saber é se trata bem o meu filho ou não, e isso eu sei que sim! É a única coisa que me interessa dela. Não sei como se veste, o que calça, se cozinha, onde trabalha, não sei nada e na verdade, não me interessa. Só sei que quando leva o meu filho à escola lhe dá um beijo, e isso é um bom sinal!

Voltando aos amigos, esta questão magoou-me e talvez tenha sido o primeiro sinal de afastamento. Depois comecei a ver fotos de jantaradas que sempre fizemos em que o M. e a "outra" apareciam. Eu não tinha recebido qualquer convite! Não sabem quantas vezes chorei ao olhar para essas fotos. Eu tinha ciúmes dela. Por estar com o meu filho tanto tempo quanto eu, e por estar com os meus amigos mais vezes que eu. A gota de água foi o casamento de uma (ex) amiga. Provavelmente, nunca mais irei falar ou ver esta pessoa. Magoou-me mesmo muito. Tinha falado com ela 1 ou 2 semanas antes e ela não me tinha dito sequer que ia casar. Soube (perto) na véspera do dito casamento. O M. ia, e levava o meu filho. Tinha até pedido para trocar o fim de semana porque tinha um casamento. Falei com ela e ela disse-me que tinha que escolher um ou outro para ir ao casamento, e tinha sido ele mas para eu não levar a mal. A sério?! Para eu não levar a mal?!

No outro dia estava a ver o "Crazy Stupid Love", e aquela cena em que o suposto amigo do Steve Carell lhe diz que a mulher lhe disse que tinha que escolher um lado - o do Steve Carell ou o da mulher, e tinham escolhido o da mulher, fez-me reviver esse momento da minha vida. A verdade é que isto acontece na vida real! Os amigos escolhem lados. Se calhar até inconscientemente, mas vá lá, acham mesmo que é necessário? Não podem sair um dia com um e outro dia com outro? Ou mesmo convidar os dois e deixa-los decidir se querem ou não estar no mesmo sitio que o outro? Quando um casal se separa, vamos esperar que saibam tomar decisões conscientes e racionais, que saibam comportar-se em situações mais complicadas, e que saibam que eles é que se decidiram separar e que os amigos nada têm a ver com isso.

Tenho para mim que os meus (ex) amigos escolheram o M. e eu até percebo. Ele é muito mais sociável que eu (ou então não, mas isso fica para outro post), e ele está sempre pronto para uma boa borga, o que não é definitivamente o meu caso. Também não tenho tanto dinheiro como ele disponível para "borgar" e não sou de grandes saídas à noite. Como já disse, acho que eles pensam que a culpa é minha e que eles fizeram tudo bem. Admito, no entanto, que recusei alguns convites (muito poucos, tipo 1 ou 2) e não convidei ninguém para vir ter comigo nessa altura. Mas bolas, era eu que estava na merda! E quando estamos na merda, gostamos de chafurdar sozinhos e não convidamos ninguém para chafurdar connosco. Se fizeram um convite e eu não fui, então deviam ter vindo ter comigo e arrancar-me da merda, dar-me banho e vestir-me um vestido e levar-me a comer muffins de chocolate! É isso que os amigos fazem! E por isso, é que eu achei que vocês eram amigos do M. e não meus. Nunca nenhum de vocês me arrancou de casa!




Durante este tempo, desde Abril de 2011 para cá perdi muita coisa. Não me despedi de pessoas que foram para fora. Não conheci crianças que nasceram. Não visitei as casas novas que compraram/alugaram. Não passeei nos carros novos. Não lhes dei os parabéns. Não lhes agradeci por me darem os parabéns. Desde Abril de 2011 que passou muito tempo, mas ainda me sinto triste por não os ter por perto. Desde Abril de 2011 cresci muito. Tornei-me mais racional e menos emotiva (em público).

Serei perfeitamente capaz de voltar a falar com (quase todas) as pessoas que eram os nossos amigos. Sou capaz de falar com o M. Até o perdoei (de quase tudo). Serei capaz de perdoar que não tenham tentado tirar-me do buraco onde estava. Até porque gostava muito de poder abraçar a minha (ex) amiga que precisa de mim.


Aquele beijo,
*muah*
Ana