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Tuesday, June 3, 2014

[há dias assim] desculpem-me novamente...

Estamos em semana não, mas hoje é dia sim. O dia da criança foi passado com o pai M. e portanto hoje vai ser o nosso dia da criança. Desculpem-me por andar ausente. Não só do blog, mas das conversas com os/as amigas, das visitas quase diárias à casa da mãe, das muitas mensagens trocadas com as pessoas próximas. Tenho-me dedicado à pintura e à casa. Sinto-me a ficar senil, é um facto. Esqueço-me de tudo frequentemente, até do que disse à poucas horas atrás. Ando distraída e destrambelhada. Ando cheia de ideias e com pouca força. Mas tenho milhões de ideias para posts, só não me consigo sentar a escrever. As ideias enrolam-se umas nas outras, assim como a minha língua se enrola quando tento falar por vezes... 

Não está fácil, mas hoje é dia sim, e será um dia para nós! Estou feliz por it matar saudades, embora sempre tenha mostrado esta minha relutância nestes dias. O R. sabe que a meio da semana vai ao pai ou à mãe. O pai M. sabe que a meio da semana janta com ele ou janto eu com o R. Eu também sei disso. Mas sei também que me custa ainda mais vê-lo ir-se embora. Sabe bem matar saudades, mas tira-me o ar vê-lo ir-se embora 2 vezes na mesma semana.

Disse que teria novidades, mas a vida dá tantas voltas que acabei por ficar no mesmo sitio, e sem novidades nenhumas. Se surgirem, aqui vos contarei. Por hoje, ficamos assim...

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Friday, May 23, 2014

[há dias assim] e a saga contínua...

Estou novamente em casa. O mesmo de sempre, e do qual falarei apenas a seu devido tempo. O diferente é que estou acompanhada. Eu e o príncipe R. estamos em casa a tratar as nossas maleitas. Está xoxo, mas sem febre. Não quer comer e está a ser difícil manter-lhe alguma coisa na barriga. A criança não é fã de papa, mas é a única coisa que estou a conseguir que coma (contrariado) e que não saia logo de seguida. Neste momento tem mais energia. Fizemos uma sesta prolongada e reconfortante agarrados um ao outro. Como eu é bom senti-lo assim tão perto. Vamos ver como corre o resto do dia, embora lá se espere um fim de semana em casa para recuperar totalmente.



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Sunday, May 18, 2014

[há dias assim] não, não fugi!

Pois não. Eu não fugi! Também não desisti de escrever, nem perdi a inspiração. Foi-se foi o tempo livre. Voltei ao trabalho (mais ou menos). Estamos em semana não, mas por aqui há sempre que fazer. Seja como for, tenho muito para escrever, e só espero esta semana conseguir por no blog aquilo que me tem andado a passar na cabeça. Ah, e espero trazer-vos novidades em breve... Logo verão.




Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, April 28, 2014

[há dias assim] hoje farias anos...

Sem muito para dizer, relembro só este post. Diz muita coisa. Fica muito ainda por dizer. Mas a semana, o dia, o mês, estão a ser demasiado cansativos. O meu pai hoje faria anos... É isso apenas! Perdoem-me por não escrever, mas nem para escrever tenho vontade.


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, April 16, 2014

[há dias assim] de coração apertado

Estou de coração apertado, a desejar com todas as minhas forças que tudo corra bem a uma amiga querida. Uma amiga que não conheço a fundo, mas que me apoia e tem apoiado sempre. Uma amiga que comigo partilha uma doença, e por isso sabe o que sinto diariamente. Uma amiga que comigo partilha uma vida cheia de muitos altos e baixos (mais baixos que altos) mas que continua com um sorriso. Uma amiga que a vida resolveu colocar-me à frente e que eu estou feliz por isso. É nas adversidades que se reconhecem os amigos. Estou de coração apertado porque sei que ela também o está. 

Um beijinho cheio de força e um xi-coração apertadinho, para ti minha querida Nélia.


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Tuesday, April 15, 2014

[há dias assim] viver com fibromialgia

Hoje deveria estar acompanhada. Continuam as férias da Páscoa, mas deixei-o a divertir-se na casa do pai. Sei que também gosta. E eu cá estou, com as minhas mazelas, que parece que apertam mais quando a saudade aumenta.

Quando me começaram a falar na possibilidade de ter fibromialgia, comecei a pesquisar e realmente muita coisa se encaixava. Coisas que tenho desde sempre e que nunca tiveram uma explicação muito certa, mas que passaram a fazer sentido. Sei que muitos não estão familiarizados com a doença, e não percebem como é que as pessoas parecem bem, mas dizem estar doentes. Infelizmente, ouvi muitas vezes "que me fazia de doente", porque não percebiam ou não queriam perceber. Muitas vezes perguntam-me como estou e até já falei disso aqui no blog.

O que acontece é que um fibromiálgico sofre várias perturbações que se manifestam devido a anormalidades bioquimicas e metabólicas que envolvem o sistema nervoso central, neuroendócrino e musculo-esquelético e causam forte impacto na rotina do paciente. O que é que isto significa? Significa que os fibromiálgicos, além dos sintomas comuns de dor, fadiga e sono não reparador, infelizmente, têm dezenas de outras indisposições ao mesmo tempo, e que nada têm a ver umas com outras.

Posso dar-vos um exemplo que me acontece com frequência:
As dores, tenho-as sempre, mesmo medicada. São dores nos pulsos, nas costas, no pescoço ou nos tornozelos.
A dificuldade em dormir (ou descansar durante o sono) é frequente, quase diária, havendo um ou outro dia que finalmente consigo mesmo descansar. Mas com rotinas alteradas, dando-me sono de manhã ou de tarde, e à noite, sempre sem vontade de dormir (e não, não durmo a sesta).
Depois tenho outros sintomas, por exemplo, sensações frequentes de frio ou calor, ou seja, tanto estou a tremer de frio tapada com 20 (exagero) mantas, como me estou a destapar e a tirar as mantas e as meias e os casacos e a soprar de calor, num espaço de 10 minutos. 
A sensação de boca seca (e no meu caso, estupidamente agravado a garganta seca) provocando dificuldade em falar muitas vezes, e rouquidão. Em situações de stress, esta dificuldade aumenta, devendo andar sempre munida de uma garrafa de água.
A sensação de queimadura ou a dor apenas ao toque. Muitas vezes, basta a roupa "roçar" num determinado ponto onde me sinto a queimar e dói. Dói muito, como se estivesse mesmo a arder naquele sitio em especifico.

E depois há tantas outras coisas... Como já disse, vou falar aqui desta doença porque embora seja mais comum do que pensamos, ainda não há muita informação. Quem sabe, não chego a alguém que esteja a passar pelas mesmas dificuldades. Atenção que andei (e ando) mais de 2 anos em médicos, em especialidades diferentes, em exames e análises, terapias e fisioterapias, até chegar a uma conclusão. A esta conclusão de que a doença que tenho não se manifesta em qualquer análise ou exame. É um diagnóstico feito por exclusão das outras doenças. Não é um diagnóstico fácil, e foi preciso andar de médico em médico até realmente chegar à doença.



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, April 10, 2014

[há dias assim] cansativos, mas tão bons

Continuamos a nossa semana de férias em casa. Passamos o dia de pijama, a brincar e a fazer actividades preparadas aqui pela idiota. Esta cria cansa mesmo muito! Não percebo como tem energia das 8:30 às 22:30 (horário alargado de férias). Eu ando praqui quase a rastejar e ele fresco como uma alface. O dia começa cedo, normalmente com bonecos na televisão ou no computador, enquanto toma o pequeno almoço. Seguem-se as actividades lúdicas, tipo pintar ou fazer puzzles que duram algum tempo. Às vezes só dou conta que tenho que ir fazer o almoço já em cima das 13:00. Confesso que me sabia bem se ele brincasse uma horinha sozinho sem me chamar, mas isso é impossível. A não ser que esteja a fazer muita asneirada, mas normalmente a asneirada é feita com sons altos e gritos e gargalhadas. Esta coisa de ser mãe não é fácil, mas eu sinto-me mesmo bem nesta posição. Não me importaria de ser uma stay-at-home mum se não me fizesse falta um ordenado. Claro que a escola faz bem, e eles aprendem muito e brincam com outras crianças. É giríssimo ver o que vão aprendendo, mesmo só quando estão a prestar atenção à maneira como alguém desenha. É no duche que ele gosta de me mostrar todas as letras que sabe. Desenha-as no vidro, e fá-lo muito bem. No outro dia estava excitadissimo por saber fazer um ponto de interrogação. Fizemos também uns coelhos de Páscoa com rolos de papel higiénico. Ficou feliz e andou a brincar com eles. Ele gosta mesmo destas coisas, como a mãe. Mas não sou fanática das artes. Acho que há tempo para tudo. Na terça feira fomos ver o rio. Ele diz que gosta muito da paisagem e ficou a admirar a água, os peixes e os barcos. É uma criança muito observadora. Também há tempo de jogar consola aos bocadinhos, ou fazer lutas de beijos (as únicas lutas que gosto de incentivar). É pena o tempo estar xoxo. Ontem saímos para ir ao parque e começou a chover. Ainda há muitas actividades para experimentarmos e coisas para aprendermos. É incrível que se porte muito melhor quando estamos sozinhos. Quando o R. grande chega, parece que passou cá um furacão. Tenho cá para mim que é uma questão de chamar a atenção. Vamos continuar as nossas férias, provavelmente vamos até prolongar mais uma semana sim, o que me deixa super feliz. Os dias são cansativos. Muito mesmo. Depois de o pôr na cama, começo a ficar com os olhos pesadíssimos. Mas sabe tão bem.

Talvez o próximo projecto?


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Tuesday, April 8, 2014

[há dias assim] cheios de amor, baba e xi corações apertados

Estamos em semana sim. A segunda consecutiva, e que me enche de sorrisos e cansaço. Estamos de férias, o que significa que estamos os dois juntos, 24 sobre 24. É cansativo, oh Deus se é! Mas sabe tão bem aquele abraço apertado e aqueles beijos cheios de baba. Preparei-me antecipadamente para esta semana, pesquisando no Pinterest tudo o que é actividades giras para fazer com os putos. Tivemos sorte, e está bom tempo o que permite ida aos parques aqui da urbanização. Mas o cachopo prefere ficar em casa a curtir os pincéis e as tintas. Ontem pintámos pedras da praia que estavam guardadas religiosamente desde o verão passado (algo a que o R. grande chama de tralha acumulada) e fizemos um desenho a pincel, jogámos consola (durante 10minutos, porque ele farta-se rápido), rasgamos papel para uma actividade futura, vimos fotografias da nossa viagem de sonho. Tomou um banho longo, com direito a brincadeira, algo que nos dias de escola não acontece. Ficou acordado até mais tarde, porque sim, o que também não acontece nos dias de escola. Estivemos só os dois. Almoçámos e jantámos a dois. Ajudou-me, como sempre, a pôr e triar a mesa. Limpámos a varanda para hoje podermos ir lá para fora. Deitei-o e ainda tive tempo de recolher roupa, estender outra que tal, fazer uma máquina de roupa e outra de loiça, e pintar duas coisinhas que tinham ficado a meio, por causa de pedidos do reguila. Já de madrugada, deitei-o na minha cama, como ele pediu. Soube tão bem aquele bracinho pequenino em cima de mim. Hoje volta tudo ao normal, e seremos 3 outra vez. Mas faz bem "namorar" só a dois com os nossos meninos. Estou cansada. Muito cansada. Qualquer pessoa ficaria se chamassem por ela de 2 em 2 minutos durante 13 horas seguidas. E se ele esperar 2 minutos para voltar a chamar é muito... 



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Saturday, April 5, 2014

[há dias assim] o acordo do poder paternal

Quem leu este post, saberá do que estou a falar. Nesse dia, tomei a decisão de aceitar o estúpido do acordo de regulação de poder paternal. Aceitei a igualdade parental. A assistente social fez um excelente trabalho a confundir aquilo que eu penso e acredito. Saí de lá com a sensação de que estava a ser egoísta. Com a sensação de que o melhor para o R. era continuar a viver semana sim, semana não comigo. Com a sensação de que lhe estaria a provocar instabilidade em vez de estabilidade. Assinei um acordo que vai manter tudo exactamente igual ao que tem sido vivido nos últimos 3 anos, e no qual eu não acredito desde o primeiro minuto. Assinei-o porque sabia que seria isso que a assistente social iria escrever no relatório dela. Assinei-o porque ela fez-me pensar que o meu problema com isto tudo eram as minhas saudades e não o bem estar do meu filho.

Hoje, o acordo deverá estar assinado por mim, pelo M. e pelas duas advogadas que não tiveram papel absolutamente nenhum neste teatro. O acordo deverá estar numa qualquer pilha de papel, provavelmente acordos e desacordos, num qualquer edifício à espera da homologação de um qualquer juiz que, tal como as advogadas, não teve qualquer papel nesta história. Hoje, eu deixei de estar confusa e voltei à fase inicial, em que penso que esta vida semanal não é de todo boa para qualquer um de nós. No entanto, terei que viver com o peso da minha decisão para o resto da vida.

O que a assistente social defendeu foi que o R. tinha tudo! Tinha uma vida fantástica, uns pais fantásticos e estes pais fantásticos tinham o dom da comunicação, coisa rara em separações. Se estes pais têm o dom da comunicação, saberão resolver todas as divergências conversando. Saberão dizer um ao outro aquilo que não concordam e chegar a um acordo sobre o que é ou não favorável para o R. Estes pais fantásticos saberão acatar o que o outro diz, se acreditarem que realmente o outro tem razão. O problema é que os pais fantásticos são óptimos a comunicar, mas do comunicar ao fazer está um abismo que tem que ser atravessado, passo a passo, por uma ponte de cordas estreita que abana a cada conversa, e ao mínimo deslize pode provocar a queda nesse tal abismo. Entre o comunicar e o fazer, existe ainda um tentar, palavra que já vos disse que não gosto, mas que, pelo menos, implica uma intenção. Por vezes sinto que nem intenção de fazer o que lhe peço o M. tem. Diz-me que sim, como quem fala com os malucos, mas as coisas não passam do mesmo.

O que a assistente social pensa é que essas coisas das quais eu confesso que são mesquinhas, mas no fundo tão importantes, podem ser resolvidas através da comunicação. O que ela não percebeu foi que eu já tentei tantas vezes comunicar, e ouvi tantas vez um "sim, vou tentar", "sim, vou fazer", mas nunca chegou mesmo a fazê-lo.

Por exemplo, a questão da sopa. Desde muito pequeno que o R. não come sopa em casa do pai. Desde muito cedo que digo ao M.que é importante. Desculpem-me, mas não é preciso ter um mestrado para saber que os legumes e as hortaliças fazem bem a uma criança em crescimento. É senso comum. Uma coisa é nós não gostarmos de comer legumes e hortaliças. Aí não somos capazes de dar o exemplo. Mas se sabemos que faz bem ao crescimento da criança, damos-lhe sopa! Até comemos a sopa para servir de exemplo. A sopa faz bem! Então porque raio é que o meu filho só come sopa ao jantar semana sim, semana não? Porque o pai não gosta de sopa e defende-se dizendo que é mais importante variar entre a carne e o peixe. Bolas M. achas mesmo que comer sopa não é importante? Custa assim tanto por meia dúzia de legumes dentro duma panela e depois passá-los? Ou o problema será a "birra" que vais ouvir do teu filho porque lhe criaste o hábito de não comer sopa? Eu sei que tu me lês M. Tu disseste-me! Já falamos tantas vezes sobre isto. Custa assim tanto? Não te esqueças nunca que os nossos filhos são o nosso espelho! Então temos que dar o exemplo.



São estas pequenas coisas, mesmo pequenas, que me fazem pensar que a escolha de assinar o acordo não foi certa. Por outro lado, encho-me de teorias que sustentem a igualdade parental para me defender desta decisão. Não sei o que está certo. Não sei se era egoísmo ou não quere-lo sempre aqui. Sei que o M. é o pai, e que ter um pai presente é importante. Mas ter uma mãe sempre por perto também é. Espero que o meu filho acredite que sempre tentei fazer aquilo que achava melhor para ele. Acho até possível que ele me venha a agradecer por ter sempre permitido esta vivência com o pai M. mas provavelmente vai achar que não lutei o suficiente para ficar com ele só para mim. Se assim for, espero que me perdoe. Deixei de lutar por achar que estava a fazer o certo. E agora já não sei se o certo está certo.

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, April 2, 2014

[há dias assim] step into my shoes - parte ii

Ontem, quando pedi para pararem de me perguntar como estou não quis de maneira nenhuma parecer mal agradecida. Eu agradeço o facto de se preocuparem comigo. Mas eu não sou uma coitadinha, nem quero ser. Não quero que as pessoas olhem para mim com pena. Eu sou o que sou. Aceitei a doença e tornei-a pública porque senti necessidade de explicar o porquê de estar tanto tempo sem trabalhar. Não que as pessoas tenham alguma coisa a ver com isso. Só quem partilha comigo a vida é que tem que estar informado. Mas ele está. É o único que sabe das minhas dores. Não sabe de todas, nem de metade. Não quero que viva as minhas dores. Não quero que ninguém as viva. Por isso quando me perguntarem como estou levam com um "Estou bem, vou andando, uns dias melhores que outros", independentemente daquilo que sinto.

Ontem, quando disse que não iam entender, tinha razão. Como se entende algo que não aparece em qualquer exame médico, algo que não nos faz parecer doentes? É que não é nada fácil explicar. No meu caso, nem sequer sei quando comecei a ter fibromialgia. Como ou porquê apareceu. Tenho umas ideias, depois das pesquisas que fui fazendo. Pesquisei muito e nem eu própria entendo bem. Contínuo sempre a pesquisar, e talvez comece a partilhar aquilo que vou aprendendo aqui. Pode ser que torne mais fácil perceber porque não quero tanta pergunta. 


É mais ou menos isto!
Se me vires na rua, não saberás nunca que tenho uma doença crónica. Se souberes da minha vida, nunca acreditarás que tenho dores. Se trabalhares comigo, não ouvirás as minhas queixas. As aparências iludem, já dizia o velho ditado. 

Ontem, talvez tenha soado mal, mas espero que me entendam. Obrigada <3

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Tuesday, April 1, 2014

[há dias assim] step into my shoes

Disse à minha psicóloga que apesar de ter fibromialgia, iria fazer uma vida normal, agora que já estava medicada, e que tudo ia correr bem. Ela respondeu-me que eu nunca iria ter uma vida normal, e que ia ser muito difícil fazer o meu dia-a-dia. Disse-me que tinha tido pacientes com fibromialgia e que era muito complicado. Não acreditei. No outro dia, enquanto varria o chão lembrei-me dela. É que bastou varrer o chão da casa toda, para me sentir na merda logo a seguir. Mas eu tenho a mania de que sou a super-mulher, e quando me chega um daqueles picos de energia, toca de fazer tudo o que consigo até não conseguir mais.

Se são meus amigos, se me conhecem bem e se se preocupam, não me perguntem como estou. Não queiram saber pormenores da minha doença ou do meu dia-a-dia. Não questionem se estou melhor ou se acordei sem dores. Eu não quero falar sobre como me sinto, porque na maior parte dos dias, eu já nem sinto. Quando quero falar, quando me apetece deitar cá para fora, eu deito, mas parem de fazer perguntas, porque na realidade, nem sequer iam entender.


Estou determinada a não me dar por vencida, mas tem dias que por mais vontade que tenha, até levantar da cama custa...

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Friday, March 28, 2014

[há dias assim] é assim a vida!

As pessoas surpreendem-nos. Outras desiludem-nos. É assim a vida! Desiludida, mas também muito surpreendida! O saldo acaba por ser positivo no fim do dia...

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, March 27, 2014

[há dias assim] ... uma estrelinha que brilha!

Hoje, uma estrelinha faria anos se estivesse junto de nós. Estaria muito velhinha. Mesmo muito velhinha! A minha bisavó era uma velhota cheia de genica. Sem medos! Forte! Mãe de 3 filhos, sozinha! Ficou sem a mais nova cedo demais. Recuperou. Viveu tudo o que tinha para viver. Aproveitou mais que a maioria das pessoas. Viajou. Conheceu pessoas e lugares. Deu-nos cabo da cabeça. Era independente. Fazia o que queria. Era a minha bisavó favorita (as outras que me desculpem). A minha avó Ângela era um exemplo de mulher! Lembro-me muito dela. Aprendi imenso. A bordar. E a estender massa para rissóis ou azevias. A minha bisavó fazia isso tudo e muito mais. Tinha mau feitio. Acho que somos parecidas! Acho que também herdei dela muita coisa. Não sei quantos anos faria, mas sei que seriam muitos. E esta estrelinha hoje brilha com mais força. Que todos consigamos ser feliz como ela era, e chegar onde ela chegou, com a saúde e discernimento que teve quase até ao fim da sua vida.




Aquele beijo,
*muah*
Ana

Tuesday, March 25, 2014

[há dias assim] it takes a big heart to help shape little minds

Sempre disseram que o meu irmão era igual ao meu pai. Sempre disseram que eu, pelo contrário, era mais parecida com a minha mãe. Se fisicamente não podemos negar as semelhanças, cada vez mais acho que o meu irmão está a ficar igual à minha mãe, e eu, cada vez mais acho que tenho um bocadinho do meu pai em mim. O meu coração tornou-se maior, e o do meu irmão mais rancoroso. 




Deixava-me triste ser só assemelhada à minha mãe. Ela é a melhor do mundo, mas também o meu pai era o melhor do mundo. E o meu irmão sempre foi "igual ao pai". Queria ter algo que me aproximasse dele também. Descobri que afinal tenho uma coisa que me aproxima mesmo dele. O coração.

Espero que ninguém se chateie com o que acabei de dizer! E é tudo, por hoje...

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, March 19, 2014

[há dias assim] Sorrir... sempre!

E passo só para dizer que ontem começou mais uma semana não. Não fosse o sol que se faz ver e diria que não iria ser uma semana nada boa. Desde a semana passada que, entre dores de cabeça, dores dos pulsos e tornozelos, e valentes más disposições, não me sobre grande inspiração para escrever... Resta esperar que o sol fique e o resto passe rápido!

A cabeça continua a fervilhar de ideias. Veremos no que dá. Seja pintura ou escrita, ou quem sabe algo diferente, prometo que algo irá surgir. 

E embora nem tudo seja como desejamos, o importante é manter o sorriso! Sorriam, aproveitem as coisas boas da vida e sejam felizes :)



Ah e amanhã é o dia da Felicidade <3

Aquele beijo,
*muah*
Ana

[há dias assim] dia do pai

Hoje é dia do Pai. 

Posso-vos garantir que grande parte das publicações hoje, no facebook ou blogs ou seja onde for, serão para desejar um feliz dia aos pais. Este post, será em tudo semelhante a muitos outros posts, porque sei que não estou sozinha. 

Eu não gosto deste dia. Tenho um pai, mas não o posso abraçar. Ele partiu para outro lugar, e agora já não volta. Acredito que seja um lugar melhor e que ele esteja confortável, mas também não o quero visitar ainda. Posso dizer-lhe que o amo, mas não usam telefones lá no céu e não irei ter qualquer resposta.

Também já não tenho avôs, e o pai do meu filho também não me "pertence". Portanto, para mim, este dia é um dia triste. Quero voltar a ter um dia do pai feliz, tornando o homem que me atura diariamente em pai de uma qualquer cria, mas para isso ainda faltará algum tempo... Até lá, vou continuar a não gostar deste dia, porque queria muito poder abraçar o meu pai e não posso.

O meu pai partiu em 2010. Perdi o meu rei para aquela estúpida doença, e em 3 semanas o meu mundo desabou. É que o meu pai era um pai fantástico. Já aqui disse mas repito, não conheci ninguém com um coração como o dele. Era daquelas pessoas que dava sempre qualquer coisa a quem estava a pedir, e não sabia dizer que não. Lembro-me do meu pai divertido, com uma gargalhada típica e irritante, mas que nos fazia rir também. Era sério e responsável e foi com ele que aprendi as noções do certo e errado, do justo e injusto. Tornei-me responsável e trabalhadora graças a ele. Lembro-me quando lhe dava para dançar ou cantar e morríamos de riso lá em casa. Não aguentava bem a bebida, e um copinho a mais e tínhamos dança de certeza. Era a pessoa que eu mais queria que se orgulhasse de mim. Era o meu maior apoio e ajudou-me sempre que precisei. Não foram poucas as vezes...

Quando o meu pai partiu chorei muito. Ainda choro. Ainda me faz muita falta. Queria que ele me tivesse visto feliz, mas ainda bem que não esteve cá quando o meu mundo voltou a tremer. Teria sofrido ainda mais do que eu. Queria que me tivesse levado ao altar, porque sei que iria sentir-se inchado de orgulho. Queria que visse o neto crescer. Queria tanto mas tanto que visse o neto crescer. Porque ele adorava o R. e iria adorar ainda mais. Porque era um excelente pai e ainda melhor avô. Porque iria ser alguém que o R. iria admirar. Faço questão que o R. saiba quem era o avô. E ele sabe. Reconhece-o nas fotos e sabe que está no céu. E fala como se se lembrasse mesmo. Mas só tinha 6 meses...




Hoje não tenho a quem dar um presente do "dia do pai". Nunca mais terei, mas o meu pai deixou-me tudo o que tenho e tudo o que sou, que era tudo o que ele me podia deixar. 

Amo-te papi, onde quer que estejas.

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, March 12, 2014

[há dias assim] com quantas letras se escreve A.M.O.R.?

Ontem pediram-me para descrever o meu filho. Logo eu, que tenho o melhor filho do Mundo, teria com certeza, muito para falar sobre ele. Mas não tive! Para além de um "é envergonhado, brincalhão e muito carinhoso", faltaram-me as palavras. Ser comunicadora é o meu trabalho, no entanto sempre me saí melhor na escrita.

Sabem aquelas pessoas que dizem tudo da boca para fora? Sou assim, se me derem um papel e uma caneta. Sou assim, se me puserem um computador à frente. Sai tudo do coração para as letras. Mas expressá-lo oralmente não é para mim. Nunca foi. A emoção impede-me sempre de falar das coisas, boas ou más. E depois os olhos enchem-se de lágrimas, e às tantas estou a chorar à frente de uma qualquer desconhecida que só queria que descrevesses a criança com quem vivo à 4 anos, sem eu saber porquê. Muito possivelmente não causei boa impressão. A ideia de mulher forte e independente que teimo em querer transmitir, ficou certamente à quem do esperado. 

Mas eu sei descrever o meu filho. Sei, porque sou eu quem o conhece melhor. Sei o quanto gosta de puré, e como adora morangos. Sei que é sensível e amoroso. Sei que é tão crescido quanto é bebé. Sei que gosta de coca-cola, mas que sabe que não lha dou. Sei que não gosta de comida verde, mas adora a sopa da mãe. Sei que não adormece a ver televisão. Sei que todos os dias me pede que lhe cante. Sei que gosta de massagens. Sei que é inteligente e curioso. Sei que gosta de fazer contas e exercícios. Sei que não gosta de falar do que o magoa. Sei que gosta de todas as pessoas, sem excepções e fica desiludido se achar que não gostam dele. Sei que é um rapaz, e que está na fase das lutas. Sei que chama "cara de sanita" aos colegas, e sei que me prometeu que não voltava a fazê-lo. Sei que dorme com vários peluches à volta dele, incluindo o Flint. Sei que tem ciúmes do R. grande. Sei que o que mais gosta de fazer é estar comigo. Sei que tem cócegas. Sei que dá as melhores gargalhadas que alguma vez ouvi. Sei que é fácil pô-lo a rir. Sei que a cor favorita dele é o laranja. Sei que gosta de ter visitas. Sei tanto sobre o meu filho... e não soube dizer nada.

Terei dado muito provavelmente uma ideia errada! A ideia de que não o conheço! Mas há coisas que não se explicam. Sentem-se. E o que eu sinto por esta criatura é tão grande que não cabe em palavras. Se um "amo-te" todos os dias é pouco, como é que poderia explicar quem ele é em meia dúzia de palavras?

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, March 10, 2014

[há dias assim] aceitam-se sugestões!

Semana sim! Começou mais tarde, por causa duns ajustes que fizemos. Domingo depois de almoço o meu piolho volta para casa. Cheio de energia e saudade de tudo o que lhe pertence: o quarto, os brinquedos e a mãe. "Já tinhas saudades, não tinhas?" diz o R. grande quando o pequeno me chama pela nonagésima vez. Sim, tinha saudades até de quando ele se torna tão chato e me chama de 2 em 2 minutos. Tinha saudades de não conseguir ir à casa de banho sozinha, sem alguém me chamar. Tinha saudades de acordar a meio da noite 20 vezes e ir tapa-lo ou ver se está bem. Tinha saudades de correr atrás dele quando ele foge para não ir para a cama. Tinha tantas saudades... 

Fomos ao parque. Estivemos lá um bocado, depois fomos a outro parque e estivemos lá mais um bocado. É o que dá termos 2 parques ao pé de casa. De mão dada, os dois a conversar pelo caminho. O tempo estava bom, sem sol mas sem frio nem chuva. Fartamos-nos de brincar. Juro que às vezes penso no que as pessoas pensam de mim, assim. Mas a imaginação desta criança leva-me com ela para o mundo da fantasia. Ele disse que eu era a Cinderela, e eu gostei que mais uma vez me comparasse a uma princesa. Ele ia-me salvar, e em pleno parque, com mais mães, pais e crianças, eu fingi que tinha perdido um sapato e precisava de ajuda para o encontrar. O importante é divertirmo-nos, certo?

Gosto dos fins de semana de sol na companhia dele. Confesso que odeio parques! Demasiadas mães/pais à minha volta. Vou, porque o R. adora e porque lhe faz bem. Mas gostava de ter ideias para mais saídas nestes dias de sol. Iremos com certeza à praia um dia destes, apanhar conchas e pedras, e sol na cara! O parque continuará a ser opção. Mas se tiverem mais sugestões, eu aceito-as! Vá, ajudem esta mãe que quer passar dias de sol divertidos com a sua cria.


Fico à espera das sugestões.

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Friday, March 7, 2014

[há dias assim] Life is better... with SUN!

Estamos em semana não. O R. passou a segunda feira comigo e fomos passear, mas ao fim do dia o pai veio buscá-lo. Pensei que esta semana seria mais fácil a separação porque são menos dias, mas bolas, dói na mesma. E dói tanto. Cada vez mais o R. é o meu melhor amigo e companheiro. Tomámos um pequeno almoço fantástico juntos. Ele gosta de tomar o pequeno almoço a ver bonecos ou agarrado ao computador, e eu costumo deixar porque me dá tempo de arrumar tudo o resto, mas hoje requisitei a companhia dele e  foi bastante divertido. Depois ajudou-me a arrumar a cozinha e pediu-me que brincasse um bocadinho aos piratas. Cedi. Atrasá-mo-nos para o almoço, mas valeu a pena. A mesma vontade de chorar que tenho às sextas feiras, quando ele foi embora ao fim do dia.

Tenho-me mantido ocupada (não fosse a mãe e o mano estarem em casa) e isso faz com que o tempo passe mais depressa. Também me mantém com melhor humor e consigo sorrir. Mas hoje (era quarta feira, mas não publiquei o post como pretendia) acordei com uma maldita dor de cabeça que me tirou todo o bom humor que ainda existisse.

Tenho estas dores de cabeça desde os meus 18 anos. Sofri bastante nessa altura, pois não estava habituada a lidar com a dor. Na quarta feira, nem o quarto escuro e o silêncio funcionavam. Pensei que fosse falta de hidratos de carbono, e fui até à cozinha. Comi e bebi café, que normalmente também ajuda. Tomei mais um comprimido... Dos 14 comprimidos que tomo diariamente, nenhum me tira as malditas dores de cabeça. Já estava a desesperar por esta altura, pois tinha usado quase todos os meus trunfos contra a maldita! Enfiei-me debaixo da água a ferver. A companhia da água e do gás devem achar-me uma óptima cliente, pois o duche quente tem sido o meu melhor amigo ultimamente. Tomei um banho longo, com a água a cair ora nas costas ora na cabeça... Tinha um encontro importante ao qual não ia faltar. Melhorei um pouco, o que me deixou capaz de almoçar com uma amiga e lanchar com outra. Mas de regresso a casa, parece que tudo se complicou.

Ando pouco inspirada para escrever, até para me sentar ao computador, por causa das dores de cabeça. Como o sol se fez ver, decidi pegar no caderno e escrever sentada na varanda. O sol faz-me bem! Quer dizer, faz a todas as pessoas, mas a mim em particular, alimenta-me a alma. Sinto-me tão mais feliz quando está sol... Talvez porque tenho menos dores e fico menos rabugenta. Mas sim, o sol faz-me bem. Ando mortinha para que chegue definitivamente o bom tempo. Já não aguento ver botas à frente! Quero calçar chinelos de enfiar no dedo... Sol, não te atrevas a voltar a abandonar-nos! Precisamos de ti.



Eu também prometo voltar com muitas linhas para vocês lerem. O caderno tem muita coisa escrevinhada. Coisas antigas. Coisas novas. Coisas que não interessam. E coisas que ao reler me fizeram sorrir.

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Friday, February 28, 2014

[há dias assim] Papa Medos - parte ii

Se leram este post, sabem do que falo. 

Não sei se foi ou não do Flint estar ao lado dele, mas a verdade é que as noites desta semana foram todas muito calmas, sem que me chamasse um bilião de vezes (só me chamou uma vez por noite, ainda eu estava a pé, e sempre para pedir ou xixi ou água) e sem ranger os dentes ou falar alto a sonhar como fazia quase sempre. 

Não sei se o medo do escuro e dos monstros foi ou não ultrapassado, mas a verdade é que esta semana ele não falou em monstros, e embora continue relutante em entrar em quartos escuros, já não demonstra o pânico que demonstrava.

Vou acreditar que a minha ideia teve um resultado positivo, mesmo sem termos efectuado o dito ritual de colocar um papel dentro da boca do Papa Medos. Talvez a ideia do boneco comer o medo dele tenha resultado. E eu estou feliz por ter comprado o Flint!

Imagem tirado do Facebook Português Oficial

Para quem desconhece, aconselho a visita ao Facebook dos Sorgenfresser, pois existem vários bonecos, cada uma mais original que o outro. Vejam também o video de apresentação! Muito giro!

Aquele beijo,
*muah*
Ana