Monday, March 27, 2017

[há dias assim] já não sofro sozinha

Desde o inicio do ano escolar que o R. anda na natação. Uma decisão minha, e por isso, sou eu que me encarrego de tudo, mesmo em semanas não. Assim, nas semanas não, vejo-o na mesma às terças e quintas feiras. Vou buscá-lo à escola, levo-o à natação, vejo a aula de longe, vou buscá-lo à piscina, enrolo-o na toalha e levo-o para os balneários onde lhe dou banho (ele toma banho sozinho, mas supervisiono). Conseguimos conversar um bocadinho, embora os diálogos em semana não corram sempre um bocadinho para o mal, mas fico a saber como correu o dia, o que fez e o que aprendeu. Parece pouco, mas é bem melhor do que antes. Como é que eu sei?

A semana passada foi semana não e não fomos à natação (por razões várias, não importantes para o caso!). Estou a morrer de saudades. Parece uma eternidade! Parecem anos! Falámos ao telefone, mas não é a mesma coisa. Sobre a escola sei imenso (privilégios especiais!) mas não o sei por ele, não posso chateá-lo com "então e o que aprendeste hoje?" ou "com quem brincaste?". 

E o pior, agora, é que não já sofro sozinha. Tem sido terrível ver o quanto o V. tem sofrido. Desde agarrar-se às fotos do irmão, a pedir 37 vezes por dia para ir para o quarto do irmão, deitar-se na almofada dele e ficar ali sossegadinho durante 3 minutos (o que para ele é uma eternidade!), querer tudo o que é do irmão e agarrar-se com unhas e dentes e se lho tirarmos chorar, mas chorar a sério com lágrimas e soluços. Se vê uma luzinha por baixo da porta do quarto (que tenho que manter fechada se não estava lá sempre) corre para lá, encosta-se à porta e bate e chama pelo mano e espera que ele lhe abra a porta! Se houve barulho na escadas corre para a porta da rua e fica à espera que alguém chegue. É desesperante.

Para melhorar tenho ido brincar para o quarto do R. com aqueles brinquedos maiores e que não se partem com tanta facilidade. Mas ele também quer os livros e os legos, e depois tenho que o tirar de lá à força e temos mais um choro.

Amanhã é dia de natação e vamos matar as saudades! (Sim, vão ser duas semanas não, porque esteve cá quase três semanas seguidas, sem ir ao pai!) Vai ser só um bocadinho pequenino, mas vai ajudar.

Odeio as semanas não! Continuo a odiá-las. Vou odiá-las para sempre.

Aquele beijo,
Ana

Monday, January 23, 2017

[parentalidade] coisas a não esquecer

Há palavras que são mágicas. Que nos fazem sentir bem. Que nos melhoram o dia. Também há sorrisos, olhares e abraços. Mas as palavras... Sou suspeita porque para além de escrever adoro falar, mas acredito mesmo que há palavras que devem ser ditas.

Aos meus filhos, digo todos os dias que os amo. Acho importante saberem que são amados. O mais novo ainda não compreende, mas tenho a certeza que o sente. Ao mais velho, há essa e tantas outras coisas que acho importante dizer. Ele pode não ligar nenhuma na altura, e é um facto que isso acontece, mas na sua grande maioria ficam lá dentro e mais cedo ou mais tarde, há-de-se lembrar delas. 

Escusado será dizer que estou a falar obviamente de coisas positivas e não de "lava as mãos antes das refeições". Deixo-vos uma lista do que acho importante, do que digo e do que deveria dizer mais. Servirá também para mim, para não me esquecer nunca!

1. Amo-te (esta é óbvia)
2. Estou orgulhosa de ti
3. Eu compreendo-te
4. Estarei sempre disponível para te ouvir
5. Eu desculpo-te (aplicada a determinadas situações)
6. Fazes-me feliz
7. Adoro ser tua mãe
8. Obrigada
9. Desculpa-me (porque nós também erramos)
10. Tens razão (todos gostamos de ouvir isto, admitam!)

O que é que vocês acham importante dizer aos vossos filhos?

Aquele beijo,
Ana


Friday, January 20, 2017

[há dias assim] expectativas

O meu facebook pessoal partilhou comigo uma memória de 2011. Era isto:
"Ter expectativas é natural. O que não é saudável é ter sempre expectativas elevadas porque mais elevada for a expectativa, maior é a desilusão. E, para mim, desiludir-me é das piores coisas que me podem fazer. Embora quem, na realidade, provoca a desilusão sou eu própria por as pessoas não corresponderem às expectativas que crio delas…"

Não sei de onde retirei o texto na altura. De um blog qualquer que seguia na altura e que neste momento já não sigo - actualmente são raros os blogs que leio e são na maioria sobre parentalidade, decoração ou cozinha. Peço desculpa a quem escreveu, e caso me leia (ahaha a sério!?!?) se identifique.

A verdade é que aprendi a controlar esta coisa das expectativas, mas continuam num padrão ligeiramente mais elevado que o da maioria das pessoas. Não gosto de me contentar com pouco, portanto imagino logo tudo em grande. E isto acontece nas coisas pequenas, por exemplo, planear um fim de tarde. Imagino 30 mil coisas para fazer e no fim de contas fazemos uma a custo, porque eles querem é casa. E, se eu imagino um fim de semana em casa, de pijama a ver filmes e fazer bolos com eles, alguém chega e nos convida para algo e me troca as voltas. E lá vou eu, com a desilusão presa na garganta, porque não era isso que eu tinha planeado. Pela altura que partilhei isto, a desilusão não ficava presa em lado nenhum. Saía ou em forma de mau feitio, ou em forma de lágrimas. Era visível e confesso que um bocadinho triste. Já era adulta, controlar as emoções já devia estar aprendido por essa altura.

Ter passado por este processo de semana sim, semana não ajudou-me. Sempre vos disse que chorava todas as sextas feiras. Depois deixei de chorar e ficar só triste. Actualmente, o estado de espírito  é mais calmo. Tento aproveitar um bocadinho a paz. Já não choro. Aceito. Contínua a custar, e muito. Nunca me habituarei. Mas acho que sou uma pessoa mais calma, mais consciente e mais prática a resolver os meus sentimentos.

Tuesday, January 17, 2017

[ser feliz] 50 things to be happy about... parte 1

No outro dia encontrei esta imagem, acompanhada da legenda "Faça uma lista de todas as coisas que te fazem feliz nesse mundo louco que você possa consultar quando as coisas não estiverem indo bem". Achei que era um bom exercício, pararmos para pensar no que nos faz feliz. Vou fazer por partes. Hoje serão 20!


1. semanas sim
2. beijos dos meus filhos
3. ler um livro
4. lojas de tecidos
5. dançar
6. mergulhar na piscina
7. viajar
8. jantares de amigos
9. lençóis lavados
10. música
11. unhas arranjadas
12. beber um café
13. decorar bolos
14. o cheiro da roupa lavada
15. fotografia
16. o mar
17. sessões de cinema em casa
18. dormir até tarde
19. escrever
20. fazer listas

[continua]

Aquele beijo,
Ana

Saturday, January 14, 2017

[decor] baby girl

Em primeiro lugar, não! Não estou grávida. Também não estou a pensar nisso num futuro próximo, mas a vida dá muitas voltas. Também contínuo a dizer que gosto muito do meu mundo de meninos, e estou muito feliz nele.
Agora, antes de saber que o Vicente era um Vicente, viajei pelo mundo cor de rosa, pois havia 50% de hipóteses de poder ser menina. Fartei-me de pesquisar esquemas de cores que nos pudessem agradar (quer para menina, quer para menino) e imaginei várias formas de decorar o quarto de uma possível princesa da casa.
O engraçado é que tirando o cor de rosa, não fugi muito a este estilo no quarto do baby V.
Deixo-vos algumas das minhas inspirações, que, quem sabe, num futuro, ainda poderei usar. Se quiserem ver mais, espreitem o meu pinterest.


Aquele beijo,
Ana

Wednesday, January 11, 2017

[se eu fosse uma mãe cheia de estilo] e tivesse uma menina

Bem sei que vou dizendo que só quero rapazes e que, se for ao terceiro, não será à procura da menina. Talvez o pai queira, mas isso é a opinião dele. Eu gosto do meu mundo de rapazes. No entanto, não consigo não olhar para as roupas "cô de rosa", fofinhas, cheias de folhos e lacinhos. A minha mãe iria perder a cabeça (mais do que já faz!) a comprar roupinhas para a neta. Eu... eu, provavelmente também!
Deixo-vos com alguns looks que me deliciam. Se têm meninas, aproveitem a inspiração. Dá para perceber o meu fascínio por gorros?









Aquele beijo,
Ana

Sunday, January 8, 2017

33

Bem vindos 33.
Que este seja o meu ano! 2017, traz-me coisas boas!

Vamos lá celebrar a vida.



Aquele beijo,
Ana

Friday, January 6, 2017

Desejos para 2017 #06

#06
Que nos saibamos ouvir. Que nos saibamos respeitar. Que nos saibamos compreender e apoiar. Que possamos todos viver em paz. Que os sons que se oiçam sejam de paz, de calma, de amor. Que a música possa adoçar o mais amargo coração. Que a guerra deixe de existir. Que ninguém passe fome. Que o ódio seja das poucas coisas a entrar em extinção. Que todos possam viver em harmonia - brancos, pretos e amarelos, gordos, magros, altos ou baixos, cães, gatos e piriquitos, o avô, a mãe e o primo. Todos os serem vivos, em harmonia, com respeito por si e pelo próximo. Cliché? Sim, talvez! Mas cada vez mais importante.


 

Aquele beijo,
Ana

Thursday, January 5, 2017

Desejos para 2017 #05

#05
Que os meus filhos nunca duvidem do quanto os amo. Que nunca se esqueçam que são a minha vida. Que percebam que todas as escolhas que fazemos são para o bem deles. Que percebam que todas as escolhas que fazem lhes trazem consequências. Que compreendam o poder do abraço, do beijo, do obrigado, do desculpa e do gosto de ti. Que entendam que eu posso ficar triste com as atitudes deles, mas nunca deixarei de os amar. Que saibam distinguir o bem do mal, o certo do errado, o justo do injusto. Que saibam aplicar na vida aquilo que eu tento todos os dias ensinar-lhes. Que sejam crianças felizes. Que sejam adultos felizes. Que sejam educados, responsáveis, bem sucedidos e realizados. Que nunca se esqueçam que a mãe está sempre com eles, mesmo quando não está. Que a mãe será sempre primeiro a mãe, mas também será sempre a melhor amiga. Que podem confiar na mãe, e que a mãe terá sempre uma solução para os problemas deles, mesmo que seja só um abraço para os fazer sentir melhor. Que os meus filhos saibam que nunca estarão sozinhos no mundo, porque eu vou estar sempre com eles.


Aquele beijo,
Ana

PS - Desejo muito pessoal, e embora dedicado aos dois, muito pensado para o meu mais velho. Conseguir que ele saiba que estou sempre com ele, mesmo em semana não, é muito muito importante.

Wednesday, January 4, 2017

Desejos para 2017 #04

#04
Desejos para 2017: Que a força nunca nos falte para lutarmos pelo que queremos. Que os dias menos bons não nos façam perder a esperança. Que possamos fazer aquilo que sonhamos, que gostamos, que queremos. Que ninguém nos impeça de sonhar, de querer e de lutar. Que a energia positiva esteja sempre presente e que as más vibrações não nos afastem do nosso caminho.
PS - Se ainda não conhecem, passem pela minha página e deixem a vossa contribuição para a realização deste desejo em particular. Façam LIKE, partilhem, encomendem!

Aquele beijo,
Ana

Tuesday, January 3, 2017

Desejos para 2017 #03

#03
Desejos para 2017: Que nunca nos falte saúde. A mim, aos meus, aos que não são meus mas são de outros. Que o sol brilhe e nos aqueça o coração, que a chuva caia e nos lave a alma. Que possamos apreciar cada momento, seja de sol ou de chuva, cheios de saúde.


Aquele beijo,
Ana

Monday, January 2, 2017

Desejos para 2017 #02

#02
Que sejamos sempre assim, os 4 (ou quem sabe mais que 4, no futuro!). Felizes, amigos, companheiros. Que nos saibamos respeitar. Que possamos melhorar. Que tu Rui continues a aturar as minhas maluqueiras, e que continues a acompanhá-las. Que continues a saber rir de ti, de mim, de nós, comigo, connosco! Que continues a ser o super pai que és, porque preciso disso para ser a super mãe que sou. Que percebas o que me faz passar da marmita, e quando me passar da marmita não te passes também. Que abraces mais, beijes mais, compreendas mais. Que sejas feliz, porque só faremos os miúdos felizes se nós formos felizes.


Aquele beijo,
Ana

Sunday, January 1, 2017

Desejos para 2017 #01

#01
Que vocês caminhem sempre lado a lado, que estejam sempre lá um para o outro. Que saibam respeitar-se mutuamente, que saibam respeitar o espaço um do outro, que saibam partilhar. Que sejam os melhores amigos e confidentes, que se ajudem, se apoiem e se amem muito. Os meus filhos. A minha maior benção. A minha vida.



Aquele beijo,
Ana

Saturday, December 31, 2016

Desejos para 2017

Manda a tradição que à meia noite, ao soar das 12 badaladas, pegues em 12 passas e peças 12 desejos. Deves fazer isto em cima duma cadeira, com uma nota na mão, ao pé coxinho, com uma taça de champagne na outra para brindar com a família e/ou amigos, que deves beijar e desejar um bom ano. Com certeza que existem mais coisas "a fazer" naqueles 12 segundos que contamos de forma decrescente com a boca cheia de passas e batemos as panelas à varanda, e festejamos.

Este ano vou esquecer a cadeira, o pé coxinho, as notas, e os desejos. Só não esqueço as passas porque até gosto de as comer. Vou pegar no meu mais novo ao colo, agarrar-me ao meu mais velho, contar de 12 até 0, pôr as passas todas de uma vez na boca, e dar-lhes um mega beijo. Depois vou dar um beijo ao homem que me atura 365/366 dias por ano, dar um golo no champagne e ver o fogo de artificio com os miúdos.

Vou guardar os desejos para depois, com calma, para que o universo preste atenção aos meus pedidos. Todos ao mesmo tempo, enquanto se ouvem os foguetes deve ser uma grande complicação, e assim, devagarinho, um por dia, vou debitando os meus. Ainda não decidi se tenho 12 desejos ou se os vou reduzir para metade. Não costumo ser muito pedinchona, por isso talvez deixe os outros 6 para alguém que queira pedinchar um bocadinho mais.

Este ano que vai entrar vai ser o meu ano. Mas não se preocupem, que não sou invejosa e por isso não me importo nada que também seja o vosso ano.

Um Feliz 2017.



Aquele beijo,
Ana

Monday, September 12, 2016

[há dias assim] Mãe de Quatro?

Tem sido tão difícil manter o blog *suspiro*

Esta coisa de ter dois filhos, e mais dois blogs (que é como quem diz mais dois filhos) é muito complicada. Tenho tratado os blogs como os filhos mais velhos, que já criámos e que só vamos confirmando se está tudo bem, se precisam de alguma coisa. Eu bem sei que não pode ser. Um blog é (ou devia ser) como um filho bebé, porque quem nos lê (que eu duvido que ainda haja alguém) merece esse respeito e essa atenção. Mas infelizmente, eu não tenho conseguido.
Preciso de me organizar (ainda) mais. E agora que o Vicente já é mais independente talvez consiga dedicar mais tempo à escrita de que tanto gosto. Por outro lado, por ser mais independente é milhões de vezes mais irrequieto e perigoso. Veremos.

Quem está por aí, que não nos abandone. Gosto de vos ter aí. Obrigada. Muito muito obrigada!



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, September 8, 2016

[há dias assim] Primeiro dia

Primeiro dia de escola. Primeiro dia no Primeiro ano. Primeiro dia do meu primeiro filho.

Ai que o coração estava apertadinho, não por achar que ele ia estranhar, mas por não poder estar pertinho para o ir observando. Sei que tudo vai correr bem, mas o bom mesmo era estar lá quando corresse mal e sussurrar-lhe ao ouvido "ouve lá, o que é que eu te disse em casa?".

*Foto cedida gentilmente e de forma gratuíta no site da Cutxicutxi

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Saturday, February 6, 2016

[há dias assim] inveja (da boa!)

Sim! Foi isso que senti quando vi uma foto no Facebook. Eu explico já!

Quando andávamos na escola preparatória, muito provavelmente, todos tivemos aquele ou aquela colega (ou colegas) que era conotado como companhia menos boa. Sei lá, que não devíamos andar muito com ele, diziam os pais e os professores. Infelizmente para mim, tinha um fraquinho por ele e cheguei a ser expulsa da sala por causa dele, mas adiante.
Esse rapaz tinha um grupo de amigos, tal como eu! Os amigos dele eram, supostamente e tal como ele, companhias menos boas, diziam também os pais e professores.
Hoje somos amigos no Facebook, publicamos no mural um do outro 1 vez por ano, quando um de nós faz anos, e comentamos muito ocasionalmente fotos dos nossos filhos. Ele emigrou, não sei à quanto tempo nem porquê, mas não interessa para a conversa. Ele veio a Portugal de férias. Ele e os amigos da preparatória fizeram um jantar. Eram imensos. Conheci as caras da maioria, dessa época em que frequentávamos o 7º, 8º e 9º ano. Ele, que vive fora do país, conseguiu vir a Portugal e juntar-se com os amigos todos de à tantos anos (e que quanto sigo no facebook continuam amigos, não se juntam só para jantares!). Tive inveja! Da boa, porque acho fantástico que a amizade continue por tantos anos.
Vivo em Portugal, tal como a maioria dos meus colegas dessa altura. Por perto (mesmo perto) mantenho 2 pessoas dessa época. Uns outros quantos com quem ainda mantenho contacto. Mas conseguir organizar um jantar com o grupo todo é uma coisa praticamente impossível (fizemos um jantar à uns 3 anos, e éramos no máximo 10). Portanto, por aqui, fazemos jantares a 3 e mesmo esses são cada vez mais raros.



Conversa que não interessa a ninguém, eu sei. Mas pelos vistos as más companhias sabem o que é amizade a sério. E as boas... bem as boas talvez nem tanto.


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, January 25, 2016

[há dias assim] se eu podia amar mais um que outro?

Poder até podia. Mas não consigo!

Estava a ler o post da Joana Gama d'a Mãe é que sabe aqui e lembrei-me daquilo que passei na gravidez, por achar que  não ia ser capaz de dar tudo aos meus dois filhos. Achava que esta dúvida se prendia mais como facto de o R. ser filho de outro pai e, principalmente, por não estar sempre connosco. Achava que por estar só semana sim, semana não com ele, que ele sentiria que dava mais ao irmão. Achava que eu iria trai-lo por estar mais tempo com o irmão. Achava que não ia amar tanto o irmão como o amava a ele. Dúvidas que soube hoje (obrigada Joana!) não ser a única a ter.

#nofilter #eutenhodoisamores

Cheguei até a falar um bocadinho sobre a minha insegurança aqui mas convicta (sempre) de que iria conseguir dar conta do recado. Li nos comentários do post da Joana que é normal e que muitas mães passaram pelo mesmo. Li também um comentário que dizia que não há amor como o primeiro. Não sei se esta senhora (ou senhor) é mãe (ou pai) de alguma criança e fala por experiência própria. Se assim for, admiro a sinceridade. Se não, olhe não sabe do que está a falar!

Eu não amo mais o meu primeiro filho. Nem amo menos. São amores diferentes mas igualmente grandes. E hoje sei que não é nada com que me tenha que preocupar. Ambos sabem, porque lhes digo diariamente (e demonstro) o quanto os amo, o quanto são importantes na minha vida e como seria impossível para mim não os ter.

Se é verdade que passo muito mais tempo com o V. por ser bebé e depender de mim para tudo, também é verdade que o R. já tem idade para fazer outros programas e ter outras conversas comigo, o que nos aproxima imenso.

O tal comentário dizia que o segundo era o segundo! E que não iríamos preocupar-nos tanto na gravidez, ou fazer tanta pesquisa, que não sentiríamos tanta ansiedade antes das consultas, que não teríamos tempo para o namorar porque tínhamos que nos ocupar do primeiro. Provavelmente tudo verdades, não sei! Mas nenhuma verdade é absoluta. No meu caso (e eu sei que é especial), a primeira gravidez foi muito mais simples e menos ansiosa. A segunda mais difícil e com muito mais ansiedade. O parto do primeiro foi "peaners" embora provocado e depois cesariana, sem uma única dorzinha. O segundo foram várias horas de contracções que também terminaram em cesariana. O primeiro foi comigo para o quarto. O segundo ficou nos cuidados especiais, embora tenha tido alta em menos dias que o primeiro.

Sou muito (muito!) mais cuidadosa e mariquinhas com o segundo. É raro deixa-lo com alguém, e quando deixo fico sempre de coração nas mãos (embora saiba que não é mal tratado!). O R. ficava imensas vezes com os avós. O V. nasceu prematuro e talvez seja por isso. Mas não tem problema nenhum e é saudável, portanto não se justifica.

Sabem aquele ditado que diz que o primeiro filho é de vidro, segundo de borracha e o terceiro de ferro? Parece-me que caminho em situação oposta. Isto tudo para dizer que as coisas são diferentes de mãe para mãe, mas que vamos amar os nossos filhos (ou pelo menos a maioria de nós!), mesmo que não seja logo logo, mesmo que achemos que amamos mais um do que outro, mesmo que os tratemos de formas diferentes. Mas amamos e sabe-mo-lo quando observamos pequenas coisas, que só nós é que vemos.



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Friday, January 15, 2016

[há dias assim] isto é bom demais

Num mundo ideal seria sempre assim! No meu caso, não foi! Não é! Mas seria, se a separação tivesse sido diferente!



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, January 14, 2016

[este ano é que vai ser] vou ficar com um six pack

Ando tão empenhada nesta coisa do exercicio que passei a noite a fazer abdominais! É que isto de ter tosse (não é só tosse é mesmo muitaaaa tosse) tem o seu lado positivo. Equivale praí a 500 abdominais. Digo eu, que estou cheia de dor no abdómen.

Mezinhas caseiras para a tosse que não envolvam mel, limão, canela ou gengibre? Alguém?

Aquele beijo,
*muah*
Ana