Friday, February 28, 2014

[há dias assim] Papa Medos - parte ii

Se leram este post, sabem do que falo. 

Não sei se foi ou não do Flint estar ao lado dele, mas a verdade é que as noites desta semana foram todas muito calmas, sem que me chamasse um bilião de vezes (só me chamou uma vez por noite, ainda eu estava a pé, e sempre para pedir ou xixi ou água) e sem ranger os dentes ou falar alto a sonhar como fazia quase sempre. 

Não sei se o medo do escuro e dos monstros foi ou não ultrapassado, mas a verdade é que esta semana ele não falou em monstros, e embora continue relutante em entrar em quartos escuros, já não demonstra o pânico que demonstrava.

Vou acreditar que a minha ideia teve um resultado positivo, mesmo sem termos efectuado o dito ritual de colocar um papel dentro da boca do Papa Medos. Talvez a ideia do boneco comer o medo dele tenha resultado. E eu estou feliz por ter comprado o Flint!

Imagem tirado do Facebook Português Oficial

Para quem desconhece, aconselho a visita ao Facebook dos Sorgenfresser, pois existem vários bonecos, cada uma mais original que o outro. Vejam também o video de apresentação! Muito giro!

Aquele beijo,
*muah*
Ana

[o melhor do meu dia] piratinha

Aqui em casa andamos numa de piratas. O R. acha-lhes mesmo piada. É a brincadeira favorita ultimamente - ele gosta do role-play e eu alinho com ele sempre que posso. Então pomos palas nos olhos e pegamos nas espadas, subimos para cima da cama, que é o nosso barco pirata e divertimos-nos a seguir as pistas dos mapas para encontrar-mos os tesouros. Escondi tão bem um dos tesouros, que me esqueci de onde ele está. 
Claro está, que depois duma festa de anos pirata, vem mesmo a calhar ser Carnaval. O R. escolheu a sua máscara, e ai de mim (ou do pai M.) comprarmos um fato sem o rapaz ver. Suponho que já saibam de que se mascarou... 



Não que eu tenha ficado extremamente satisfeita com a escolha, mas há coisas em que ele pode decidir o que quer, e esta era uma delas. Adorei vê-lo feliz com a roupa e todos os acessórios. Decidiu o que levar para a escola e o que devia deixar em casa por haver probabilidade de perder ou estragar. Tem 4 anos, mas garanto-vos que tomou as decisões certas - deixando as moedas do tesouro e outros apetrechos mais pequenos em casa, o que prova que se falarmos e explicarmos as coisas como elas são, no dia em que eles têm que decidir o que fazer, eles saberão decidir o "correcto"!

Aquele beijo,
*muah*
Ana

[o melhor do meu dia] saber perdoar

Confirmas realmente que mudaste depois da gravidez (além do óbvio), quando percebes que és capaz de perdoar e assumir as falhas para que também tu possas ser perdoada. Agora és crescida, adulta, responsável e sensível. És capaz de conversas sobre as coisas. Recebi uma mensagem que me fez chorar. De felicidade, leia-se. Na verdade, não sabia se essa mensagem alguma vez chegaria, e fiquei muito feliz por ter chegado. Obrigada pela mensagem. Foi o melhor do meu dia.


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, February 27, 2014

... tipo, e eu?

Hoje dei-me conta de que já vos falei do meu filho, da minha mãe, do meu pai, do meu irmão, do meu ex e dos meus (ex) amigos. Mas nunca me apresentei convenientemente.

Olá! Eu sou a Ana, a nível profissional e mais sério, e Carina para os amigos e familiares. Tenho 30 anos, mas se olharem para mim vão-me dar muito menos. Vivo num palacete com três quartos e duas casas de banho. Tem quatro varandas e bate-lhe o sol todo o dia. No mês passado descobri-lhe a primeira mancha de humidade e chorei. Foi aqui que investi todo o meu dinheiro e toda a minha força.

Tenho um filho, que vive semana sim, semana não comigo, mas isso vocês já sabem. Foi essa divisão de semanas e estado de espírito que deu origem a este blog. Tenho uma estrutura familiar muito pequena, mas bate aos pontos qualquer outra. Tenho a minha rainha e o meu irmão, de quem já vos falei. A minha avó, duplamente rainha. E o meu filho. Tenho um namorado. O melhor do mundo. Dizem-me que não devo falar bem dele, porque todas o vão querer, mas ele é mesmo o melhor. O R. grande trata-me com muito mimo, ajuda-me em tudo o que preciso. É o meu melhor amigo, o meu namorado, meu cúmplice e meu amante. Cantamos a mesma canção, e se isso não acontecesse, esta relação não existiria. Chama-me louca, mas eu tenho cá para mim que o louco é ele. Senão, porque razão ainda estaria aqui comigo? Tenho tios e tias, primos e primas, mas é nestes cinco seres que encontro tudo o que preciso. Tenho uma cunhada, namorada do meu irmão, que é provavelmente a miuda mais fofa que já conheci. Juntar-me ao R. grande fez com que ganhasse uma família numerosa. Eles são mesmo muitos, e eu adoro isso. Não entendo quem fala mal das sogras. A minha tem um coração maior que o Mundo. E tenho mais uma cunhada, que conheço à tanto tempo e no entanto, nunca a tinha conhecido. Depois temos a família que nós escolhemos - os amigos. Tenho duas irmãs com quem não partilho qualquer laço de sangue, amigas de sempre e para sempre. Com elas ganhei cunhados e um sobrinho. Afinal, tenho uma família gigante e nunca tinha pensado nisso.

Tenho formação superior. Dois cursos que ficaram a meio. Não penso acabá-los para grande desgosto da minha avó. Falta-me pouco em ambos, mas de que me vão servir se não penso vir a trabalhar na área? Acredito que devemos fazer o que gostamos. Fazer o que não gostamos mata-nos um bocadinho todos os dias, e eu não quero morrer nova. Trabalho num call center. Não tenho vergonha nenhuma. Prefiro isso a trabalhar em informática (os meus dois cursos). Para quem pensa que é fácil trabalhar num call center desengane-se. É stressante e dá-nos cabo da marmita. Tanto, que já não existem pessoas sãs naquele centro de atendimento. Conheci pessoas fantásticas. Fiz amigos para a vida. Também conheci pessoas que preferia nunca ter conhecido, mas agora que já está, olha, paciência! Não estou a trabalhar neste momento. Tenho um problema. Perco a voz constantemente. Mas a sério mesmo, durante semanas ou meses. Tenho saudades das pessoas (algumas, o "gang" essencialmente) mas tenho sempre medo de voltar. Ficar sem voz é complicado!  

[to be continued...]


Eu, algures durante o ano passado, num dos muitos passeios só para não estar em casa.

Bolas, podia ficar aqui horas a falar de mim. Parece narcisista, mas sempre me preocupei mais com os outros. Costumo ouvir mais do que falar. Raramente desabafo com alguém, seja o que for. Hoje apeteceu-me apresentar-me. Se gostaste, então continua a ler-me! Há um botão qualquer no blog que serve para me seguires. Se não gostaste, desculpa. Não costumo escrever tanto, mas se chegaste até aqui, garanto-te que aguentas os outros posts. 

Como tenho mesmo muito para contar sobre mim, vou continuar esta série. Ficam com a primeira parte hoje... amanhã quem sabe conto-vos o resto! Este post devia ter iniciado o blog, e se calhar vem tarde demais. Mas nunca é tarde para conhecer-mos alguém novo, pois não?


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, February 26, 2014

[há dias assim] parabéns, meu irmão

Sei que provavelmente este post nunca será lido pelo meu irmão. Talvez até seja melhor assim. Não é que nos entendamos mal, mas não nos damos propriamente bem. Já nos demos pior, é verdade. Também nunca nos demos tão bem como agora. Deve ser da idade.

Faz 22 anos que vivi um dos dias mais felizes da minha vida. Se eu quisesse numerar acontecimentos ficaria provavelmente em segundo lugar no ranking, porque nada se compara ao nascimento de um filho. Eu queria mesmo muito um irmão. A sério! Era só o que eu mais queria, e acho que já tinha perdido a esperança. Tinha 7 anos quando os meus pais me contaram que, finalmente, eu ia ter o que eu mais queria. Eu não me importava de ter que mudar para um quarto mais pequeno. Não queria saber se ia deixar de poder dormir na cama dos pais. Nunca me importei em ter menos coisas porque agora era tudo a dividir por dois. Nad disso me preocupava.

O meu irmão nasceu, e (a minha mãe vai-me dar um raspanete, outra vez) por mais estúpido que seja, só me lembro da minha vida a partir dos 8 anos. Era Carnaval e eu mascarei-me de palhaço. A minha mãe estava na maternidade, e o Diogo nasceu ao fim do dia, numa 5ª feira. Não o pude ver nesse dia, e o meu pai foi feito louco para a maternidade e bateu com o carro. Pediu-me para não contar a ninguém como tinha sido! Fiquei em casa dos meus avós, e na 6ª feira tive que ir para a escola vestida de palhaço, mas o que eu queria era ir ver o meu irmão. Talvez por isso, odeie tanto o Carnaval. Lembro-me de ir à maternidade vestida com a minha máscara estúpida de palhaça, e de ter sido assim que o meu irmão me viu pela primeira vez. E peguei nele e fiquei mesmo feliz! Lembro-me de tudo, claro como água, como se tivesse sido ontem. A partir daí, ajudei a minha mãe a tomar conta dele, mudei-lhe fraldas e dei biberãos. Dava-lhe banho e tratava-o como um filho - e já aí, o instinto maternal...

Não me lembro da ultima vez que o meu irmão me deu um beijo. Tem o hábito estúpido e ridiculo de me dar a cabeça ou a testa. E pronto, eu dou um beijo e não recebo nada em troca. Odeia demonstrações de afecto, em público ou privado, ele não gosta mesmo. Não gosta de mensagens fofinhas (ou textos longos como este que escrevo neste momento). Só me liga se precisar de mim. E eu digo-lhe "desenmerda-te" mas acabo sempre por lhe fazer tudo. É filhinho da mamã e da maninha. Fazemos-lhe mesmo tudo! Não é que ele não saiba fazer, mas ele é daqueles que acha que "se podem fazer por mim, porque me hei-de cansar?".   O meu irmão é o meu orgulho. Acho que nunca lhe disse isto. Disse-lhe uma vez para ter juizo e aprender com os meus erros. Ele levou isso à letra, e hoje é um homenzinho que já me conduz, quase a acabar um curso nada fácil, responsável com tudo o que diz respeito a escola e trabalho, não fuma, pouco bebe (porque não aguenta muito LOL). Não dá nem nunca nos deu problemas. Não partilha aquilo que sente. Passa-se da cabeça com frequência (embora esteja muito mais calmo). É provavelmente a pessoa mais insensível que conheço. Mas é também a pessoa que mais sentida fica se lhe fazem ou dizem alguma coisa que não gosta. Acha que devemos falar cara a cara e não escrever ou expor em público o que sentimos. Não é capaz de perdoar quem magoa os seus (pelo menos não perdoa que me magoou a mim). Não diz que gosta de mim. Mas é o melhor tio que o Mundo poderia dar ao meu filho. O meu irmão é forte e determinado. É especial. Também a ele, a vida foi madrasta e levou o pai demasiado cedo. É duro perder o nosso melhor amigo. É igual ao pai. Igualzinho! É a melhor prenda que os meus pais me deram.

Gostava que esta pudesse ser a minha prenda para ti, mas já sabes o que a mummy pensa disso...


Parabéns, meu irmão! Contínua a deixar-me orgulhosa! Amo-te e amar-te-ei sempre. E vou expô-lo publicamente sempre que me apetecer. Embora fraquinha e mais sensível, ainda sou a mais velha!


Aquele beijo,
*muah*
Ana

[o melhor do meu dia] são as pessoas

[post atrasado porque estava à espera das fotos...]

Neste caso, o melhor do meu dia do R. são as pessoas...

O R. fez anos. 4 anos! No dia de anos jantámos juntos, mas estávamos em semana não, e por isso dormiu em casa do pai. Não era o ideal, mas se virmos bem as coisas, a semana sim começou na 6feira e tinha o sábado para lhe fazer uma festa especial. E assim foi!

Só eu sei o quanto me custou financeira e fisicamente. Financeiramente, porque estou de baixa e obviamente, nos dias de hoje, montar uma festa fica fora de qualquer orçamento. Fisicamente, porque estou de baixa, e obviamente, para poupar, quase tudo me saiu do corpo. Comidinha e decoração da mamã, feita com amor e carinho. 

Depois da festa, no dia seguinte, perguntei ao R. se tinha gostado da festa. Ele disse que sim. Depois perguntei o que tinha gostado mais. Ele respondeu "os primos, o Miguel e o Sebas".
Este puto é mesmo meu filho. Não importa onde, como ou porquê, o que interessa é com quem. E são as pessoas que nos fazem felizes.
Para quem se pergunta quem são "os primos, o Miguel e o Sebas", são as crianças que estiveram na festa. Os primos, o Miguel que já é da casa, e o Sebas (ou seja, Sebastião ou seja, filho do pai do R.). Sim, eu saberia que este dia ia chegar - ter o filho do M. cá em casa! Não pensei que seria tão cedo, pois o puto só tem 2 anos. Mas assim foi. No dia especial do meu R. o irmão veio com ele para o fazer feliz. E acho que ambos se divertiram. Esta coisa de ser mãe está-me no sangue e tratei-o como se fosse meu filho... 

Obrigada às mais de vinte pessoas que estiveram presentes por tornarem o dia do meu filho especial! Temos pena que não tenham vindo todos os convidados. Chegaríamos facilmente aos quarenta. Talvez para o ano. Obrigada ao R. grande por ser ainda mais alucinado que eu, por permitir que eu cometa alguns excessos no que diz respeito ao R. pequeno.

Mesa da Festa
Aquele beijo,
*muah*
Ana

Tuesday, February 25, 2014

[há dias assim] acerca dos amigos

[post demasiado longo e pessoal]

Quando um casal se separa, acontece muito mais do que a separação dessas duas pessoas. Primeiro temos a questão dos filhos, claro. Depois, temos a questão dos bens comuns. Deixando de lado as coisas legais, existe muito mais que isso... Por norma, os casais partilham amigos, sítios onde gostam de ir jantar ou beber café, fotografias de viagens que fizeram juntos... E tudo isto é tão mais complicado. As fotografias apagam-se das redes sociais porque já não fazem sentido, os sítios mudam-se para não se cruzarem, e os amigos?

Sei que uma (ex) amiga não está muito bem. Gostava de falar com ela, de lhe dar um ombro como muitas vezes ela fez antes de me separar. Mas quando eu e o M. nos separámos, além de me partir o coração, de me tirar o meu filho semana sim, semana não, de me fazer deixar de acreditar no amor e no "para sempre" (obrigada R. grande por me fazeres acreditar outra vez), levou-me também os amigos.
Suponho que eles achem que a culpa foi minha e que eu me afastei. A questão é que eu não tenho que partilhar o mesmo espaço com "a outra" (desculpa M., mas é assim que a irei tratar para todo o sempre). Disseram-me que eu tinha que aprender a socializar com ela! Alto lá! Não tenho que socializar com ela porra nenhuma!  Eventualmente, o meu filho irá pedir-me que tal aconteça e logo verei o que lhe respondo. Dou-me bem com o M. porque tenho que dar. É o pai do meu filho e irá fazer parte da minha vida até ao fim dos meus dias. Até tomo conta do filho dela, porque a criança não tem culpa nenhuma! Mas dela, a única coisa que tenho que saber é se trata bem o meu filho ou não, e isso eu sei que sim! É a única coisa que me interessa dela. Não sei como se veste, o que calça, se cozinha, onde trabalha, não sei nada e na verdade, não me interessa. Só sei que quando leva o meu filho à escola lhe dá um beijo, e isso é um bom sinal!

Voltando aos amigos, esta questão magoou-me e talvez tenha sido o primeiro sinal de afastamento. Depois comecei a ver fotos de jantaradas que sempre fizemos em que o M. e a "outra" apareciam. Eu não tinha recebido qualquer convite! Não sabem quantas vezes chorei ao olhar para essas fotos. Eu tinha ciúmes dela. Por estar com o meu filho tanto tempo quanto eu, e por estar com os meus amigos mais vezes que eu. A gota de água foi o casamento de uma (ex) amiga. Provavelmente, nunca mais irei falar ou ver esta pessoa. Magoou-me mesmo muito. Tinha falado com ela 1 ou 2 semanas antes e ela não me tinha dito sequer que ia casar. Soube (perto) na véspera do dito casamento. O M. ia, e levava o meu filho. Tinha até pedido para trocar o fim de semana porque tinha um casamento. Falei com ela e ela disse-me que tinha que escolher um ou outro para ir ao casamento, e tinha sido ele mas para eu não levar a mal. A sério?! Para eu não levar a mal?!

No outro dia estava a ver o "Crazy Stupid Love", e aquela cena em que o suposto amigo do Steve Carell lhe diz que a mulher lhe disse que tinha que escolher um lado - o do Steve Carell ou o da mulher, e tinham escolhido o da mulher, fez-me reviver esse momento da minha vida. A verdade é que isto acontece na vida real! Os amigos escolhem lados. Se calhar até inconscientemente, mas vá lá, acham mesmo que é necessário? Não podem sair um dia com um e outro dia com outro? Ou mesmo convidar os dois e deixa-los decidir se querem ou não estar no mesmo sitio que o outro? Quando um casal se separa, vamos esperar que saibam tomar decisões conscientes e racionais, que saibam comportar-se em situações mais complicadas, e que saibam que eles é que se decidiram separar e que os amigos nada têm a ver com isso.

Tenho para mim que os meus (ex) amigos escolheram o M. e eu até percebo. Ele é muito mais sociável que eu (ou então não, mas isso fica para outro post), e ele está sempre pronto para uma boa borga, o que não é definitivamente o meu caso. Também não tenho tanto dinheiro como ele disponível para "borgar" e não sou de grandes saídas à noite. Como já disse, acho que eles pensam que a culpa é minha e que eles fizeram tudo bem. Admito, no entanto, que recusei alguns convites (muito poucos, tipo 1 ou 2) e não convidei ninguém para vir ter comigo nessa altura. Mas bolas, era eu que estava na merda! E quando estamos na merda, gostamos de chafurdar sozinhos e não convidamos ninguém para chafurdar connosco. Se fizeram um convite e eu não fui, então deviam ter vindo ter comigo e arrancar-me da merda, dar-me banho e vestir-me um vestido e levar-me a comer muffins de chocolate! É isso que os amigos fazem! E por isso, é que eu achei que vocês eram amigos do M. e não meus. Nunca nenhum de vocês me arrancou de casa!




Durante este tempo, desde Abril de 2011 para cá perdi muita coisa. Não me despedi de pessoas que foram para fora. Não conheci crianças que nasceram. Não visitei as casas novas que compraram/alugaram. Não passeei nos carros novos. Não lhes dei os parabéns. Não lhes agradeci por me darem os parabéns. Desde Abril de 2011 que passou muito tempo, mas ainda me sinto triste por não os ter por perto. Desde Abril de 2011 cresci muito. Tornei-me mais racional e menos emotiva (em público).

Serei perfeitamente capaz de voltar a falar com (quase todas) as pessoas que eram os nossos amigos. Sou capaz de falar com o M. Até o perdoei (de quase tudo). Serei capaz de perdoar que não tenham tentado tirar-me do buraco onde estava. Até porque gostava muito de poder abraçar a minha (ex) amiga que precisa de mim.


Aquele beijo,
*muah*
Ana

[há dias assim] Papa Medos

Não faz muito tempo que comecei a procurar formas de ajudar o R. na luta contra o seu medo do escuro. Sempre foi um miúdo destemido nesta matéria, mas de repente, de um dia pro outro, como acontece sempre com ele, decidiu que tinha medo do escuro e que lá, no escuro, moravam monstros. 
Tentei falar com ele e explicar-lhe que os monstros não existem, mas todos sabemos que isso é mentira e não consegui convence-lo disso mais do que uma noite. Depois, decidi dizer-lhe que "mesmo que existissem" nunca entrariam cá em casa, porque tinham medo de mim. Que coisa mais parva que eu fui inventar. Até um miúdo de 4 anos consegue perceber que nenhum monstro teria medo de 1,50m de gente como eu. Aguentou-se mais uma noite, mas na noite seguinte voltou com a mesma história. Então, consegui convencê-lo de que tinha umas fadinhas que o acompanhavam sempre que ele ia para o escuro. Apontei para dois pontinhos de luz vermelhos no quarto. Dei nomes às fadas, e ele adormeceu feliz, pois as fadas iam tomar conta dele. Não percebo porque é que os monstros não têm medo de mim, mas têm medo das fadas, mas isso são outras contas... Durou a semana toda, e nunca mais houve medo do escuro nem pesadelos.
Depois, bem, depois veio a semana não e o R. foi para casa do pai com a conversa das fadas. O M. não percebeu nada e o R só deve ter ficado mais confuso. Quando voltou, na semana sim, rapidamente me pôs entre a espada e a parede, com o seu ar de adulto pequenino:

R: Mãe, acho que as fadas não são verdadeiras!
M: Então, porquê?
R: Porque disseste que elas iam comigo, e não foram para casa do pai.
M: Ai não? Se calhar não as viste!
R: Oh mãe, eu acho que não são fadas! São bruxas boas! Por isso é que não saem do mesmo sitio.

M: Pois, se calhar! Nunca tinha pensado nisso, filho!

E assim ficamos, mas acho que já não confia muito nas fadas, isto é, bruxas, isto é, pontinhos vermelhos de luz. 

Foi então que descobri os "papa medos" e aproveitando que ele faz anos, corri para a FNAC mais próxima à procura de um monstrinho que devora todos os nossos receios. Não foi fácil encontrar o bicho! Deve haver muita gente amedrontada por aí, mas consegui encomendá-lo online e agora vou esperar que acabe com este e todos os medos que surjam. 

Os papa medos (originalmente chamados Sorgenfresser) são uns bonecos com uma bolsa onde colocamos os nossos medos. Por exemplo o medo do escuro. O boneco devora o medo e as crianças (e quem sabe os adultos) acreditam que realmente o medo foi "comido" e vencem esse medo.

Apresento-vos o Flint. O novo residente cá em casa! Vamos ver se vai ser um comilão.


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, February 20, 2014

[não me sai da cabeça] David Antunes & Vanessa Silva - Não te quero mais

Faria tanto sentido se tivesse existido à algum tempo atrás, noutra altura da minha vida... Não me sai da cabeça e adoro demais. David Antunes & Vanessa Silva - Não te quero mais.

"Tu não eras assim // quando te conheci // sorrias para mim // e falavas de ti"



Aquele beijo,
*muah*
Ana

[cartas ao meu filho] sei-te de cor

Podia ser um post sobre música, mas não é. É um post que vem cá de dentro, cheio de amor e emoção, com lágrimas e sorrisos à mistura. É um post que fala de amor incondicional de uma mãe e de um filho. É um post para me lembrar de nunca me esquecer aquilo que me fazes sentir hoje com 4 anos.

"Hoje, que fazes 4 anos, quero dizer o quanto te amo mesmo antes de teres nascido, antes ter olhado para aquele teste de gravidez. No momento em que vi aqueles dois traços, já sabia que te amava. Tinha a certeza absoluta de que já estavas a crescer dentro de mim, e que jamais alguém me faria sentir aquilo que sentia. 
Sabes, não foste planeado mas foste fruto de um amor a sério, daqueles que começam muito cedo, quando as pessoas ainda são muito jovens, e que duram muitos anos, mas que infelizmente um dia terminam. Isso significa que a mãe e o pai deixaram de se amar, mas nunca deixámos de te amar. A verdade é que provavelmente estamos a fazer um trabalho muito melhor a educar-te, do que faríamos se estivéssemos juntos. 
Depois de 9 meses a ter-te só para mim, tive que te partilhar com o mundo. Ainda não querias sair, e eu percebo-te. Estávamos tão bem só nós dois, porque haverias de querer sair? Partilhávamos tudo nessa altura e nunca nos separávamos. Assim que nasceste, o enfermeiro disse-me que tinhas o nariz como o meu. Depois eu vi-te e confirmei que era verdade. Do teu pai herdaste o cabelo e o espírito irrequieto. O gosto pelos jogos e a aversão a legumes. Da mãe, além do nariz, herdaste o gosto pela pintura e pela leitura. Herdaste também a forma como reviras os olhos quando a conversa não te interessa, ou os tiques nervosos quando algo não está como tu queres. Herdaste o choro fácil e até a forma como fazes beicinho. Herdaste as birras de sono ou fome, e o gosto pelo chocolate e pela música. Por mais que digam que te assemelhas a ele, não existe no mundo ser mais parecido comigo que tu. Tens tanto de mim! 
Desde esse dia que quatro anos passaram e tu cresceste tanto. Já não és aquele bebé pequenino e indefeso, que eu carregava no colo encostado ao meu peito para acalmar quando chorava. Perguntaste-me no outro dia se ainda eras o meu bebé e eu respondi-te que sim. Ainda és o meu bebé. Serás sempre. Mesmo quando tiveres 18 anos e decidires tirar a carta, ou quando tiveres 25 e fores pai. Serás o meu bebé aos 32 quando mudares de emprego e serás o meu bebé quando for eu a usar fralda já bem velhinha.
Gostas de livros e música. Gostas de pintar. Gostas de me ajudar na cozinha. Gostas de sair para ir ao parque e gostas de ficar em casa o dia todo. Gostas de dar beijos e abraços. Gostas de segredos. Gostas de douradinhos e puré. Gostas de jogos na consola e gostas de brincar. Gostas dos Heróis de Higglytown e dos Little Einsteins. Gostas de me tirar fotografias. Gostas que te leve ao colo até à cama e te cante várias canções. A tua última pancada são os piratas e as framboesas. Não gostas de legumes. Não gostas de esperar. Não gostas de lojas de roupa. Não gostas do escuro nem de monstros. Não gostas do benfica. Não gostas de estar sozinho. Não gostas de laranjas nem tomates. Mas isso é aqui, nas semanas sim. Sinto que adaptas os gostos consoante as semanas. É normal, penso eu, porque a vida é diferente, os gostos e as pessoas à tua volta. Mas será normal? Só tens 4 anos!
Tão pequenino ainda, já passaste tantas fases, mas sempre mantiveste esse sorriso que me aquece o coração. Nada me faz mais feliz que ver-te sorrir. E tu sorris muito, sinal de que és feliz, certo? És feliz, não és, meu filho? Isso é o mais importante, não é? (...)"



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Tuesday, February 18, 2014

[há dias assim] amo-te muito mãe

Gostava de ser como tu. Não conheço ninguém tão forte e corajoso. Tão vivido e sofrido. Sempre preparada para o próximo abanão. Tu sabes que a vida é difícil. Muitas vezes foi madrasta para ti e para mim. Para nós. Leva-nos quem gostamos. Leva-nos aquilo em que acreditamos. Troca-nos as voltas e às tantas estamos onde não queríamos estar. Onde não devíamos estar. 
Às vezes acordo sem forças para enfrentar mais uma batalha, e depois penso em ti e nas batalhas que já travaste. Levanto-me e relembro tudo o que aprendi contigo enquanto deixo que a água a ferver me bata nas costas. Nunca me disseste para ir à guerra sozinha. Muito pelo contrário, sempre disseste que lutarias comigo. Mas eu vi-te sempre à frente do batalhão, a dar o corpo às balas, sem nunca te queixares ou pedires para ser substituída por um bocadinho. Já lutaste demais. Ainda lutas. 
Não te preocupes, mãe. Eu estou preparada. Não importa o quanto dói, eu levanto-me e tomo o duche, sempre com água a ferver, e vou à luta mais um dia. Sei que sempre que quiser o teu colinho, posso correr para ti, e é isso que importa. O saber que estás lá. Não o faço (quase) nunca porque temo que sofras (ainda mais) outra vez, e não quero voltar a abanar o teu mundo
És a minha rainha, e eu a tua princesa. Sempre me trataste assim. Talvez por isso o meu filho também me ache a princesa dele,e não me deixe tornar-me rainha. Talvez me ache demasiado nova para ser rainha.
Amanhã faz 4 anos que o R. nasceu. Sei que estou de parabéns pelo filho fantástico que tenho. Parabéns a ti, minha rainha, que também estás de parabéns por me teres ensinado a ser tudo o que sou. Além de lutadora foste mãe todos os dias, todas as horas. Quero ser rainha como tu. E talvez não te tenha dito vezes suficientes que te amo. Mas sei que sabes que sim. Hoje, repito-o todos os dias (dias sim, leia-se) ao meu filho, para que um dia ele deixe de me achar princesa e passe a chamar-me rainha! 




Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, February 17, 2014

[read all about it] because someone we love is in heaven, there's a little bit of heaven in our home

Perdi o meu pai. Já foi à algum tempo. Mais precisamente à 3 anos e meio. Doeu muito. Doeu tanto e ainda dói. Acredito que irá sempre doer. O tempo não cura nada, não torna nada mais fácil. Acho que nós é que aprendemos a viver com a dor.
Uma amiga muito querida do meu coração perdeu o pai recentemente. Embora não a conheça à muitos anos, conheço-a ao tempo suficiente para partilhar a dor dela, porque a entendo! Porque sei o que é e o que sentimos. As palavras de carinho e conforto não significam nada e aquilo que queríamos era que todos se calassem e que o tempo andasse para trás. Queremos que seja um pesadelo. Queremos acordar e que tudo volte ao tempo em que estava tudo bem, ao tempo em que eles não estavam doentes, em que riam connosco. 

Não consigo dizer-lhe nada que a console. Apenas que estou aqui quando lhe apetecer falar. Lembrei-me deste texto que tinha escrito no inicio do ano, deste ano. Minha querida, o teu pai não morreu. Ele mudou-se para um lugar melhor e mais bonito, onde vai poder olhar para ti, para as tuas irmãs e para a tua filha. Vai olhar todos os dias e vai sorrir. Pelo menos é nisso que eu quero acreditar. 

"Mais um ano que passou. Nem acredito que partiste à tanto tempo, pai. Ainda te sinto aqui. Ainda estás aqui. Não me lamento da tua perda quando estou com os outros, mas só eu sei como a revolta ainda me toca tantas vezes. Não percebo porque tive de ficar sem ti.
(...) 
Discutíamos tantas vezes. Hoje percebo que era por acreditares mais em mim do que eu própria. Hoje tenho outra força que te deixaria orgulhoso. Tenho também ideias que te fariam arrancar os cabelos que ainda te restavam. Eras a melhor pessoa que alguma vez conheci. Um coração do tamanho do mundo, que vivia com medo. Não era medo de morrer. Era medo de não nos conseguires dar tudo.
A mim deste-me tudo, pai. Não te poderia nunca pedir mais porque sei que tiravas de ti para nos dar. Vivias cheio de preocupações e não aproveitaste os teus últimos momentos. Tenho pena que tenha sido assim. A vida é tão injusta. Ainda tinhas tanto para fazer e para dar ao Mundo. 
Mas estarás sempre vivo em nós. E eu farei grandes coisas, e tu serás a minha estrelinha. Amo-te e amar-te-ei sempre. Tu não morreste. Mudaste-te só para um lugar melhor, mais bonito, onde poderás sorrir ao ver-nos todos os dias."


Imagem editada por mim

Já sabem, o texto em azul claro é parte de algo que anda à muito para ser terminado. Textos soltos que se encontram num todo.

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Friday, February 14, 2014

[read all about it] I forgive you (almost everything), so I can heal

Os olhos encheram-se de lágrimas assim que ele entrou no elevador. Não gosto que me veja chorar. Era o inicio de mais uma semana não. Ao contrário da maioria das pessoas, e como tudo na minha vida, só anseio as sextas feiras, semana sim semana não. É o dia da "troca". O dia em que ele vai ou ele volta. 
Contínuo a chorar sempre que ele tem que ir. Não é justo. Contínua a não ser justo nesta minha cabeça dura. Se foi o M. que quis acabar tudo e sair daquilo a que chamávamos relação, se foi ele que refez a vida num ápice sem qualquer dor, se foi ele que virou as costas ao que tinha sido construído durante 11 anos, porque é que eu é que tenho que sofrer as consequências? Não é justo ele desistir e ainda sair vencedor. 
Já o perdoei de tudo o que podia perdoar. Só não lhe perdoo as semanas não! 

"(...) Mas eu perdoo-te. Há muito que já te perdoei. Perdoo-te as noites acordadas por tua causa. Perdoo-te por me teres largado de um dia para o outro, e me teres trocado por ela. Perdoo-te por me teres usado e deitado fora, como se tratasse de um par de calças que passou de moda. Perdoo-te por me teres convencido que contigo seria diferente e que podia confiar em ti. Perdoo-te por me fazeres acreditar no *para sempre*, quando o *para sempre* não existe. Perdoo-te porque quero paz, e não faz sentido viver com rancor eternamente. Mas perdoo-te acima de tudo porque me fizeste crescer, e mesmo sem saberes ou sem estares comigo, me mostraste aquilo que quero realmente para mim. (...)"



Já sabem, o texto em azul claro é parte de algo que anda à muito para ser terminado. Textos soltos que se encontram num todo.

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Blog em Manutenção

O blog encontra-se em manutenção. Estou a mudar-lhe o aspecto e por isso nem tudo está no sitio certo, nem com as cores certas. Perdoem-me aqueles que me lêem ou aquela única pessoa que lê, mas ainda estou a trabalhar nisto! Obrigada pela paciência.
Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, February 13, 2014

[o melhor do meu dia] pedaços de gula gelados

Desde que comecei a tomar os novos medicamentos fiquei sem apetite. Estar sem apetite, no meu caso, que tenho uns quilos a mais (estou a ser simpática comigo mesma), é uma coisa boa! O pior é quando a fome (ou a gula) aparece. Vem sempre à mesma hora, quase todos os dias, quando estou sentadinha no sofá, tapada pela manta a ver programas de culinária, e se não tratam dela fico amuada e de mau humor. Felizmente, tenho o melhor namorado do mundo! Apesar de sempre ralhar comigo e dizer que assim não emagreço, arranja-me sempre qualquer coisa para eu meter na boca e me calar o mau feitio. Ontem não havia gelado! E apetecia-me gelado! Tinha que ser gelado! (Não, não estou grávida.) Foi um drama quando ele disse "eu avisei-te de tarde que já não havia gelado"! De facto tinha avisado, mas eu não tinha prestado atenção. O melhor namorado do mundo resolveu a questão, qual Macgyver qual quê. Num instante fez um gelado caseiro de morado, que não solidificou o suficiente para ser gelado, mas estava delicioso, como bolachas partidas aos pedaços. Senhores da OLÁ, apesar de ADORAR os vossos "swirls" que nos faziam sair de casa tantas vezes de propósito para satisfazer o meu pequeno desejo, o melhor namorado do mundo ontem fez o melhor gelado de sempre. É por isso que o amo tanto, porque é capaz de tudo para me ver feliz.

Imagem apenas representativa


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Tuesday, February 11, 2014

[quem me conhece sabe que...] sou multi tasking!

[post copiado do outro blog, quando comecei a escrever sobre o que me vai no coração]

... consigo ter mais de 25 separadores abertos ao mesmo tempo; consigo ver o masterchef enquanto leio blogs e jogo no tablet; Sempre tudo ao mesmo tempo! Não gosto de estar parada. Até quando me deito e estou a tentar adormecer estou a pensar em mil e uma coisas! Não gosto de desperdiçar tempo, até porque acho que o dia devia ter muitas mais horas. Acho que é o que dá ser mãe! Aprende-se a fazer tudo ao mesmo tempo, a dar atenção a tudo, e mesmo assim conseguir fazer tudo bem! E pronto, gostava que alguém me dissesse que sofre do mesmo, porque aqui em casa parece que não entendem esta minha aflição de estar parada!

Foto tirada de SomeEcards

Aquele beijo,
*muah*
Ana

[há dias assim] ...

[post copiado do outro blog, quando comecei a escrever sobre o que me vai no coração]

Dizem que demoro muito tempo em cada peça. Eu não acho! Acho que lhe dedico toda a atenção e carinho o suficiente para ficarem lindas e ao gosto de quem as vai receber. Se é para fazer, que seja bem feito! Peço desculpa...

Foto tirada de Etsy

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, February 6, 2014

[há dias assim] Branca artística!

[post copiado do outro blog, quando comecei a escrever sobre o que me vai no coração]

Estou com uma branca artistica. Tipo tinha uma ideia brilhante para uma peça, e executei-a e agora faltam os pormenores finais! O pior é não saber como fazer esses ditos pormenores! Preciso duma luzinha para acabar a peça, que por sinal estava a ficar bem gira!


Foto tirada de Pinterest


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, February 3, 2014

[o melhor do meu dia] finalmente...

[post copiado do outro blog, quando comecei a escrever sobre o que me vai no coração]

Aos trinta anos foi-me diagnosticada fibromialgia. E eu digo finalmente. Andava à demasiado tempo à procura de respostas para todos os problemas de saúde que iam surgindo e que depois de me submeter a milhões de exames e análises não davam em nada. Hoje, finalmente, alguém me disse "tu tens fibromialgia". A confirmação de que as minhas dores e todos os meus problemas têm uma causa. Podia ter ficado triste, ou apreensiva, porque a fibromialgia não é nenhuma brincadeira. Mas no fundo eu já sabia. Já me tinham dito que "muito provavelmente" tinha fibromialgia. Agora sei que tenho. Sei o que tomar. Sei o que posso e não posso fazer. E estou preparada para lidar com tudo. É estranho que o melhor do meu dia tenha sido a confirmação de que tenho uma doença sem cura. Mas foram demasiados anos às escuras, à procura de algo que não aparecia em exame nenhum.

Foto tirada de Arthritis Foundation

Aquele beijo,
*muah*
Ana